A Geografia do Silêncio
O copo vazio na mesa aprendeu a matemática da espera: quanto mais vazio, mais espaço para o que não veio.
A cadeira inclinada guarda a curva exata de um corpo que se levantou e nunca mais voltou ao mesmo ângulo.
Há cidades inteiras dentro de um armário fechado. Há oceanos no fundo de uma gaveta que não abrimos.
Eu moro agora no intervalo entre o barulho e o seu significado onde os objetos finalmente falam e nós, pela primeira vez, aprendemos a escutar.
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