AMOR…
Amor é algo que não cabe no tempo, que não se mede em dias ou anos, mas na intensidade com que a alma reconhece a outra.
E isso nos lembra que o verdadeiro amor não nasce da duração, mas da profundidade.
É realmente morar no outro sem pedir licença, é se entrelaçar na existência do outro como se sempre tivesse pertencido ali, mesmo antes de existir.
Cada instante vivido junto se expande, se multiplica, e se torna uma eternidade interior, porque o amor verdadeiro é eterno no seu próprio ritmo.
Ele não conhece limites, não se acomoda, não se explica, simplesmente acontece.
É sentir que todas as vidas passadas e todos os futuros possíveis convergem naquele momento único, tornando o efêmero infinito.
Amar assim é reconhecer que o outro é extensão de si, que cada gesto, cada olhar, cada palavra carrega séculos de afetos, lembranças e promessas silenciosas.
É se perder e se encontrar, é viver ao mesmo tempo por um instante e por uma eternidade.
O amor que mora dentro de nós e no outro é, antes de tudo, uma experiência de transcendência: é sentir que, no caos e na beleza do mundo, existe um lugar sagrado onde as almas se encontram, se reconhecem e permanecem, mesmo quando o tempo insiste em nos separar.
Amor…
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