Tema Acessibilidade

Mão

Seu moço, moro ali no morro.

Morro de correr

Pra alimentar você.

Corro, corro e não saio daquele morro.

Qualquer dia posso ser sorteado,

Ser soterrado

Pelas ribanceiras da vida.

Ou ser achado

Por aquela bala perdida.

As ribanceiras estão rolando.

Os pássaros estão voando.

O morro está em um beco sem saída,

Levado em um prato de comida.

Seu moço,

Eu sei que o senhor não esquece

Que cresce

Com a força da massa

E sabe de onde vem o mau tempo que não passa.

ESCRITO POR Magno Ferreira 4 K leituras
31 textos
Direitos Autorais

© 2026. Todos os direitos reservados ao autor. É proibido copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas ou utilizar comercialmente esta obra sem autorização expressa do autor.

±100 leituras
Classificação de conteúdo:
Seguro

Publicado
Denunciar conteúdo
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade. Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores. Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.

Comentários


Mais textos deste autor

Poesias

Fantasma

De olho em minha aldeia A minha alma se aperreia, Ao ver quem mais semeia Queimar na fogueira santa Sem colher o que ele... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Vida à deriva

O seguro via vai. O juro guia cai. Mas não cai a agonia E a vida pia, Pai! É diva a vida viva, A cativa é sedativa,... [Continue lendo.]
Publicado
Outros

Mocinhos

Felipe – Eu, meus amigos, prefiro seguir os vencedores, os melhores. E a economia norte-americana é a mais bem... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Usina

Seguro-me para não ser levado pela água Que arrasta, que estraga. Ouço a água, tropeço nas palavras. A corrente... [Continue lendo.]
Publicado
Outros

Touro selvagem

Gabriel – Essa ideia de que precisamos continuar esmagando as pessoas para produzir as coisas é uma maçã podre que... [Continue lendo.]
Publicado