Vagabundos genuínos
Certo dia, fui ao supermercado, quando, de repente, ouvi dois jovens a conversar. Um disse: – Meu irmão, vá trabalhar!
O outro respondeu: – Quem? Vou nada! Eu não sou vagabundo. Só trabalha quem é vagabundo.
Eu fiquei bastante surpreso com a fala do último jovem que me pus a refletir a respeito. Há uma contradição tremenda na fala desse rapaz porque vagabundo não é aquele que trabalha, mas sim aquele que não trabalha, que não faz nada etc. Tal fala se assemelha ao pensamento de certos políticos que desmerecem e desvalorizam o sujeito trabalhador. Quando entra no assunto o servidor público... o descaso só aumenta. O Brasil está cheio de vagabundos por aí, mas, com toda certeza, eles não são trabalhadores. A fala do jovem escancara um Brasil que inverte papéis. Nesse país, infelizmente, o vagabundo é visto como trabalhador, enquanto o trabalhador é visto como vagabundo. Na maioria dos casos, quem pensa e vê assim não é o trabalhador, é o indivíduo que passa quatro ou oito anos trocando de terno e gravata, coçando o saco e votando contra o povo. Esse indivíduo que não trabalha, que só bate ponto e sai na foto é o vagabundo da história.
Direitos Autorais
© 2025. Todos os direitos reservados ao autor. É proibido copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas ou utilizar comercialmente esta obra sem autorização expressa do autor.
±500 leituras
Classificação de conteúdo:
Publicado
Denunciar conteúdo
Classificação de conteúdo:
Seguro
Publicado
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade.
Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores.
Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.

Comentários