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g u e r r a (A Gregório de Matos)

 

A guerra de Gregório é barroca,

Conflituosa, metafórica e angustiosa.

A minha: é guerra nova, rica, civil, popular e desastrosa.

 

Eu a ousadia gregoriana não tenho.

Eu a boca infernal não tenho.

Eu o atrevimento oposicionista não tenho.

Eu a coragem de ser amoral não tenho.

 

Tenho sim, a grande arma nas mãos.

Tenho-a e cuido dela com imensa devoção.

Tenho a forte pena que hoje é caneta,

E com ela escrevo com similar emoção.

 

Da minha guerra cuido eu

Da minha arma cuido eu

E, deixo a Gregório, o saudoso passado que viveu.

 

Penélope SS

14/05/07   00h:15

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