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O amor e seus efeitos

Sei que amar vale a pena, apesar dos seus efeitos colaterais. Sei também que o amor não precisa de provas, pois ele é a própria prova… Não consigo definir o que é o amor, ninguém consegue. Apenas sei que o sinto e sinto muito. Já ouvi dizer que amar é para profissionais, mas ninguém nasce sabendo amar, e o amor, geralmente, chega até nós, tardiamente. O amor, quando chega, nem sempre nos oferece o que queremos e esperamos, assim como a vida. Ele existe nas expressões mais íntimas de nosso ser e se manifesta através de gestos naturais e singelos como um beijo na testa, abraços, um cafuné, uma troca de olhar, um sorriso, um pedido de desculpas, uma palavra amiga, um ombro amigo… Não amamos objetos, amamos pessoas. Somos humanos. Temos os nossos momentos, enfrentamos adversidades, temos os nossos medos, também sentimos dor e não sofremos somente por amar, mas também pela falta de amor. Sei que amar é sofrer e chorar, mas também sei que chorar é rever o sentido de amar. Para mim, quem não ama, já está morto. Não sou nenhum especialista, mas sei que uma vida sem amor é uma vida sem sentido, como também sei que amar vai além das aparências, estética, formas e cores. Não há uma fórmula para amar, bem como não se mede o tamanho do amor. Há amores que vêm e vão, mas que deixam marcas, lições, aprendizados. Não se perde ao amar, apenas se aprende, e eu aprendi a amar, amando. Viver sem amar é como entrar em um quarto escuro e não acender a luz. É preciso saber amar, dizer o que sente e viver cada sensação proporcionada por esse sentimento genuíno. O medo cega tudo. O orgulho e a vaidade destroem o amor, mas é preciso amar sem inventar perfeições. Afinal, não existe amor perfeito, fora das telinhas, dos romances, dos contos de fada. Existe amor real e, sendo franco, a realidade desagrada, fere, engana, dói… mas, ainda assim, entre o amor fictício e o real, eu escolho este último. Sei que não viverei à mercê de quimeras, diante de um amor que não será aparente, que terá defeitos, que não será o que eu espero. Ainda assim, sei que vale mais a pena viver e sentir um amor que me prova que não estou morto. É o amor que nos abre os olhos e nos mostra o caminho, mesmo entre flores e espinhos… No fim das contas, todos nós precisamos de amor. Mesmo sem querer, sem estar à sua procura, o amor nos encontra e vem até nós. Não é preciso ir muito distante para ser encontrado, às vezes, basta olhar para dentro, olhar para o lado, olhar nos olhos do outro, ou até mesmo, olhar-se no espelho.

ESCRITO POR Ruan Vieira 5 K leituras
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