A JANELA DO TEMPO
Amigos, quanta saudade de um tempo de outrora! Quanta juventude, quantos sonhos sonhados, quantos caminhos percorridos juntos...
Neste momento, faço uma viagem que vai muito além do pensamento. Uma viagem que invade a minha janela do tempo e me conduz por caminhos que ficaram para trás - caminhos pelos quais já não posso voltar, mas que continuam vivos dentro de mim.
E talvez seja justamente aí que percebamos, com maior intensidade, como a nossa vida é efêmera. O tempo não pede licença. Ele simplesmente passa. Leva consigo a juventude, transforma nossos rostos, diminui o vigor do corpo, mas não consegue apagar aquilo que verdadeiramente vivemos.
Por isso, meus amigos, vivamos o hoje intensamente, como se fosse o último, porque o amanhã escapa por entre os nossos dedos como água que tentamos inutilmente segurar nas mãos.
Meus irmãos, ao olhar cada fotografia postada, meu coração se enche de sentimentos. Percebo quantos estão distantes, quantos seguiram outros caminhos e, com tristeza, lembro daqueles que já não podem estar fisicamente entre nós.
Mas também sinto uma imensa alegria!
Em cada fotografia, consigo enxergar muito além da imagem. Vejo o vigor físico de uma época, a juventude estampada nos rostos, os sonhos que carregávamos e aquela disposição quase infinita de quem acreditava ter todo o tempo do mundo pela frente.
Hoje sabemos que não tínhamos.
O tempo passou para todos nós. Entretanto, aquela época não morreu. Continua viva em nossas lembranças, nas histórias que contamos, nas amizades que resistiram aos anos e, principalmente, dentro de cada um de nós.
Talvez envelhecer seja exatamente isso: compreender que não podemos retornar aos lugares onde fomos felizes, mas podemos visitá-los através da memória.
E quando amigos de outrora se reencontram, ainda que por meio de uma simples fotografia, por alguns instantes o tempo parece perder sua força.
Voltamos a ser jovens.
Voltamos a sonhar.
Voltamos a caminhar juntos pelos mesmos caminhos.
E descobrimos que existem momentos que o tempo pode até levar para longe dos nossos olhos, mas jamais conseguirá arrancar do nosso coração.
Porque há amizades que não pertencem apenas ao passado.
Elas pertencem à nossa própria história.
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