Deslizes
São os deslizes da vida
Difíceis de descrever
Ninguém sustenta a alma
Remédio nemhum acalma
O dilema de viver
No constante torvelinho
No bater descompassado
Das cordas do coração
sòmente a solidão
Resulta do implacável fado
E assim no espectro vazio
Do amor desfeito
Resta o caos absoluto
Que se abriga resoluto
No fundo do peito.
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