Mão
Seu moço, moro ali no morro.
Morro de correr
Pra alimentar você.
Corro, corro e não saio daquele morro.
Qualquer dia posso ser sorteado,
Ser soterrado
Pelas ribanceiras da vida.
Ou ser achado
Por aquela bala perdida.
As ribanceiras estão rolando.
Os pássaros estão voando.
O morro está em um beco sem saída,
Levado em um prato de comida.
Seu moço,
Eu sei que o senhor não esquece
Que cresce
Com a força da massa
E sabe de onde vem o mau tempo que não passa.
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