A FINITUDE DA VIDA!
Amigos,
Volto a enfatizar a importância dos encontros e reencontros. Sempre que possível, devemos estar presentes, pois a vida é uma verdadeira caixinha de surpresas. Afinal, quem pode garantir que o amanhã existirá para nós? Que certeza temos de que teremos uma nova oportunidade?
Ao longo da minha caminhada, presenciei com os meus próprios olhos o completo desapego dos bens materiais. Vi pessoas que entregariam tudo o que construíram durante uma vida inteira apenas para conquistar mais alguns instantes de existência nesta terra. Nesse momento, compreende-se que aquilo que julgávamos possuir jamais foi verdadeiramente nosso.
Quando chega a hora determinada por Deus, ela simplesmente bate à nossa porta e nos convida a deixar tudo para trás. A casa que chamávamos de nossa, os bens acumulados, os títulos conquistados e até mesmo aqueles que tanto amamos permanecerão aqui. Nada disso poderá nos acompanhar, porque chegou o tempo da partida.
Essa realidade não deve nos conduzir a um medo paralisante. Pelo contrário. O medo excessivo apenas nos impede de viver plenamente, alimenta a ansiedade e nos afasta da verdadeira felicidade. Devemos, sim, reconhecer a finitude da vida e, por isso, aprender a valorizar intensamente o presente, sem desperdiçar o hoje esperando por um amanhã que talvez nunca chegue.
Vivemos em um mundo onde tudo é passageiro. Tudo é finito enquanto dura.
Buscar prosperidade, conforto e riqueza não constitui problema algum. O verdadeiro risco surge quando essas conquistas se tornam a prioridade absoluta da nossa existência, ocupando o lugar das pessoas, dos sentimentos, da fé e dos momentos que realmente dão sentido à vida.
Por isso, não deixe de comparecer àquele encontro de família, à reunião entre amigos ou à visita que há tanto tempo você vem adiando. A sua presença poderá representar muito mais do que imagina. São esses instantes que se transformam em memórias afetivas, capazes de aquecer o coração daqueles que permanecerão quando nós partirmos.
Escrevo estas palavras porque me recordo, com profunda saudade, de um ser humano extraordinário que, certa vez, sentava-se à mesa e encantava todos ao seu redor com suas histórias. Hoje, guardo cada uma delas como verdadeiras relíquias da minha memória. Mais do que meu sogro (João Carlos), ele se tornou um dos maiores exemplos da minha vida e alguém de quem me tornei admirador e fã.
Que jamais deixemos para amanhã um abraço, uma visita, um gesto de carinho ou uma palavra de amor. A vida é breve, e o tempo não volta.
Valorize cada instante, cada pessoa e cada oportunidade como se fossem únicos. Porque, um dia, eles realmente serão
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