Esmiúço fragmentos da deslealdade
Se estou vivo é porque ainda respiro,
Vivo pela existência fisiológica ao nascer,
Meu corpo geme e coração acelerado,
Morto em palavras a covardia queimou meu ser.
Aprendo assim, em meu descuido mesmo sincero,
No escuro ou claro se confiante posso me ferir,
Nesse caminhar não estou livre de cair ou tropeçar,
Quero apagar onde eu errei e prosseguir.
Esmiúço fragmentos da deslealdade,
A solidão a confusão bateu em mim,
Apesar das experiências de minha idade,
Feridas expostas outra vez querem residir.
Sei que não vou tudo esquecer,
O meu semblante demostra decepção,
Cabeça erguida o vento sopra em minha volta,
Adeus querida, tu não merece minha adoração.
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