A VERDADE NÃO SE CURVA ÀS ESCOLHAS HUMANAS!
Senhor, nosso Deus, hoje me encontro perplexo diante daquilo que meus olhos testemunharam. Vi pessoas que jamais imaginei que pudessem se afastar de princípios e valores tão fundamentais à formação moral, ética e cristã de uma família.
Confesso que, em determinados momentos, prefiro acreditar que tais comportamentos sejam frutos de uma inconsciência moral, pois me custa compreender como alguém, de maneira plenamente consciente, possa desprezar valores que deveriam constituir os alicerces de sua própria existência.
Diante disso, uma inquietação invade meus pensamentos: *será que nossa sociedade está moralmente adoecida? Será que os valores que sustentaram gerações estão sendo substituídos por conveniências, interesses e verdades circunstanciais?*
Desde minha infância, aprendi princípios que carrego comigo até os dias atuais. São ensinamentos que moldaram meu caráter, minha consciência e minha compreensão sobre o significado da família, da honestidade, da dignidade e do respeito ao próximo.
Naturalmente, reconheço e respeito a liberdade de cada indivíduo para realizar suas próprias escolhas. Afinal, o livre-arbítrio constitui uma das maiores responsabilidades concedidas ao ser humano. Entretanto, *a liberdade de escolher jamais significou a liberdade de escapar das consequências das próprias escolhas.*
A própria Bíblia nos oferece um exemplo extraordinário dessa realidade.
O rei Davi, homem segundo o coração de Deus, também fez escolhas equivocadas. Reconheceu seus pecados, arrependeu-se sinceramente e recebeu o perdão divino. Contudo, mesmo perdoado, não foi poupado das consequências de seus atos.
Essa passagem bíblica nos ensina uma verdade que atravessa os séculos: *o perdão pode restaurar a alma, mas não necessariamente elimina as consequências das decisões humanas.*
Pertenço a uma geração que teve o privilégio de estudar Organização Social e Política Brasileira (OSPB), além de receber ensinamentos religiosos que contribuíram para nossa formação moral e social.
Aprendemos, desde cedo, que a família representa um dos pilares fundamentais da sociedade; que o respeito não exige concordância; que a liberdade deve caminhar ao lado da responsabilidade; e que a verdade não pode ser negociada conforme os interesses de cada momento.
Compreendo que, para algumas pessoas, esses ensinamentos possam parecer ultrapassados. Talvez a família já não represente, para determinados indivíduos, a mesma instituição de valores que representa para mim. Talvez a mentira, quando conveniente, seja mais facilmente aceita do que uma verdade que incomoda.
Entretanto, existe algo que o tempo jamais conseguirá modificar: *a mentira continuará sendo mentira, ainda que seja repetida por milhares de pessoas; e a verdade continuará sendo verdade, mesmo quando ninguém tiver coragem de defendê-la.*
A mentira é semelhante a uma construção erguida sobre a areia. Pode apresentar uma aparência majestosa, impressionar os desatentos e até permanecer de pé durante algum tempo. Contudo, quando os ventos soprarem com intensidade e as tempestades chegarem, seus frágeis alicerces não conseguirão sustentá-la.
A verdade, por sua vez, é como uma casa construída sobre a rocha. Poderá enfrentar ventos impetuosos, chuvas torrenciais e as mais severas tempestades, mas permanecerá firme porque seus fundamentos não dependem das conveniências humanas.
Assim nos ensina Jesus Cristo, no Evangelho de Mateus, capítulo 7, versículos 24 a 27.
Por isso, Senhor, peço que jamais permitas que meu coração se acostume com aquilo que minha consciência considera errado. Que eu tenha sabedoria para respeitar as pessoas sem precisar renunciar aos meus princípios; coragem para defender a verdade sem cultivar o ódio; e humildade para reconhecer que também sou um ser humano sujeito a erros.
Que minhas convicções não sejam instrumentos de condenação, mas testemunhos de uma vida construída sobre a fé, a responsabilidade e o respeito.
*Porque uma sociedade pode até modificar seus costumes, relativizar seus conceitos e transformar suas referências morais, mas jamais conseguirá transformar a mentira em verdade apenas pela força da conveniência.*
E, quando as tempestades da vida chegarem, não serão as aparências, os discursos ou as justificativas que sustentarão nossa existência, mas a solidez dos alicerces sobre os quais decidimos construir nossa história.
*Afinal, as escolhas pertencem aos homens, mas suas consequências não podem ser simplesmente ignoradas.*
Que Deus tenha misericórdia de todos nós!
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