SEGUI
Ceguei
Cheguei a me enganar
com seu encanto
desfiz-me em pranto
refiz o triste olhar.
Superei meus medos
Acreditei, no entanto,
Que me contara com infanto
Seus tórridos segredos
Recorri aos nervos de aço
Que fracasso! Eu era em pedaços
E caí na água mais fria do rio
Despejei as lágrimas em desvario
Ergui-me, em riste
Não era eu mais triste
Trilhei um caminho com finura
Para os lados, para mim
Sem a velha e amarga doçura
Agora com o copo cheio de gim
Olhar de quem congela o aconchego
De quem se abraça ao se amar
Que não se ofende por deixar
Tomar-se pela paz e o sossego
De seguir em frente
Por achar-se com a maldade que se fez
Por querer bani-la sem culpa desta vez
E viver em si, não reticente.
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