Literatura na Infância
Quando o assunto é literatura na infância, penso eu… Não se ensina uma criança a ler, apenas se desperta nela a vontade de leitura. Não se ensina uma criança a escrever, apenas se desperta nela a vontade de escrita. Se você espera que uma criança crie o gosto pela literatura, leia para ela, conte histórias, cante para ela cantigas infantis, declame uma poesia. O primeiro passo para inseri-la no mundo da literatura e da leitura será pela audição.
A poesia entrou primeiro na minha vida pelos ouvidos e eu só fui me dar conta disso mais tarde… depois foi pelos olhos. O segundo passo, então, para inserir uma criança no mundo da literatura será pela visão. Apresente-a às fábulas, aos contos, às historinhas do Maurício, da Ruth, da Ana Maria, do Monteiro, do Ziraldo (...). Dar um livrinho para ela ler será de bom proveito para aguçar a sua capacidade de imaginação.
A literatura é tão poderosa que, talvez, a gente nem se dê conta. Não se nasce poeta, contista, cronista, um escritor. Torna-se poeta, contista e cronista. Uma criança em contato com contos pode vir a ser contista, não porque os leu muito, mas, porque em contato com esse gênero, algo nela foi descoberto. Uma criança em contato com a poesia pode vir a ser poeta. Isso não é uma regra, pois a literatura toca a cada um de nós de uma maneira diferente. Se tivermos dez crianças em contato com o mesmo livro de poemas na sala da biblioteca de uma escola, certamente, teremos dez leitores. Mas não dez escritores. Talvez, esse último caso seja possível, mas o primeiro é bem mais provável.
O que quero dizer é que nem todo leitor é um escritor, mas todo escritor, certamente, é um leitor. Entendo a leitura como algo fundamental para a nossa vida e enxergo a poesia como algo mais fundamental ainda. Se você puder incentivar uma criança a ler poesias ou até mesmo a escrever poesias, faça isso, mas não espere que ela as leia ou as escreva da noite para o dia. Porque, antes de tudo, ela tem que ouvir.
A poesia entrou primeiro na minha vida pelos ouvidos e eu só fui me dar conta disso mais tarde… depois foi pelos olhos. O segundo passo, então, para inserir uma criança no mundo da literatura será pela visão. Apresente-a às fábulas, aos contos, às historinhas do Maurício, da Ruth, da Ana Maria, do Monteiro, do Ziraldo (...). Dar um livrinho para ela ler será de bom proveito para aguçar a sua capacidade de imaginação.
A literatura é tão poderosa que, talvez, a gente nem se dê conta. Não se nasce poeta, contista, cronista, um escritor. Torna-se poeta, contista e cronista. Uma criança em contato com contos pode vir a ser contista, não porque os leu muito, mas, porque em contato com esse gênero, algo nela foi descoberto. Uma criança em contato com a poesia pode vir a ser poeta. Isso não é uma regra, pois a literatura toca a cada um de nós de uma maneira diferente. Se tivermos dez crianças em contato com o mesmo livro de poemas na sala da biblioteca de uma escola, certamente, teremos dez leitores. Mas não dez escritores. Talvez, esse último caso seja possível, mas o primeiro é bem mais provável.
O que quero dizer é que nem todo leitor é um escritor, mas todo escritor, certamente, é um leitor. Entendo a leitura como algo fundamental para a nossa vida e enxergo a poesia como algo mais fundamental ainda. Se você puder incentivar uma criança a ler poesias ou até mesmo a escrever poesias, faça isso, mas não espere que ela as leia ou as escreva da noite para o dia. Porque, antes de tudo, ela tem que ouvir.
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