TEMPO e TEMOR
O carrasco da vida, o tempo, caminha sorrateiramente, fazendo-nos acreditar que é infinito. Por isso, muitas vezes, não nos preocupamos com cada passo dado. Mas surge a pergunta essencial: qual o sentido de nossa vida?
Vivemos para morrer ou morremos para viver?
Pagamos o preço das escolhas que fizemos ou nos tornamos escravos das escolhas erradas?
O tempo não perdoa. Ele segue implacável.
Do outro lado, encontramos o temor: sentimento de receio, medo do desconhecido, daquilo que pode nos ferir. Ele estabelece limites, e esses limites podem prolongar nossa existência. Pois nenhuma mentira sobrevive ao tempo, e nenhuma vida se sustenta sem a prudência que nasce do temor.
Enquanto o tempo retrata passagem, continuidade, aquilo que se mede mas também aquilo que nos escapa, o temor aparece como freio - a voz que diz "não posso continuar". Contudo, muitos ignoram esse limite e, ao ultrapassá-lo, acabam pagando com a própria vida.
O próprio Deus estabeleceu limites para a humanidade através de leis e princípios - amor, obediência e verdade - para que o homem fosse guiado em direção ao bem. Mas hoje vivemos tempos tenebrosos, onde mentiras se disfarçam de verdades, seduzindo corações e levando muitos a acreditar que tudo é permitido.
Esquecem-se, porém, de que ninguém escapa do carrasco. O tempo será impiedoso com as mentiras, ceifando aqueles que as propagam. Pois quem vive no ódio e no engano já está morto - ainda que não perceba que sua alma padece em outro plano.
"O tempo corre, o temor freia.
Se o tempo ensina, o temor alerta.
Entre ambos, o ser humano busca equilíbrio:
viver sem medo, mas sem esquecer
que cada instante é único."
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