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Mão

Seu moço, moro ali no morro.

Morro de correr

Pra alimentar você.

Corro, corro e não saio daquele morro.

Qualquer dia posso ser sorteado,

Ser soterrado

Pelas ribanceiras da vida.

Ou ser achado

Por aquela bala perdida.

As ribanceiras estão rolando.

Os pássaros estão voando.

O morro está em um beco sem saída,

Levado em um prato de comida.

Seu moço,

Eu sei que o senhor não esquece

Que cresce

Com a força da massa

E sabe de onde vem o mau tempo que não passa.

ESCRITO POR Magno Ferreira 2 K leituras
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