Sentimentos sem Palavras: À Luz das Minhas Angústias
Tudo que sei; é o que não sei.
Eu escrevo para acordar minha alma. Escrevo impulsivamente. Sou dona da minha vida e dona da minha linguagem. Pouco me importa o que vão falar de mim. Eu não nasci para agradar, e sim para viver. Minha humildade está acima do que sei; está acima do que não sei.
Férias de mim.
Preciso sair do meu corpo e tirar férias de mim. Precisava de duas almas em mim: uma para ir comigo e outra para observar minha pele. Queria trocar de pele e descansar de mim. Preciso de um tempo de isolamento do meu corpo. Preciso me isolar de mim. Já sou muito chata e antipática. Já não me aguento mais. Mas tenho medo de ir tão longe e sem saber como vou ficar.
Já são 16hs e preciso tomar café. Preciso ir.
Angústia.
A angústia escrita em um papel se transforma em palavras. Sim, iguais a essas que você está lendo. Aquele vazio que você causou está aqui no papel, escrito. Aquela dor no estômago está aqui. Preciso de eu aqui. Ando muito sumida de mim. Deve ser angústia, falta ou vazio que me distancia de mim.
Mas a angústia não pode distanciar o todo de mim. Ela precisa voltar, para que eu me ache entre meu corpo e entre a linha de minhas escritas. Atravesso a mim, como atravesso uma ponte. É um risco? A angústia também é. O vazio. E o amor? Oh, há quem diga sobre o amor e que seja verdadeiro. Minha alma vai sair de dentro de mim, para perambular por aí.
Trecho do livro Sentimentos sem Palavras: À Luz das Minhas Angústias.
Em segunda edição pelo Clube de Autores.
Autor: Jorge Lannes Junior.
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