O TAMANHO DE UM PAI O tamanho de um pai não se mede pelas dores que não conseguiu impedir, mas pelas partes de si que permanecem florescendo dentro dos filhos.
O Homem que Nunca Teve Culpa
Talvez eu escreva por causa do meu pai.
Porque, desde a infância, quando olho para ele, alguma coisa em mim ainda se levanta e sussurra.
Porque o meu pai é incrível.
É daqueles homens que, sem saber, se tornam a medida de grandeza dentro dos filhos.
E às vezes eu o vejo carregando culpas que não lhe pertencem, como se as dores dos filhos fossem falhas de suas próprias mãos.
Mas não são.
Nenhum pai é dono das tempestades que atravessam a vida dos seus filhos.
Nenhum pai consegue impedir todas as quedas, todos os excessos, todas as feridas.
Meu pai não tem culpa.
Porque amar alguém não é ter o poder de salvá-lo de tudo.
E, se hoje carrego cicatrizes, também carrego algo que veio dele: a força de continuar, a dignidade de permanecer e a certeza de que fui amado.
Meu pai nunca me deixou faltar nada.
Nem o pão sobre a mesa, nem o abrigo, nem a presença, nem o amor.
Por isso, se existe em mim alguma forma de grandeza, ela começou lá atrás, nos olhos de um menino que olhava para o pai e via nele um homem inteiro.
E, ainda hoje, depois de tudo o que a vida atravessou em nós, eu só desejo que, ao me olhar, o meu pai consiga reconhecer em mim algumas das coisas mais bonitas que um dia colocou no mundo.
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Que poema lindo para seu pai