A HISTÓRIA DO ENGENHO ILHA, DEPOIS ENGENHO NOVO SINIMBÚ E POSTERIORMENTE USINA CANSANÇÃO DE SINIMBU
A HISTÓRIA DO ENGENHO ILHA, DEPOIS ENGENHO NOVO SINIMBÚ E POSTERIORMENTE USINA CANSANÇÃO DE SINIMBU.
O engenho Ilha pertencia a Ana Lins e foi fundado aproxidamente em 1832. Antes de falecer, ela fez a doação dos seus bens para os filhos e o engenho Ilha ficou a cargo de Manuel Duarte Ferreira Ferro, o futuro Barão de Jequiá, além dele, Ferreira Ferro também herdou os engenhos, Prata e Jequiá do Fogo.
No decorrer dos anos, o engenho Ilha foi transformado em engenho central e recebeu o nome de Novo Sinimbu. Com a morte do barão de Jequia em 1870, o engenho passou a ser administrado pelo seu filho, Manuel Duarte Ferreira Ferro.
Em 1892, houve em São Miguel dos Campos uma reunião de análise para transformar o engenho numa Usina de Açúcar, participaram da reunião Manuel Duarte Ferreira Ferro Filho, José Torquato de Araújo Barros, José Luís Soares e Arthur L.G. Willians. O projeto de construção ficou a cargo da empresa Willians & CIA.
Os idealizadores já tinham em mente o nome da usina, ela ia se chamar Usina Jequiá, em função de sua construção estar projetada às margens do rio do mesmo nome, mas com o incorporamento de João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, Visconde e Barão de Sinimbu, seu sobrinho Manuel Duarte Ferreira Ferro Filho e os demais acionistas mudaram de ideia, a usina ia passar a ser chamar, Companhia Usina Cansanção de Sinimbu, em homenagem ao grande estadista do império. Finalmente, a Usina Cansanção de Sinimbu foi inaugurada em 1893, com a presença do homenageado.
De repente, a usina passou a ser um dos pilares econômicos do vale do Rio São Miguel é um marco na produção de açúcar e álcool. O açúcar era ecoado por barcaças até o Porto do Francês. Neste mesmo período, iniciou-se a construção de uma estação ferroviária, que infelizmente não foi a frente.
Na década de trinta, o Ministério da Agricultura concedeu um certificado de licença para expor à venda o produto denominado "Simbulina", utilizado como combustível carburante. O complexo da usina funcionava como uma vila autossuficiente, oferecendo moradias, igreja, escola e clubes sociais aos funcionários. Em 1951, a usina foi adquirida pelos irmãos Antônio Silvino Coutinho e Benedito Selvino Coutinho, que modernizaram a produção da indústria com novos equipamentos.
Após décadas de produção, a usina fechou as portas em 2018, por questões financeiras e problemas superiores.
A usina Sinimbu é lembrada até hoje, pela sua relevância histórica e pelo seu papel em prol do desenvolvimento sucroalcooleiro de Alagoas.
A região ainda conserva a memória e as estruturas físicas da usina como parte da identidade local.
* Texto Escrito Por Ernande Bezerra de Moura
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