Tema Acessibilidade

O mistério ausente da Rosa



Descobri-me trêmula e mentindo
Que a chuva ensopava tua morada
Envenenei-me sempre, tu sorrindo
Aplaudindo a morte bem chorada.

Iludida a rosa que me olha!
Pois que sei das noites em que chora
A cultivar raiz que não se molha
A impedir que cresça outra que aflora.

Mas se te apegas, mesmo tristemente
Devo querer ir lento e, então, contente
Para que não vegete ao ver ir embora

Visto que fica a rosa que geme
Sem a presença daquela mão que treme
E a segurava firme, morte afora.

ESCRITO POR Jô D'Gleyze 12 K leituras
7 textos
Attachment Image
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra, desde que atribua o devido crédito ao autor original. É proibido utilizá-la para fins comerciais ou criar obras derivadas.
1 K leituras
Classificação de conteúdo:
Indefinido

Publicado
Denunciar conteúdo
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade. Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores. Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.

Comentários


Mais textos deste autor

Poesias

SEGUI

CegueiCheguei a me enganar com seu encantodesfiz-me em prantorefiz o triste olhar.Superei meus medosAcreditei, no... [Continue lendo.]
Publicado
Prosa Poética

Ela IV

Eu estava lánaquele barcontigoreparando em teus amigosjá não mais em sivi você beberaté não aguentaro uísque era... [Continue lendo.]
Publicado