UM HOMEM CHAMADO JESUS CRISTO!
A dificuldade da "perfeição" proposta por Jesus não está apenas na renúncia material em si, mas no que ela exige internamente: desapego, confiança plena em Deus e, principalmente, transformação do coração. O "ter" é concreto, mensurável, visível - ele nos dá sensação de segurança imediata. Já o "ser" exige um caminho mais silencioso e contínuo, que envolve escolhas difíceis, renúncias e, muitas vezes, ir contra a lógica dominante do mundo.
Quando Jesus diz para vender tudo e segui-lo, Ele não está apenas falando de bens materiais, mas de tudo aquilo que nos prende: orgulho, vaidade, poder, controle. É isso que torna o caminho tão exigente. Não é que seja impossível - é que poucos estão dispostos a abrir mão do que acham que são, para se tornarem aquilo que realmente são chamados a ser.
A sua pergunta é central: buscamos mais ter do que ser? Em muitos casos, sim. A sociedade valoriza conquistas externas, enquanto o crescimento interior passa despercebido. No entanto, como você bem colocou, no fim da vida, o "ter" perde completamente o sentido - resta apenas o que fomos, o que construímos em essência, em amor, em fé e em atitudes.
Talvez o ponto de equilíbrio esteja em compreender que o "ter" não é, por si só, o problema - mas sim quando ele ocupa o lugar do "ser". Quando o ter serve ao bem, à generosidade e ao amor, ele se alinha ao propósito maior. Mas quando substitui o ser, ele nos afasta daquilo que Jesus ensino
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