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Fantasma

De olho em minha aldeia

A minha alma se aperreia,

Ao ver quem mais semeia

Queimar na fogueira santa

Sem colher o que ele planta.

Fica com o que sobrou.

O fantasma opressor

Colhe o que não plantou.

Queima a bandeira da alforria.

Mas abelhas disseram que um dia,

A gente vê que o fantasma apronta

E quem não deve paga a conta.

ESCRITO POR Magno Ferreira 1 K leituras
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