SAUDOSISMO DE UMA TERRA IMAGINÁRIA
No final deste mês, vou-me embora para Passárgada - uma terra imaginária na qual posso sonhar!
Vou-me embora para Passárgada; lá é o meu lugar, pois nela nascera a minha pessoa: Av. Beira-Mar, 18 – Jaraguá. Nesta terra amada, em um tempo de outrora, ouvia-se o marulho ao dormir naquele berço esplêndido, cujo vento, principalmente à noite, parecia sussurrar. Era um vilarejo de pescadores, uma colônia onde eu nascera à beira do mar. Sem esforço, aprendi os valores humanos que carrego até os dias de hoje, naquele lindo lugar.
Vou-me embora para minha terra, onde pude sonhar e cultivar amizades sinceras nesta fulgurante região, a qual já não encontro mais cá. Nosso tributo era a partilha, e quantas alegrias pude presenciar! Naquelas pessoas simples, sempre encontrei inspiração e tanta emoção nas suas simplicidades, que já não encontro neste lugar.
Portanto, agradeço enormemente a tanta gente de bem, a quem tantas horas poderia dedicar palavras garbosas, aplaudir e valorizar. Pois, nesta terra, ainda há pessoas que podemos elogiar. A essas pessoas verdadeiramente humanas, cabe-me apenas agradecer e orar. Mas tenho que dizer, firmemente: aqui não é o meu lugar. Por isso, devo ir para Passárgada, lá em Jaraguá!
Lá, nossa gente tem mais alma e flores que já não encontro cá. Venho das terras banhadas pelo mar, cujas flores são os peixes que não param de nadar. Nossas várzeas são as praias secas das ondas do mar, fazendo o sol fulgurante se debruçar no horizonte ao longo das águas cristalinas de toda a costa à beira mar.
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