De repente epifania
Nesses degraus dobram-se minhas memórias,
Eu subo, desço, novamente eu galgo e observo.
Relembro (daqui de cima) remotas histórias...
Assim, dificilmente minha sanidade eu preservo.
Nessa escada absoluta e insistente eu tropeço,
Tento metaforizar a minha queda indecorosa.
Recordo (daqui de baixo) longínquas estórias...
No entanto, essa ausente inspiração teimosa.
Então surge a tua silhueta no primeiro degrau,
Tentando burlar a minha já atônita visão
Diante da indecisão entre o bem e o mal.
Isto posto, durante passos e tropeços a solidão
Já tenta escavar em minha mente o anormal
Trazendo de volta aquela louca inspiração.
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