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Paideia

É certamente óbvio que todos aqueles que pretenderam escrever sobre a educação tiveram o despertar de duas realidades bem opostas.
Ensaio Sobre A Educação

Um desejo – É certamente óbvio que todos aqueles que pretenderam escrever sobre a educação tiveram o despertar de duas realidades bem opostas. Iniciando-se com uma vontade divergente de sua realidade social provocada pela negligência de como o homem comum trata com descaso aquilo que consiste em um desmerecimento e implica numa espécie de tristeza e que periodicamente dele se apropria, restringindo-lhe apenas em críticas de beldades que perante a sociedade nada pode contribuir a não ser para demonstrar sua deficiência, ou seja, como sua situação se assemelha às dos homens comuns. Embora as duas vontades sejam de modo e conhecimento crítico a primeira nos dá uma ideia de transcendência às carências provocadas pela negligência do último modo de vontade. Enquanto para a segunda vontade sua faculdade de conhecer é a lanterna que ilumina o caminho, para a primeira é o sol que revela o mundo. Desde minha época de estudante do segundo grau, sonhava com um chefe de legação de um país que fosse abalizado com uma expressão genial, ou seja, uma cabeça que consistisse em tornar visível uma decisiva preponderância do conhecer em relação ao querer. Alguém realmente comprometido com a vida, e em conseqüência também um conhecer destituído de qualquer relação com querer ideal, mas, com a existência, isto é, um conhecer puro. Lembro-me daquelas palavras: "a história não é, portanto, o processo pelo qual o espírito toma posse de si mesmo, não é história das realizações do espírito; a história é história do modo real como os homens reais produzem suas condições reais de existência". A história socioeducacional do Brasil nos evidencia como até então se tem aniquilado esse que seria um grande passo para uma grande nação. Á cresce a esperança que essa fonte que formaria os indivíduos para uma sociedade mais justa mais igual, onde o homem liberto totalmente da tirania das opiniões humanas buscasse a educação positiva, ou seja, aquela que adquiri consciência de suas relações com os semelhantes. O Objetivo quando falo de igualdade social é a organização geral da sociedade interna, ou seja, compreender a nossa própria realidade, abster-se assim de situações divergentes que se figuram como algo superior da qual podemos ter apenas um modelo, nunca como ponto de vista centralizado da nossa própria realidade, é a igualdade de oportunidades que nos interessa. Não é só minha unicamente, mas, sobretudo de educadores que buscam obter uma visão distinta no reino das possibilidades onde a educação nos mostrasse em um único quadro os mais excelentes indivíduos. Sábios, e heróis, destituídos pelo acaso antes do momento de sua eficácia – e, então os grandes eventos que teriam transformado a história do Brasil. Mas, até agora, só foi fiasco em cima de fiasco. Quem não se lembra do tal do "FUNDEF", o objetivo, valorizar os professores e melhorar o ensino fundamental. Não deu em nada, ai, criaram o tal do "FUNDEB", que diziam ser mais abrangente (inclui a educação infantil e, médio). Nada também. Essa semana o Ministério da Educação informou que a meta de crianças alfabetizadas em 2025 foi superada. Os dados fazem parte do indicador Criança Alfabetizada, criado em 2023 para avaliar estudantes de 7 anos, só para resumir, então, que até 2030 será 80% das crianças alfabetizadas no Brasil. "Parece estarmos longe ainda de onde já deveríamos ter chegado se o país tivesse valorizado a educação no passado". Minha intenção aqui não é citar governos A ou B, C, mas dar uma ideia de diacronia, ou seja, à compreensão de um fato ou de um conjunto de fatos em sua evolução no tempo; perceba essas duas frases: "nós ainda estamos longe de onde queremos chegar, de onde já deveríamos ter chegado se o país tivesse valorizado a educação no passado"; "mas estamos recuperando o tempo perdido, avançando". Analisando esses dois períodos percebemos que o interlocutor usa seu raciocínio (expressa em duas proposições), que reúnem dois conceitos expressos em dois termos correspondentes. Essa relação, onde o sujeito conclui pela experiência de outra relação (entre os conceitos) cuja decorrência é lógica. Temos aqui uma lógica formal, ou seja, um instrumento indispensável onde se exige que raciocinemos com maior rigor possível. No primeiro período se exprime uma circunstancia de condição, isto é, o interlocutor se coloca também como parte de um conjunto onde é entendido como obrigação que se impõe ou se aceita para que determinado evento se realize. Já no período seguinte exprime-se circunstancia de finalidade, ou seja, o objetivo a destinação de um fato, onde o agente agora passa de uma consciência subjetiva passiva para uma consciência objetiva ativa. Esse método de analisar um tanto prolixo nos evidencia as duas realidades que nos cerca a vida. Ademais, trata se tratar de um discurso político e não técnico. Esse senhor que afirma também ter sido "vitima" de um mundo mal estaria agora – mesmo em suas ações individuais – buscando as necessidades que seu cargo se exige, ou pelo menos se deseja, e, que apesar de todas suas resoluções, reflexões, não altera a sua conduta e que do começo ao fim, deverá por em prática as características que ele próprio condena, e por assim, dizer, representa o papel que assumiu. E, apenas dizer em recuperar o tempo perdido possui alguma aparência de capacidade? O que se faz atualmente pela educação pressupõe que, abster-nos-íamos, realmente do mal? A realidade e os dados mostram, inteiramente que não. Para que a teoria da história e a ação humana não estejam condenadas a seguir um curso determinado pelo destino, como nas tragédias gregas não devemos nos ater apenas ao uso das convenções lógicas, mas necessariamente aplicar a lógica dos predicados e a lógica das relações, mas sobre isso falaremos mais detidamente na composição do nosso ensaio. Portanto, a ação destinada ao êxito seria então aquela que exerce em compatibilidade com de qualita de tempi; e os homens seriam felizes na medida em que soubessem combinar seu modo de agir com as particularidades do momento. Ou seja, com uma parte apenas dos indivíduos – os mais capazes – sendo favorável ao desenvolvimento econômico do país.

Uma necessidade – Concebida a educação como um processo permanente, no qual estamos nos educando continuamente, desta maneira, julgo ter a necessidade de recordarmos a educação em seus tempos mais remotos, portanto, vamos assim, sublinhar sobre algumas escolas que existiram durante os últimos mil anos, muitas na Europa cristã medieval e em outros lugares do mundo letrado, como o Cheder e o Yeshiva hebraico, as escolas corânica islâmica e madrasas, as terakonya japonesas e os gurukulam hindus. Para tal empreendimento podemos nos utilizar do caráter cientifico da filologia uma ciência perfeitamente caracterizada com seu objetivo formal nitidamente estabelecido, com seus métodos próprios, seguros e apurados, com suas conclusões definidas; não vejo nada seguro do que o objetivo de filologia para seguirmos os passos da educação, isto é, a linha atestada por documentos escritos. Não apenas trabalhos com etnologia, ma, sobretudo com a palavra viva. Isto posto o que assim resulta de necessidade de uma estrutura onde se dará a fixação e interpretação dos textos visto os fatos documentados, criticamente selecionados e estabelecidos nos permitirá, assim, uma profícua disposição para edificarmos e elaborar a luz desses princípios um desenvolvimento educacional e pedagógico que estejam de acordo as particularidades sociais reais em evolução. A educação estaria de fato evoluindo? Ou se estagnou com um país que vê apenas classes dominantes como condições de desenvolver e cultivar o espírito, do que o constranger. Formar indivíduos e simplesmente jogá-los no mercado de trabalho não significa que a educação esteja realizando uma evolução cujos fins são de uma sociedade mais homogênea. O que a realidade nos mostra é um sistema de ensino fruto genuíno de um ambiente social decadente, constitui uma atividade viva, mas, que de modo algum majoritária, onde homens – principalmente os que governam – representam para si mesmo o significado dessas instituições através de sistemas determinados de ideias que exprimem e escondem o significado real de suas relações. Todo sistema de ensino deve inserir-se, como um subsistema no sistema social que é chamado a atuar, ou seja, deve ser totalitário e, não parcial, sem autonomia, sem autenticidade.

A filologia ou historia da educação nos permiti inferir na educação nacional, de modo que possamos conhecê-la em seus termos gerais. O termo aqui enunciado é um conceito representado por sua expressão verbal que por conseguinte nos dará uma ideia clara e distinta da educação, visto desprender assim de simples explicações lógicas de um conceito mediante a gênero próximo e a diferença especifica. A linguagem, ou expressão verbal é o que temos de mais primitivo em conceito de educação. Portanto, toda vez que se produz linguagem estabelece-se um desenvolvimento das faculdades físicas e, essa relação da ao entendimento um processo de conhecer, seja do ângulo do objeto, seja do prisma do sujeito. Essa percepção da mente evolui reproduziu, uma mecanização ao longo da história das línguas, sem duvida as nações ao emergirem preocuparam-se muito mais com o conceito e como das transformações sintáticas do que uma concepção que reproduzisse uma sociedade em que a educação fosse essencialmente um ato de conhecimento e de conscientização onde a possibilidade de uma ação opressiva classista fosse absolutamente nula. E, o que tudo isso pode nos auxiliar de fato? Ideias, claras e distintas para seguir e prosperar de fato na educação. Então, seguindo o rigor da filologia, conseguimos atestar o quanto a linguagem e conseqüentemente à escrita com seus significados marcou as ideias até transformá-las em uma perfeição da linguagem e que posteriormente esses sinais eram usados para compreender várias coisas particulares, saber se tratar de um original conceito de educação, assim, o homem interpretar e desfazer as abreviaturas percebia certa capacidade progressista em conduzir a sociedade. Nascia assim, através dos sons articulados duas linhas de cultura que cortava os horizontes do oriente até o ocidente. De modo que o homem orientado na direção das origens de todas as nações e conhecimentos, fazendo-se, à medida que prosseguia o tempo cada vez mais dependente das palavras que tinha em comum com ideias sensíveis. Era a educação germinando das remotas profundezas do nosso interior para passar um hemisfério de ações e nações que o significado como sua segunda metade, desse ao mundo exterior os sentidos e origem deles. Ciência, teoria e filosofia. Tendo o homem dominado a fala e escrita, designou-se um gosto da conversação elegante. As duas linhas de interpretação; a do orientalista e as do ocidentaliza, completavam-se com herdado e o desenvolvimento; e fazia da espécie humana uma barca onde seu leme tinha para vencer uma afronta que era o lentejor de um mar, cujo formato – para significar ideias que não se encontram sob o conhecimento dos nossos sentidos –, vinham de encontro a sua proa apenas no lenir de ondas, como, por exemplo, imaginar, apreender, compreender, aderir, conceber, instigar, aversão, distúrbios, tranqüilidades, e assim por diante.

A palavra educava. A palavra educa. Essa última parece ter perdido a essência em que havia a loquacidade proverbial dos gregos, e a conversação fluente, artística, sobretudo, erudita com que os entendidos em literatura, em filosofia, em mitologia helênica davam a conhecer aos interlocutores a largueza de seus conhecimentos. A filologia o conhecimento cientifico de toda à completa atividade e da vida de um determinado povo, em um dado período da sua existência nos permite inferir, ao mesmo tempo na educação em seu mais amplo sentido. Não é meu intento a jogar o homem a sentir-se sempre historicamente dependente, submeter-se às leis que não são as leis de sua contemporaneidade, mas as leis daquelas flutuações históricas, como que forçasse abster-se de dormir, ou ao animal que tivesse de sobreviver apenas de ruminação e ruminação sempre repetida, mas a contemporaneidade nos trás a luz uma utilidade que havia na educação e, com que precisão a modernidade causou uma desvantagem no ensino; hoje preferimos um novo fluxo de instrução na medida, que, a ilusão, a injustiça, a paixão cega, e em geral todo horizonte sombrio terrestre nos arrasta a formar uma sociedade que busca apenas uma finalidade, a pagar com a vida a pena da sua tolice. Insuflou-se assim para o horizonte mais inusitado, esta irradiante, sempre rediviva e operante, como paradigmas que ensinam, como símbolos que incessantemente falam as novas gerações: Internet, Inteligência artificial (IA), algaritmos, (input); redes sociais (Instagran, Yuo Tube etc; a essas garbosas e atléticas falanges que, na imagem clássica de Lucrécio, se encadeiam na carreira intérmina dos séculos e se transmite, de facho inextinguível do pensamento e da vida; quase cursares vitai lâmpada tradunt. Mas tão diferente no vigor e na magnificência do tempo o sentido da mensagem no desterro na ilha de Guernsey, Victor Hugo, proferiu às palavras: "desde que existe a história, duas classes d homens dirigem a humanidade: os opressores e os libertadores". Agora, entretanto, aquela educação, que sempre amou a companhia alegre e reconfortante dos moços, e ela se comprazia em reconhecê-los "como seus discípulos na arte de bem dizer e seus mestres na arte do bem viver"; encarquilhou-se com um tal pedagogia do oprimido. Mas por entre essas mefíticas existe ainda uma constância na humanidade em preocupar-se com assegurar a perpetuidade de uma escola onde sua parede retrate um passado destinado a tomar de supressa a admiração, e a perturbar o juízo da posteridade. Bem no final dessa galeria que é bem extensa, abre-se um vitral cuja pintura tem caracteres muito especiais: "a extrema docilidade de conhecer exatamente a nossa natura, que desejamos aperfeiçoar, e, ao mesmo tempo, saber da natureza das coisas tanto quanto for necessário". Sabei, que para atingirmos uma educação onde se conceda uma realidade prestimosa, com certeza, devemos ajustá-la como há mais elevada de todas as ciências. Uma tal situação ninguém poderia considerar como tal, simplesmente como processo permanente, ou seja, o qual se pressupõe um educação em linhas continuas, quando na realidade é descontinua. Enquanto falamos da educação em graus relativos estamos nos referindo a uma maneira de se ensinar propriamente dita e não da educação em si, isto é, como afirmação absoluta da existência. Sustentando-a dessa forma o conceito que ela exprime será absoluto num resultado infinitamente progressista. Destarte, gradualmente a educação vai perdendo a percepção critica da realidade e assumindo uma conscientização do individuo como forma do conhecimento verdadeiro de investigar o que queremos e o que de fato nos seja útil; não é compromisso que desejo engajar no cidadão, mas uma necessidade relação e dialética em que a expressão seja sempre um conhecimento de intelecto, e as suas forças um auxilio experimental. Quando alcançarmos esse primeiro degrau, realmente estaremos erigindo os primeiros alicerces para uma educação libertadora, transformadora de fato e de classes homogêneas. Desprendermos da cultura histórica é um grande desafio.

Mudança transformadora – Entendo que, para pôr ordem e método numa discussão é preciso começar definindo a coisa de que se trata, para ter dela uma ideia nítida e precisa. A educação tem sido desde seus tempos primórdios um ato de suscetível mudança, isto é, um fenômeno social onde o dever do cidadão é constantemente alterado, modificado, variação essa que alcançou nossa posterioridade numa invariável deformidade. Desde já ansiamos por uma educação onde a compare a honestidade, ou seja, o único bem ou como um bem preferível aos outros e procurando por si mesmo. A questão sobre a educação esta inserida ao volúvel desejo humano que com sua inconstância não se atem ao direito de nos dar preceitos onde de fato o gênero de educação estabelece entre as coisas distinção que permitisse chegar ao conhecimento do dever. A conscientização em primeira instancia nos evidencia uma educação destituída de sua essência, isto é, preceitos e regras morais fornecidas por um tema gerador no terreno do esquecimento. Cumpre lembrar-nos que a memorização é interessantíssima e, importante do ponto de vista pedagógico e, que qualquer tema mutável como gerador deve ser cognoscível em sua totalidade de tempo. Esse aglutinamento é que vai flexionar e operar a mudança. Como, então a educação educando a própria educação? Esse é o grande desafio da ação humana o problema moral. Educando X Educação; trata-se de saber não o que o homem conhece ou pode conhecer a respeito do mundo e da realidade última, mas, do que deve fazer, de como agir em relação a seu semelhante de como proceder para obter a felicidade ou alcançar o bem supremo. Podemos até chamar isso de Critica da Educação Pura. Assim, entramos no campo da teoria, ou seja, as condições de desvelar os processos reais e históricos enquanto resultados e enquanto condições da pratica humana em situação determinadas, pratica que dá origem à existência e a conservação da dominação de uns poucos sobre todos os outros. Essa área da reflexão filosófica dá-nos a defender a autonomia e o primado do sentimento sobre a razão lógica. De modo que nossa educação não é apenas um processo de transformação econômica, social e política, mas, sobretudo um problema moral. Destarte, é no profissional que se deve nascer o comprimento que a educação é essencialmente um ato de conhecimento e de conscientização. Esse sim é que se chama de dever perfeito, se quiser, podemos chamá-lo equidade; então o professor passa de um dever medíocre onde se pode dar uma razão plausível, para uma esfera que se denomina fundamentação do ensino, ou seja, o professor deixa de ser um mero artifício para se tornar um educador ou iniciador de uma escola e, tendo a ajuda da razão, que é seu galardão, percebe as conseqüências, a origem, ao passado, abrange, de um golpe de vista, todo o curso de sua vida, e a põe em prática, faz provisão do que necessário para iniciar e professar uma profissão. Ah! Como é belo o preceito moral. Mas, porque então para pô-lo em pratica se torna tão difícil? E o professor diz: "nem tudo pode ser razão, nos não podemos ser apenas razão"! De onde se segue que o homem não deseja uma clara e distinta das coisas. O homem foge da razão como se essa fosse aquela força enganadora em que o erro dos sentidos faz imperar em seu interior. Esse professor infelizmente se encontra a tal distancia como um quasar está da terra. E, indubitavelmente chamais se apropinquará ás bordas da educação. Aqui faço uma reverencia com muita alegria às palavras do perspicaz Espinosa, que o proferiu em sua preciosa ética, parte V, último escólio da proposição XLII: [...] se o caminho que eu mostrei conduzir a este estado parece ser muito árduo, pode, todavia, encontrar-se. E com certeza que deve ser árduo aquilo que muito raramente se encontra. Como seria possível, com efeito, se a salvação estivesse à mão e pudesse encontrar-se sem grande trabalho, que ela fosse negligenciada por quase todos? Mas todas as coisas notáveis são tão difíceis como raras". [...] Como professor não seguir a razão? Que vantagem se vê numa educação esmaltada pelo vicio, pela emoção que não tem poder de refrear as paixões? Vê-se, por aqui, uma felicidade passageira, momentânea, cerzir por uma falsa educação, relutantemente, formara homens que acreditarão ser livres na medida em que lhes é permitido obedecer às suas paixões. Bem, prossigamos; conhecer o pensamento cultural de um povo, toda a sua produção literária em determinada época, além de penetrarmos no campo especial de trabalho filológico, traremos átona documentos que retratem a educação de uma civilização, de uma cultura. A educação tem sido, com o passar dos séculos, o que o latim foi ao se dialetar nas varias línguas modernas;ao passar do tempo, os primeiros conceitos de educação se tornaram incompreensível aos modernos, necessitados de interpretação, de esclarecimento, de critica, em fase das variantes apresentadas pela edições antigas. De fato, eu mesmo não acredito que escrever novos ensaios de preceitos morais, éticas que se denuncie uma educação supostamente neutra, como o de distinguir claramente a pedagogia das classes dominantes da pedagogia das classes oprimida vá afastar à incondicional indiferença do olhar que condena os ditames da razão. De modo que, se quisermos discutir concretamente a questão da mudança e o caráter de dependência da educação em relação à sociedade – com respeito ao conhecimento da essência humana –, deve mesmo conferir o conjunto de regras morais e éticas que se encontra em baixo de nossos pés, pois há em todo homem também uma inclinação para a verdade, a ser dominada a cada mentira, e aqui na contemporaneidade precisamos assumir uma posição extraordinariamente forte. A historia nos apresenta a humanidade, como vista do alto duma montanha nos apresenta a natureza; enxergamos muito duma só vez distancias extensas, grandes massas, nada, porém adquiri nitidez na totalidade de sua essência propriamente simplesmente por negligenciar o conteúdo dessa montanha. Não só da filosofia, mas da educação à tarefa de ajustas a linguagem do passado às necessidades do futuro. Por fim, devemos assumir a responsabilidade de coadunar a linguagem associada às instituições morais e éticas de uma coisa sumamente singular e somente inteligível com o advento de Devenioverofulgens (alcançar verdadeiro e brilhante). A terminologia que apresenta o debate "educador" como um dos importantes definidores da agenda filosófica da próxima década teria à temática educação, razão mais que suficiente para justificar nosso esforço em discutir concretamente a questão da mudança e o caráter de dependência da educação em relação à sociedade, e, a verdade a que me refiro não é aquela verdade rígida e permanente, pelo contrario, modifica-se e expande-se sempre num constante processo de fazer-se. A força do espírito em apropriar-se do que é alheio revela-se uma forte propensão a assumir o novo ao velho, simplificar o diverso passar por alto o inteiramente contraditório ou descartá-lo. Isto é, a educação tematizante abordando praticamente todas as complexas polemicas, personagens e teses canônicas do universo proveitoso.

Só há um caminho a seguir – É aquele que fará nascer os princípios básicos e elementares de um educação, onde a arte ou ciência de ensinar sobrepuje a tradição pedagógica. Aparecendo assim como representante de toda a sociedade dos interesses de todos contra os interesses da classe particular dominante. A partir daí, a convergência de vários fatores – econômicos, sociais, políticos, geográficos – permite a eclosão de uma nação que tem em seu território e na suas riquezas naturais sua mais grandiosa e impressionante manifestação. Abrir os olhos para o mundo não quer dizer que devemos reproduzir uma espécie de agremiação com ações e nações em desenvolvimento devemos sim é observarmos e procurar dentro da nossa realidade um cânon que supra a maior parte de nossas necessidades e, criarmos assim, nosso próprio modelo de educação. Firmando dessa forma uma conscientização militante para num futuro não muito distante possamos de fato atingir o fulgor da autonomia. Resolvi escrever sobre a educação por acreditar que é ela a única via capaz de conduzir o destino ou futuro do nosso povo. Quem mais senão a educação para desenvolver uma nação que busque o fortalecimento de categorias e a transformação da sociedade civil numa sociedade mais resistente mais avançada não mercê à dominação. Uma sociedade se reeduca em busca de seu próprio caminho com passos sadios e firmes; independente se é uma república socialista unipartidária, que se caracteriza como "ditadura democrática popular", ou sistema autoritário e democracia popular ou de todo o processo, o que importa aqui não é julgarmos se é uma coisa ou outra, o que interessa é se a educação é eficiente. Temos vários exemplos de sistemas de educação avançado pelo mundo, alguns na Ásia na Europa e América do Norte; todos caracterizados por colocar o educando no centro do processo de aprendizagem, fogo na equidade, disciplinas, valorização extrema dos professores e adaptação rápida às tecnologias emergentes, continuas a demandas do século XXI, como tecnologia e Inteligência artificial, integração homem maquina, trabalhando lado a lado, alfabetização digital (E-learning), habilidades socioemocionais e cognitivas (Seft Skills), pensamento critico e resolução de problemas, etc, etc... Dessa forma a conscientização cria asas e voa para muito além e opera uma verdadeira mudança social. A superioridade resulta da ideia de que quem quer melhorar externamente, deve melhorar no interior. Toda mudança social são atingidas em logo prazo, sobretudo, quando os objetivos, cujas significativas figuras convidam à sua utilidade comum, possuem uma relação imanente entre dialogo e a vontade humana, como esta se apresenta em sua objetividade. Não é questão se a pedagogia dialogal vai ser global ou não, a questão é que ela tenha um ser organizado, e dentro da realidade da sociedade vigente. Quando o sistema econômico básico da fase inicial de um regime está se aperfeiçoando gradualmente e a reforma da estrutura econômica de mercado obtém progressos, sobretudo, a construção da democracia e do sistema jurídico tem obtido progresso importante, então, afirmamos que a educação em voga reproduzirá sobre a nação uma de suas manifestações relevantes. A importância do homem em produzir signos é diretamente refletida nas transformações sociais como valor e utilidade comum; temos a nossa própria realidade, e esta nos expõe caminhos que apresentam um esquema simplificado da classificação dos gêneros educacionais. A ser o emprego rigoroso da palavra gênero e do conteúdo à que ele a remete, somente há dois gêneros o adequado e o inadequado. O gênero acima demonstrado parece adequado às necessidades reais que o compõe. Não obstante, se seu estruturalismo não se mantiver dando totais condições para liberdade da alma, onde esta encontre virtude privada, será apenas uma questão de tempo e, seu regime tornar inevitavelmente malogrado, a virtude necessária ao estado é a segurança. Voltando a nossa realidade, não podemos esperar que a classe dominante sustente que há uma educação inadequada. Ó não! Está tudo bem para todos! A pedagogia tradicional valoriza excessivamente importância materiais. Frequentemente professores que são jogados no mercado de trabalho possuem uma espécie de alegria fundada no desejo que se tem por si próprio e que provem da opinião ou de esperança de darem aula em escolas particulares como apenas essas existissem como única estrutura da sociedade. Assim, é diferente da satisfação interior que tem aquele profissional que não delimita sua esfera de ação e, que nasce da opinião de fazer alguma boa ação. E, essa espécie de estima é que corrompe a educação. Que carga moral esses professores trás de útil? Pois é motivo de nos apreciarmos o ver que é apreciado pelos outros? Ou ao mesmo tempo estima por si próprio e amor – próprio social? Manifestam seu desdém, isto é, a inclinação da alma para desprezar uma causa livre, quando são obrigados a estagiarem em escolas publicas, pois não traem amor e devoção, mas, ódio por aqueles de quem não esperam senão o mal, e, se não julgarmos que a causa deste bem ou desde mal seja livre, não nos submeteremos a ela para procurar torná-la favorável. E, assim, quando entram em sala de aula, descarregam sua ira (que nada mais é do que a servidão humana, isto é, a impotência para governar e refletir as afecções), de tal modo que é melhor para si. E é certo estar eu persuadido de que a experiência mostrou os dois gêneros de educação, tendo um exemplo vivo quando ainda estudante universitário; numa aula de prática de ensino tive todo o cuidado em não ridicularizar as ações dos homens não as lamentar, não as detestar, mas adquirir delas verdadeiro conhecimento. Os homens são mais conduzidos pelo desejo cego que pela razão, este mesmo que se intitulam serem aptos a ensinar, mas, que em momento algum seguem as prescrições da razão – uma vez que obedecem à atração do prazer que procura – são os primeiros que julgam ter direito de criticar a sociedade em que vive. Esses professores não tendo o que governar suas emoções, além de criticar zombam dos menos favorecidos, e, sonham com a idade de ouro dos poetas, isto é, comprazem-se na ficção. A derrisão, zombaria desses inúteis presenciei muito em sala de aula. Nem precisa estar num plano elevado para que se tenha consciência a fim de não parecer supresso com as coisas que falavam, nem admirado com o ódio que resulta do fato de se perceber algum pequeno mal uma pessoa que julga digna dele. Observava, refletia, porque os mais inferiores costumam ser os mais atilados a censurar? E, como se não bastasse ainda exigem melhores salários. Verifica-se que a incapacidade do homem nunca está de acordo com seus desejos. Podemos até lembrar o prefácio escrito por Moacir Gardotti em Educação E Mudança de Paulo Freire, 15 Edição, "a educação e ordem classista", em seu último parágrafo o autor exalta a importância de Paulo Freire retornar ao Brasil: "hoje, à volta dele representa um momento importante na historia da educação no Brasil. Com ele surge á possibilidade de reanimar o debate em torno dos problemas educacionais brasileiros". Mas, me parece que não saiu disso. O ano de 1980 o Brasil estava saindo do período militar à política pouco se importava com ex-exilados e a contribuição mais significativa de Paulo Freire nesse período foi ter ido dar aulas na PUC-SP e UNICAMP; então, eu pergunto até que ponto é profícuo contemplarmos a historia educacional do Brasil? E o que foi feito nessa quase cinco décadas para praticar a realidade educacional latino-americana? Muito pouco, pois, continuamos ser aquele paizinho de terceiro mundo meia-boca. E para que serve apenas reanimar debates dentro de políticas sociais? A possibilidade pode até ter surgido, mas, até que e em que circunstancia a vontade é um ato de espírito? Pelo que se seguiu até hoje, podemos tirar larga experiência que em primeiro lugar, atribuímos poder a um ou grande número de objetos, nos quais jamais poderia supor que aparecesse esta ou aquela resistência ou emprego de forças, em segundo, uma infinidade de erros quando os homens voluntariamente dirigem seus pensamentos para um objeto e suscitam sua imagem na fantasia, tornado-os cheio de presunçosa confiança, devem ser submetidos ao julgo da razão, e aprender a conhecer a precariedade das coisas humanas e sua inconstâncias. É, sobretudo prosperidade quando nos esforçamos para por nossas ideias em prática. Observando tais preceitos, nos afastamos dos gracejos, e, aplicamos a casos inteiramente que se pode ser um bem para sociedade, em dignidade e nobreza sendo ao mesmo tempo simples, leal e útil aos semelhantes. Então, sendo nós dotados da capacidade de agir e refletir, ou seja, o ser concreto que existe numa situação concreta; entendemos que construir sempre foi uma das primeiras preocupações do homem e um de seus afazeres privilegiados. Numerosos são os profissionais que se dedicam às construções de todo gênero. Sabemos, contudo, que essa atividade situa-se entre as mais antigas que o homem tem exercido, cumpre admitir também que sempre foi preciso, deste os tempos antigos até hoje, e mais especialmente nas últimas décadas, fazer adaptações para levar em conta a evolução das técnicas do gosto e dos costumes. Assim, da mesma forma é com a educação. A construção e, educação tem feito grandes progressos em todos os países, parece óbvio o lembrar que jamais podemos desvincular esse conceito que construir educa, e educação constrói. Ambos os conceitos se fundem num nexo e segue seu tempo que é linear, horizontal, objetivo, matemático, visível a uma mente que não indica um defeito de percepção, isto é, que tem pensamento ou ideias como que mutiladas e truncadas. O gosto em construir casas, edificações e grandes monumentos nos trás a conhecer o plano geral da estética, isto é, ideia e a representação sensível. E o gosto de construir a educação é o primeiro requisito a satisfazer para a possibilidade a conciliação, é o que o conteúdo a representar se preste à representação pela arte. Assim como o pedreiro de antigamente teve que aprender novas técnicas o professor moderno, ou seja, a construção moderna deve passar de paredes de apoio para a apoiada. A estrutura do professor Devenioverofulgens deve então ser feita com armação de concreto armado em que repousam os pisos quase sempre feitos de viga de concreto pretendido. Essas vigas ainda vão buscar a sustentação no magma que é todo o sedimento que incita o homem a meditar sobre a sorte dos governos e sobre as leis fundamentais da evolução dos povos. Nosso plano que é construir uma nova educação, onde as exigências da vida moderna fizeram prever encanamentos para passagem de valores e utilidades comum, condutos pra o estudo das letras, da filosofia e o do direito; multiplicação de mestres insignes nessas disciplinas ou exaustores embevecidos nas claridades, margens do sagrado Ganges e, ei-la, agora quase miraculosamente transformado numa incomparável educação – cuja doutrina vai passear, luminosa e triunfal, pelos dilatados domínios da gramática e da retórica, da filosofia e da geometria, da ética, da jurisprudência e da política, da astronomia, da medicina e das ciências naturais. Exaltando esta consideração e medindo-a de acordo com a liberação de todos os grilhões que tanto louvam e a inauguração de um novo período de educação liberta e autônoma, vemo-la respirar e palpitar sentimo-la vibrar, estremecer, e quase ouvimo-la falar; "ordem e liberdade". Sim, vamos transformar em outro homem, chamado hoje de professor em construtor da nova educação. Lembra o que disse o filosofo: "As feridas que possam ser curadas eu quero curá-las. Mas cortarei a fio tudo quanto possa causar ruína ao nosso povo".

Organização Dos Canteiros

Generalidades

Por organização dos canteiros entendo um conjunto das disposições necessárias à realização do trabalho previsto, contendo em si as melhores condições possíveis, isto é, um sistema de ensino eficiente. Os canteiros na realidade são os professores, ou seja, educadores que darão sustentação à obra, isto é, a educação. Esta disposição nos dá a subentender mestres que possuam dons de oratória associados ao conhecimento dos negócios públicos, ou hábeis no raciocinar e no usar a voz e o gesto, consistindo assim, em definir e coordenar os meios necessários à realidade da obra, sem deixar de ser fiel às normas gerais impostas pelo mestre – supremus. Essa norma geral resume-se em alguns elementos fundamentais que o educador deverá interpretar com hábil domínio, a saber: 1 O Conhecimento; 2 A Didática; 3 A Qualidade.

Sempre ligados entre si, dentro dos quadros da organização racional dos trabalhos, esses três elementos de modo algum podem diferir quanto à ordem de predominância. O conhecimento admite, pois – o que servirá de ponto de partida e de base – que se exige do educador uma inteligibilidade de que conhecimento verdadeiro; consisti em conhecer as coisas por causas primeiras, de onde resulta em capacidade de agir e refletir de modo adequado. Pode-se acrescentar a qualidade, quando o projeto tiver sido bem estudado. Se o conhecimento traduz-se por uma necessidade a qualidade vai ser associada indissoluvelmente à sua ação. A didática por sua vez é a arte de ensinar. Como se tratando de um conceito de arte, jeito de ensinar, da intuição do educador, figurando-as seja por meio de cores e traços, representados pelo mesmo meio os mesmos objetos – veremos, pois, às diferenças de representações –, seja narrando, quer bela boca duma personagem, quer nas pinceladas de um insigne artista plástico; esse estudo do conjunto e procedimento que visa a orientar a aprendizagem do educando mais eficiente, na aquisição de conhecimento, automatismo, atitude e ideias do ponto de vista desta problemática cumpre-nos, portanto, ajustar para as novas perspectivas, um método puramente objetivo de como melhor ensinar. Isto é, o estudo do conjunto de recursos técnicos que tem em escopo dirigir a aprendizagem do educando, tendo em vista levá-lo a atingir um estado de maturidade que lhe permite encontra-se com a realidade, de maneira consciente, eficiente e responsável, para nela atuar como cidadão participante. Uma ação didática puramente eficaz estende-se do simples conceito que a didática se interessa preponderantemente em como ensinar ou como orientar a aprendizagem; sabemos, portanto, que para atingirmos metas que possam ser concebidas adequadamente, efetivamente, devemos ensinar ou orientar de maneira útil e, sobretudo estimulante à aprendizagem. O poder de despertar o interesse do aprendizado é a base fundamental da didática. O ensino, assim, subentende uma ação de regras sabiamente instituídas do plano expositivo do educador, ou seja, recursos didáticos onde a manifestação do pensamento seja unicamente e exclusivamente entre o sujeito e objeto.

O trabalho de aprender não é antes um prazer, então, aquele que ensina, ou seja, que quer dizer da prelação sobre o que os outros ignoram ou sabem mal, deve-se valer de uma particularidade que é a eloqüência, e, essa persuasiva e comovente em dirigir seus deveres é a própria didática em si, isto é, a ação de prover circunstancia para o educando, maior e melhor será o ato de ensinar e, conseqüentemente aprendizagem de outrem se tornara numa situação de estimulo resultante de seu envolvimento com o proceder do educador. Estaremos, assim, então, diante da qualidade.

CAPITULO I

[A Forma]

Nicolau – Tendo percorrido grande quantidade de quilômetros de uma região de aglomerações urbanas, após haver encerrado meus afazeres, pensei primeiro em visita-vos, caro colega, para desenvolver nossa amizade, e para entreter-nos sobre assuntos que ambos são muito estimados, pois acredito ter adquirido novas luzes durante minhas reflexões. Quando ainda éramos estudantes na universidade, ambos tínhamos muito prazer em pesquisar sobre a educação e os meios como era aplicada em nosso país. Embora os movimentos de nossos pensamentos fossem muitas das vezes diversos e, estas oposições aumentavam a nossa satisfação ao conferirmos juntos, sem que nossas diferenças representassem qualquer coisa de refletir sobre o próprio homem. Aqui nossas ideias parecem intercalar-se até certo ponto, visto não ser possível um processo e mudança social sem haver um estudo filosófico, antropológico. Contudo, caro colega, em hipótese alguma deve esquivar da mente que na medida em que os homens estão sujeitos às paixões, não se pode dizer que as suas naturezas concordam. Por isso, é preciso construir um núcleo fundamental, onde se sustente o processo de uma educação útil e progressista. Bem, antes de começar expor minhas meditações, vos convido a sentar-nos junto aquele muro de muitas bromélias que adornam tão agradavelmente a bordadura desse caminho, visto a formação desses maciços floridos nos mostrar a sua luz mais graciosa quando para animar o nosso assunto ou lhe dar relevo.

Tendo então nos assentado a um velho banco de pedras, cujas plantas de meia altura, envolvendo-nos, aumentavam a sensação de aconchego e a magnitude de paz interior.

Paulo – Alegro-me em ver-vos de regresso após uma longa ausência, feliz pelo intenso dos vossos importantes afazeres, cheio de saúde, firme na amizade para comigo, e sempre imbuído com o mesmo ardor pela pesquisa das causas mais importantes.

O tom de Paulo sempre fora muito afirmativo e parece não ter mudado, e isso parecia reiterar em suas ideias de um espírito verdadeiramente humanista, a sede de unidade que atormenta a inteligência humana, a necessidade de por de acordo as nossas crenças teóricas e os nossos princípios práticos de alicerçar as regras da nossa moral sobre uma concepção da natureza e do universo em que estamos colocados. Continuou: Nos últimos dias tive lendo o prefácio que me enviastes e, confesso fiquei deveras atraído em conhecer o sistema que vos chama Devenioverofulgesn, e como pretende aplicá-lo na educação, tudo isso fez com que, a meu entender, se tenha algo de original, e agora, não vejo nada que impeça que vos me esclareça isso pormenorizadamente.

Nicolau – fico contente com tuas palavras. Devido a isto tenho a esperança que também te acalente o desejo em aprimorar o que se tem de mais importante. Para isso, falaremos primeiramente da atual administração da educação, visto esta abordagem nos suscitar como ela, a educação esta doente e, seus coordenadores parecem sofrer de uma concordância hipnótica. Depois disso. Enunciarei novos paradigmas heurísticos para o uso dos estudiosos do tema, e muito especialmente discutindo os melhores mecanismos para formação do administrador escolar que convém à nossa realidade. Pois, bem, comecemos a examinar três pontos que aprendemos suficientemente abranger da realidade que nos cerca. Na posição assumida há benefícios que, venha proporcionar interesse ao governo? Existe uma organização geral interna do nosso país? O que eles entendem por conceituação de sistema de ensino?

Paulo – Certamente, Nicolau, as duas primeiras indagações fazem da terceira a sombra que ameaça permanentemente o compromisso verdadeiro.

Nicolau – É ai que nasce meu desejo de trazer átona a luz que nos possa revelar ao mundo. Começar a tentar uma volta sobre si mesma, o que levaria a educação a ser auto-objetiva, e, assim, deixar a lanterna que nada mais é do que um querer ideal. Nasce então o ponto principal da nossa questão, estimado Paulo, lembra quando nos ainda no primeiro ano de universidade, na aula de metodologia cientifica, disse eu à professora que nós para obtermos uma sociedade de concretização, deveríamos regular nosso entendimento com a perfeita ordem da natureza, o que foi que respondeu mesmo! Lembra-te?

Paulo – Sim. Respondeu que não e, ainda com contestação replicou para a classe se você estava certo. Estes por reverencia e um profundo retraimento do assunto concordaram indiscutivelmente o tolhimento da professora.

Nicolau – E tem mais, quando cursávamos já o ultimo ano, na aula de didática, a professora dogmática insistia que na educação não há um método a seguir, mas métodos e técnicas de ensino, o meio e os objetivos. Sem duvida há métodos, respondi, mas apenas dois; o adequado e o inadequado. E qual dos dois alcançara conscientemente controle de técnicas meio e os objetivos de aprendizagem? Ah! Caro amigo percebe como uma prestimosa conceituação está afastada de um processo de ensino eficiente. Diga-me, havia ambigüidade ou trocadilhos em minhas palavras?

Paulo – Nada a opor a isso.

Nicolau – Caro colega, nosso trabalho parece ser bem árduo. Teremos que remover cada tijolo cuidadosamente, toda a matéria que é feita o atual sistema. Incluso com suas fundações. Ademais, e com assaz importância, necessitamos de um Poder Publico onde apenas os sábios e melhores devam ser habilitados e persuadidos a governar. Só assim então, poderemos colocar nosso método em pratica e chegar à causa final.

Paulo – Dentro dessa perspectiva, antes de termos uma realidade educacional aonde os homens venham gozar de utilidades comuns, devemos pressupor a união, ou seja, a coordenação política nacional da educação formada de boas leis e instituições. E, sem duvida que essa forma vai resultar de um conteúdo onde se ache um ajuntamento de ideias, pois o poder pessoal degenera facilmente em prerrogativas puramente ideológicas. É isso que todo ministro da educação diz; entra um, sai, entra outro, e fica sempre na mesma conversa eleitoreira: "A educação é um direito de todos os homens". O que ocorre é muita promessa e pouca efetividade. Uma cabeça pensa melhor quando ouve, mais do que fala, daí, resulta uma capacidade melhor e indispensável para deliberar.

Nicolau – Muito bem, caro amigo, percebes agora, como estamos diante de uma grande dificuldade. Temos em mãos um grande projeto, entretanto, um enorme desafio para institucionalizá-lo à ordem e a coesão social, devemos entregá-lo a uma empresa que tenha como capital a grandeza atribuída à liberdade de seus cidadãos. Podemos perguntar, existe no mercado tal empresa? Que sejam administradas por funcionários especialmente preparados, capazes, para essa finalidade? Isso tem um som decepcionante, uma vez que o próprio governo é um despreparado, se governa sem ajuda e ordem sem liderar; como podemos persuadir o individuo em tais condições, a obedecer às leis e limitar a procurar de si mesmo ao circulo do bem total? Quando falta capacidade e boa vontade, dizem que é utopia, ou seja, a projeção de uma sociedade imaginaria. Lugar que não existe. Devido à ganância e ao luxo, corrupção o desejo imoderado pelo poder. O afastar-se da simplicidade arrasta os homens a não se contentar com uma vida modesta; são gananciosos, ambiciosos a ponto de ficarei cego por desejos materiais, competitivos e invejosos; logo se cansam do que possuem e anseiam por aquilo que não tem, e raramente desejam qualquer coisa, a menos que ela pertença a terceiros. O resultado é desastroso.

Paulo – Tenho plena consciência que se atingirmos essa realidade educacional; começaremos ter uma visão segura e confortante do futuro. Mas, para isso devemos ter ou pressupor uma organização política que tenha como objetivo uma sociedade bem mais avançada. Assim, volto a afirmar que esse é o ponto para que uma organização social atinja um nível de quase perfeição. Mas passo agora a perguntar se vos acredita que tal empresa possa ser formada e, seja capaz de fomentar tal solução?

Nicolau – Acredito sim. Um sistema de ensino unificado trará inúmeras vantagens e, conseqüentemente, as coisas se tornaram muito mais interessante; caminhamos sobre o milênio onde a população já está ombro a ombro, entretanto, caro, amigo, não devemos nos esquecer que a natureza humana é propensa a tranqüilizar e suavizar todas as paixões e, que todos os bens que desejamos não dependem exclusivamente de nos mesmos, assim, aprendi não confiar demasiadamente na ajuda exterior; adquirir, através do habito e do estudo, aquele caráter filosófico que, ao mesmo tempo, confere força á reflexão, e, tronando independente a parte mais importante de minha felicidade, atenua assim o gume de todas as paixões desordenadas, e tranqüiliza o espírito. Não desprezo esses auxílios, mas também não confio demasiado neles. E por isso estimado colega que falo estarmos diante de uma grande dificuldade. E aprendi deveras bem, que a vida humana é mais governada pelo acaso do que pela razão e, o que a política contemporânea nos apresenta é uma atividade interna substancial encarada mais como um enfadonho passa-tempo um modo fácil de ganhar dinheiro do que como uma ocupação séria, e, é mais influenciada pelo temperamento de cada um do que por princípios de ordem geral. Devemos ser indiferentes a tudo o que acontece? Acredito, eu que se deve mostrar o caminho. De modo que termos as formações do administrador escolar que convém a nossa realidade tem dois caminhos a seguir; primeiro expressar diretamente nossa vontade nessa nova sistematização de ensino; a outra metade encontra-se também no sujeito, entrementes, carece de um modo de pensar que chamamos de tempo, ou seja, como à vida biológica e eletrônica continuarão evoluindo em complexidade e num ritmo sempre crescente, possivelmente alcançaremos uma sociedade bem mais avançada do que a nossa em ciência, tecnologia e organização política, pode ser até num contato extraterrestre, não importa, o que importa é estarmos preparados. Se observarmos a vontade, revela-se nos dois caminhos, embora que no primeiro represente o papel fundamental na transformação da sociedade num prazo que eu estimaria de trinta a sessenta anos se começarmos agora, o outro respeitando talvez alguns contratempos, demoraria no mínimo uns bons seiscentos anos, se começarmos agora também. Sob esse aspecto, essa nossa primeira opção seria um grande passo para o desenvolvimento da complexidade e, uma constituição de acordo e comprometida com total reorganização do ensino, isto é, leis que regulem a organização política de uma nação emergente soberana. Para prosseguir nessa minha exposição temos que pressupor um governante que realmente tenha disposição de alicerçar as regras da nossa moral. Num regime parlamentar como é o nosso, caberia ao congresso nacional deliberar sobre uma possível reestruturação na educação. Foge-se a ideia que o presidente possa sozinho mudar a constituição, necessariamente precisaríamos do voto dos parlamentares. É exatamente nesse âmbito que começaria a consciência de que a política educacional deve articular-se às necessidades mais imediatas da população e, modelar o sistema de ensino a partir de bases concretas. Tenho plena consciência, caro, colega, que o que não vai faltar é resistências para um sistema simplificado. Bem tendo nos julgado até aqui o processo educativo que tende a um determinado fim, genericamente, pode ser definido como o da adaptação do individuo ao meio físico e social no qual vive e convivem, a educação no Brasil, e como essa palavra ainda é usada para empregar nossa realidade vulgarmente para designar juízos desfavoráveis ou negativos, assim, cumpre-nos, portanto, buscar o equilíbrio, fomentando a ideia do verbo latino pendere, i.é., suspender os pratos da balança; a fim de restabelecer o equilíbrio entre eles. O ponto crucial que nosso projeto não se torne mais uma das muitas utopias é formarmos a empresa que constituirá e instruirá os elementos propulsores do projeto. Muito embora o holismo sustente que o imaginário e a utopia são os grandes fatores instituintes da sociedade. Teremos, portanto, em primeiro plano trabalhar a conscientização de uma expressiva quantidade de educadores, ou seja, os canteiros para a formação das primeiras mudas, ou os primeiros alicerces. Essa administração constituída por funcionários especialmente preparados arquitetara num expressivo espaço de tempo cidadãos altamente capazes de exercerem cargos de administração política, podendo-se fazer assim, que o povo tenha opção de escolher homens que fossem formados por esses estabelecimentos de ensino superior. Onde o governo estático, indiferente, negligente com nossas necessidades, seria inevitavelmente deglutido por uma escolha democrática infinitamente mais ampla, e, com isso eliminaríamos por completo o complexo sistema atual no qual tem sede à corrupção de uma democracia meia-boca. Entendo por governo estático todo aquele que é imperfeito, seja este que aqui está aquele que esteve ou aquele que estará. Vê-se assim claramente que qualquer mudança onde não se ajuste as verdadeiras necessidades e aos benefícios da maioria será simplesmente negar a ideia de benefícios e mostrar que não se trata de "beneficio". Tem alguns governos que entendem por beneficio, só políticas sociais ociosas. Dir-se-á, pois, que os serviços que o governo nos preta é inspirado em seu próprio interesse e, como dissemos nesse caso não há beneficência, mais, inerências sociais.

Paulo – Vamos, peço-lhe, conte finalmente como começara a construir o Devenioverofulgens!

Nicolau – O primeiro passo seria sistematizar os educadores dentro de uma conscientização restrita as ideias emergentes. Ou seja, um programa gerador que vai flexionar e operar mudanças. Isso mesmo a educação educando o educador do futuro.

Paulo – Sim, mais, na prática, caro, amigo, como isso funciona? Dentro da nossa realidade demográfica, e, dentro de um conceito etnográfico como alcançar uma compreensão profunda de diversos tópicos socialmente já construídos?

Nicolau – Para ser bem objetivo, quando falo o primeiro passo é "atualizarmos a constituição". Já se passou quase quarenta anos, e a constituição federal continua praticamente a mesma. Não adianta por hora nos atermos a conceitos e diretrizes intrínsecas da questão, só nos levaria a caminhos ainda mais prolixos o que causaria certa exaustão; sabemos, portanto, a direção o caminho que construiremos sólidos com durabilidade, retilineidade e engenharia avançada. Essa disposição conscientização a que me refiro será, se assim desejarmos a força motriz da história, ou seja, a revolução que esmagara tapeações, idealista; e se encarregara de desvendar os processos reais e históricos enquanto resultados e enquanto condições de pratica humana em situações determinadas, uso que dá origem à existência e á conservação da dominação é definirmos uma entidade motivadora, conservadora e mantenedora. Reconheço com nitidez que temos três caminhos para as necessárias realizações do trabalho previsto: I – A atualização da constituição; II – A total participação do Poder Público Federal como sustentáculo, ademais, mentes governistas em que a teoria passa por diferir mais da prática, e não há homens que se pensem menos próprios para governar do que os teóricos quer dizer, os filósofos. Assim, teremos um ensino eficiente na educação atuando de maneira concreta nas bases da educação, ou seja, biologia, psicologia sociais e, sobretudo metodologia cientifica. Fundando-se pelo menos três mega-campos no país para começar. E o reajustamento dos campos já estabelecidos para sustentar o equilíbrio das forças educacionais emergentes. O campus integrante será constituído com ensino fundamental, médio e superior, onde o educador será analisado através dos métodos e princípios do materialismo dialético, para a compreensão do aspecto intelectual ao qual tenderá. As ideias emergentes apresentaram uma total reavaliação adaptação das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, possibilitando assim as necessidades reais de ação de diversos órgãos do sistema, a saber, o Federal, o Estadual e o Municipal. III – Ato, Direito ou faculdade de optar, seria assentar nossos alicerces, fundamentar, estabelecer, instituir uma entidade de ensino privado. Esse particular segue a mesma conceituação de sistema de ensino do primeiro, diferindo apenas no que diz respeito à forma do mantenedor, e trás fundamentalmente um embrião que estabelece – como o primeiro – uma ordem de ensino para todos. Próprio, tem aqui sentido oposto ao que conhecemos como ensino particular, onde a classe se autonomiza em fase dos indivíduos de sorte que os menos favorecidos, ou seja, os últimos encontrem suas condições de vida preestabelecidas como os primeiros, e tem, assim, sua posição na vida e o seu desenvolvimento pessoa determinado pela classe. Tornam-se subsumido a ela. Lembra-te, quando o professor de estrutura Funcional Ensino Fundamental e Médio, nos disse em certa aula: "os alunos formados nas escolas particulares são destinados (segundo ele) a ocuparem a função de dar ordens, exigir, exercer autoridade, dominar, governar; já os de ensino público, a servir, desempenhar função de subordinação, submissão etc"... Sua convicção era tamanha o bastante para que eu hesitasse a qual ideia ele abrigava.

Paulo – O ENEM me parece ter melhorado um pouco essa questão; e, nesse terceiro modo, esclarece-me então, como virão e de onde os recursos para manter a instituição em pulsação?

Nicolau – É, caro, amigo, chegamos num ponto importante da nossa questão. Eu ia apresentá-la pela ordem em que formam umas das outras, mas, o assunto discorreria para além da questão. Pois, bem, virão através de atributos, isto é, aquilo que é próprio ou peculiar de alguém ou de alguma coisa. E de onde mais esses atributos poderiam emanar! Se não dos impostos que pagamos. Nada mais justo dar a Cezar o que é de Cezar. É aqui que encontramos uma nascente do desajuste da sociedade moderna. Os impostos são recolhidos e não são aplicados de forma adequada. Para você ter ideia dos gastos - ou melhor, em 2024 os gastos com propaganda e marketing político atingiram cerca de 170 milhões apenas com impulsionamento de publicações nas redes sociais, um aumento de 57% em relação a 2020. E, ainda o tal do Fundo Eleitoral (Fundão), em 2024 teve uma verba pública de $ 4,96 bilhões, é muita grana, caro, colega. O numero nunca se tornará baixo, nem se nosso tratado for editado daqui a cem anos. Isso é um absurdo. E, essa historia é bem antiga: "aquilo que pertence ao maior número de pessoas recebe o mínimo de atenção, cada qual pensa, principalmente no seu próprio interesse, quase nunca no interesse público". Se há adequação nessa forma de governar, se o são, porque as coisas são como são? Como posso afirmar que está escuro se o sol queima meu rosto? É exatamente aqui que observamos como não há equilíbrio de forças, ou seja, a balança se encontra totalmente desequilibrada e, como se não bastasse não dispomos de nenhum governante ou candidato com proposta de compensá-la; importa, pois, mantê-las sempre assim, "favoráveis", ou seja, não é o sol que queima meu rosto, mas, a escuridão. Também concordo que Homero estava certo: "Mau, é o mundo de muitos; que só um seja o nosso governante e senhor, para homens de capacidade eminente não existe lei – eles próprios são as leis". Esse modo de ensino privado tanto; quanto o primeiro necessariamente deseja um homem que pode imaginar um mundo melhor e querer transformar pelo menos uma parte dele em realidade. Olhamos para trás e para frente e ansiamos por aquilo que não existe. Por fim, suponho, que para aplicarmos tanto o primeiro o segundo ou terceiro modo de educação o caminho a percorrer seria educar um homem – ainda que fosse um rei do que todo um povo.

Paulo – E vos tendes esperança que podíeis conseguir este fim?

Nicolau – Tenho esperança que ele possa ser alcançado. Não pelo desejo ou emoção, mas, naquilo onde estão os poucos que, se deliciam com a meditação e com a compreensão, que anseiam não por bens, nem pela vitoria, mas pelo conhecimento, que deixam o mercado e o campo de batalha para se perderem na tranqüila clareza do pensamento solitário, cuja vontade é uma luz e não um fogo, cujo abrigo não é poder, mas a verdade. Deve-se considerar aqui que não há coisas mais difíceis nem de êxitos duvidoso nem mais perigosa do que o estabelecimento de novas leis. O novo legislador terá tímidos defensores nos que forem beneficiados pelo novo estado de coisas. Essa fraqueza nasce parte do medo dos adversários, parte da incredulidade dos homens que não acreditam na verdade das coisas novas depois de uma firme experiência. Essa minha luz, esses dois caminhos, a vontade é a raiz metafísica do mundo e da conduta humana, ao mesmo tempo, é a fonte de todos os sofrimentos, devemos conceber a vontade como meta ou finalidade não um querer irracional e inconsciente. Até quando entenderam que a felicidade seria apenas a interrupção temporária de um processo de infelicidade e somente a lembrança de um sofrimento passado criaria a ilusão de um bem presente. A contemplação desinteressada das ideias seria um ato de intuição artística e permitiria a contemplação da vontade em si mesma, o que, por sua vez, conduziria ao domínio da própria vontade. É aqui que repousa nossa atividade primordial da educação Devenioverofulgens, ideias eternas através de diversos graus. À vontade em sua essência geral é indiferenciada, constituindo um meio capaz de propor a libertação do homem, em face diferentes aspectos assumidos pela vontade.

Paulo – Agora se faz claro porque naufraga aquilo que certos educadores passaram a chamar, de "o compromisso do profissional com a sociedade"; claro, o compromisso é uma palavra oca, uma abstração, se não envolve a decisão lúcida e profunda de quem a assume, isto é, aquele que tem uma contemplação desinteressada de suas ideias, e a vontade em si nunca se alcança fica ali, majestosa tocada apenas na sua superfície, igual à Libélula, este pequeno inseto que rodopia sibilante e, zumbidor, majestoso, de asas púrpura e azuis no meio do qual flutua uma forma imperceptível velada pela própria celeridade de seus movimentos; embora suas larvas se desenvolvam nas águas, ela mesma nunca ousa mergulhar, apenas tocá-la sutilmente com todos os movimentos do corpo, ficando assim apenas uma transparência do mundo interior, é obvio, então, que tais ações são instintivas, e não o resultado do raciocínio; são as expressões não do intelecto, mas da vontade.

Nicolau – Portanto, acredito que nada é mais provocante, quando estamos discutindo com um homem usando a razão e explicações e, fazendo todos os esforços, para convencê-lo, do que descobrir, no final das contas que ele não quer compreender, que temos que nos entender com a vontade dele. Muito bem, voltemos às generalidades e aplicações de nossos canteiros, ou seja, os magistrum. Sabemos que para formar boas mudas nossos canteiros deverão ser muito bem preparados, sua terra muito bem adubada. O lugar de armazenamento desse conhecimento deve estar sustentado em bases solidas amplos espaços e uma ventilação que mostre a figura (ou fisionomia) do individuo em seu conjunto. O plano de avanço de trabalho de construção nos campus será coordenada no tempo as ações empreendidas na preparação e avaliação dos canteiros, ou seja, dos educadores. Podeis assim antever o encadeamento dos trabalhos facilidade as conseqüência que poderão advir da falha de algum setor de trabalho. Quanto os trabalhos e executar ou ideia referentes a esses trabalhos. Com isso pode-se evitar falsas manobras e desperdício de tempo e de material. O valor de um plano geral prévio dos trabalhos é independente da representação do mesmo. A finalidade do planejamento é dar firmes informações úteis sobre a duração e ordem das fases da construção. Assim cada empresa poderá comparar os encargos que pode aceitar e as possibilidades de atuação. O planejamento das atividades de uma empresa é assim facilitado e contribui para oferecer ao mestre-de-obras, certa garantia do prazo de execução. É no limite pelo plano prévio dos trabalhos que a firma estabelece o programa detalhado de suas atividades. A elaboração em relação trabalho a realizar e das ideias referentes à obra terá âmbito informativo em nível de todo o território nacional. Na nossa primeira assentada ao programa do avanço será a maneira pela qual se processa a formação dos educadores e especialistas destinados ao ensino de vários graus, a estruturação da carreira do magistério; uma real margem de liberdade assegurada ao sistema na organização e ministração do ensino; a participação do corpo docente nas atividades escolares; máxime nos de grau universitários; os mecanismos de planejamento, acompanhamento e avaliação das atividades do sistema. Para que o principio da obrigatoriedade da educação fundamental e educação especial e os meios de que dispõe o sistema assegure a efetividade é de assaz importância o acompanhamento de eficazes psicólogos. O quadro que se apresentará é um conjunto educacional continuo sobre a origem da concepção da unidade da educação proposta. Ou seja, o esquema está disposto de forma geométrica. Comecemos com o segmento de pontos, isto é, , fica implícito mais do que o sistema a ideia de que a função da escola é preparar o aluno para participar de determinada sociedade. Em seguida teremos a segmentação da linha horizontal interligando cada ponto. Nessa linha horizontal é que consideramos o desenvolvimento dos alunos. Pondo-se a prova um numero de alunos, tem então uma linha:

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À medida que a duração do sistema vai-se estendendo, o processo – como linhas vai-se interligando, até alcançar sua cristalização, ou seja, a estrutura de uma figura que tem os quatros lados iguais e os ângulos retos. Desta forma quando atingirmos o primeiro ângulo o do qual partimos teremos uma nova linha estável que terá uma nova e formidável estrutura social renovada através da mudança de sua forma, da mudança de suas instituições econômicas, políticas, sociais, culturais, por fim, a estabilidade representando à tendência a normalização da estrutura. Tendo organizado esse sistema de ensino teremos então os componentes essenciais para outra cristalização, as coisas exteriores à escola que são ainda mais importantes que as interiores que já estarão acabadas. Percebe-se que a primeira será uma cristalização imposta, e a segunda, será uma cristalização por si mesma, isto é, um processo subjetivo consciente onde os indivíduos perceberam que a realidade da classe decorre da atividade de seus membros, ou seja, uma relação condizente dos corpos orgânicos. Dentro dessa nossa perspectiva formalista devemos considerar alguma principal teoria da administração, que através dela é que teremos nossos objetivos alcançados. Administrar é o processo de tornar realizar e alcançar ações que utilizam recursos para alcançarmos objetivos. Se observar os recursos destinados à educação e como eles estão sendo empregados, verificaremos facilmente que o compromisso de assegurar o sucesso do aluno na escola não é algo apreciável. Embora seja importante em qualquer escala de aplicação de recursos, a principal razão para a reflexão da nossa administração é seu impacto sobre o desempenho das organizações; por exemplo; já devem ter ouvido falar em "gestão educacional" ou "circuito gestão", o que chamavam de formação continuada. O Governo do Estado de São Paulo investia nessa iniciativa que no meu parecer não serviu aos verdadeiros princípios racionais, ou seja, observa-se que não à concordância com a realidade e se estudarmos o principio da identidade, principio da não-contradição, principiou do terseiro-excluido, o principio da razão suficiente ou principiou da causalidade, veremos todas essas relações ou conexões internas a que me refiro. O que eu ouvia em um desses; "circuito gestão", era: "construção permanente do conhecimento, visão da totalidade, contextualizar bem, valorizar a experiência profissional, construir escolas de qualidade, articular bem o pensar, estimular prática e o perfil de liderança profissional, etc, etc... As palavras até que serviriam se não fossem apenas atitudes mentais, conhecimento ilusório, discurso político, conhecimento de mera aparência das coisas que não alcança a realidade ou verdade delas, veja que paradoxo que esses senhores programam; ao visitar uma dessas áreas pedagógicas pude verificar em uma delas, em uma sala, mais de quarenta computadores, em outra sala uns vinte e uns dez computadores a serem montados, em outra havia mais de vinte e, para minha surpresa, apenas duas pessoas usando o equipamento. No dia seguinte, na mesma cidade, fui – como se buscasse uma resposta – visitar duas escolas Municipais e outra Estadual; na Municipal não encontrei sequer um computador a disposição de mais de oitocentos alunos; na Estadual que compunha cerca de mil alunos, encontrei apenas três computadores, dois quebrados e apenas um funcionando. Essa minha observação já faz algum tempo, contudo, acredito que, às coisas não mudaram muito. A ilusão meu caro, criam opiniões que variam de pessoa para pessoa e de sociedade para sociedade, então, caro amigo, é a forma como são administrada que torna às organizações mais ou menos capazes de utilizar corretamente seus recursos para atingir os objetivos corretos. Falemos da ação de administrar: administratione, ou seja, a ação de administrar nosso projeto será entregue a um insigne analista de empreendimentos e planejamento, hábil em organizar, dirigir e controlar, professores e pesquisador na sua disciplina de administrar e contabilizar. Dentro dessa formalidade chamarei esse processo de ação, isto é, decisões e realizações que compreende quatro processos principais interligados, a saber; planejamento, organização, execução, direção. Nessa nossa perspectiva temos o processo administrativo e a organização concatenados. I – Planejamento; ou seja, o processo de definir objetivos, atividades e recursos. Nosso principal objetivo é uma efetiva democratização do setor educacional propondo novas formas de ação, novos métodos e novas políticas e, a total unificação educacional de ensino, só assim então, nós libertaremos desse estado vegetativo num nível num nível de vida material ínfimo. Atividades e recursos são construir campus educacional, divulgando com transparência os recursos que o Ministério da Educação aplicara para transformar o sistema educacional do nosso país, só assim, teremos uma organização fundamental que tirará a massa da população daquele nível ínfimo de existência. II – Organização; dentro desse processo é que faremos germinar a mudança transformadora, ou seja, o processo de definir e preparar os novos educadores para flexionar e operar a mudança. Professores universitários e alunos de graduação e pós-graduação é que farão a essência do liame enfoque funcional, ou abordagem funcional da educação Devenioverofulgens. Também dentro desse processo temos a ação de distribuição de recursos disponíveis segundo o critério adotado pelo reformulado Ministério da Educação. III – Direção; dentro dessa perspectiva temos a execução que é o processo de realizar atividades e utilizar recursos para atingir nossos objetivos. Às atividades a ser realizar serão os principais pólos do sistema emergente. A saber, construção de mega-campus e a extensiva preparação dos profissionais que farão a maquina funcionar. Não obstante, que já os campus existentes (federais e estaduais); devam ser ampliados para receberem o novo sistema. Dentro do novo processo será adicionado o atual processo educacional num enfoque funcional, aperfeiçoamento. Essa distinção é particularmente necessária até que a necessidade do novo sistema atenda, absolva por completo a demanda estudantil do país. IV – Controle; por fim, temos o processo de assegurar a realização dos objetivos e de identificar a necessidade de modificá-los. O objetivo principal da nova educação, repito, é a total unificação de ensino nos demais objetivos a serem alcançados dentro dos padrões de sistematização, Ou seja, a metodologia Devenioverofugis em ordem geométrica, e a absoluta aprendizagem da parte mecânica da aritmética, sem, contudo, desprezar a base de interesse vital de que depende toda atividade construtiva.

Paulo – Isso demonstra uma prova de maturidade. Ademais, o processo é vosso, partiu da nossa própria realidade. No quadro dessa perspectiva, vejo não só a democratização da escola como a áurea das universidades especializadas. A real formação para a formação de especialista em educação infantil, educação básica e educação superior. Hoje essa formação se faz de modo sincopado, disperso, desestruturado, numa autentica e lamentável colcha de retalhos. Outro ponto importa, no item II – Organização, quando vos aborda a questão de ação de distribuição de recursos, nesse quesito, hoje o que importa muito são às cotas, ou seja, as tais ações afirmativas, quanto ao mérito, pouco se falam, eu penso, como vos, quantidade nunca fará nós atingirmos uma educação de primeiro mundo, mais, sim a qualidade. Lembro-me quando Darcy Ribeiro disse: "a L D B mostra que a educação vai mal e precisa de medidas salvadoras nos três níveis de ensino". Propõe-se na época uma serie de medidas transitórias com objetivo de montar um plano decenal, entretanto, nesse sistema nunca se falou em "unificar o ensino", é o que os físico procuram com a "unificação do universo", qual é as vantagens disso: que possa unir as forças da natureza, isto é, nos dará uma compreensão completa do cosmos, que permiti unir a mecânica quântica, com a relatividade geral resolvendo, assim, a incompatibilidade dessas duas teorias. Unificar, então, pressupõe-se: compreensão, entendimento, avanço, modelagem e novas tecnologias; a definição é vista como um "Santo Graal". Reconheço caro colega, à importância dessa mudança, mas, não devemos nos esquecer que há nas pessoas uma visão de mundo diferente. É só olharmos o que acontece no mundo. Ora, se acusam uns países de unilateralismo e o Estado aparece como realização do interesse geral o poder social, isto é, a força produtiva unificada multiplicada, que nasce de cooperação de vários indivíduos faz com que a classe dominante se torne um forte aliado do unilateralismo e, qualquer tipo de inovação na educação caracteriza que seus interesses estão sendo ameaçados. O nosso governo tem se mostrado até hoje incapaz de produzir um bem comum, ou seja, fazer com que tais interesses apareçam como benefícios de toda a sociedade. A lei 9394/96 diz buscar desenvolvimento da pessoa humana, algo mais ou menos assim: "Não basta soluções criativas e métodos modernos da alfabetização em massa. Necessitamos muito mais – uma mobilidade nacional pela educação, fazer da educação, como as reformas econômicas, um projeto nacional, um programa social, uma prioridade do país e um pacto do Estado". Na mentalidade desse senhor, isso seria muito profícuo se realmente fosse à consciência do homem seu ser, mas, observamos que ocorre o contrario, é o ser social que determina sua consciência. O mundo a nossa volta, caro amigo, nos leva a crer, a ver claramente, como a palavra do idealismo alemão esta cada vez mais vigorosa: "a sociedade civil é o campo onde os indivíduos, como pessoas privadas, buscam a satisfação de seus interesses". Perceba como à antítese da família, e o Estado surge como síntese de ambos, como união dos respectivos princípios. Desses fenômenos sociais observa-se, primeiramente, á influencia das leis fisiológicas do individuo e, ademais, esses senhores que dizem ter uma visão holística, são na realidade afetados de alguma coisa de particular que modifica seus efeitos e que provem da ação dos indivíduos uns sobre os outros, algo que se complica particularmente na espécie humana por causa da ação de cada geração sobre aquela que lhe segue.

Nicolau – E, que nada possibilita a vida pratica em comum. Belíssima análise, caro colega. Nosso anseio se corresponde ao estado de desenvolvimento das ciências da nossa época. Entretanto, para que isso ocorra, seria necessária uma nova elite cientifica – industrial capaz de formular os fundamentos positivos da sociedade e desenvolver as atividades técnica correspondentes a cada uma das ciências, tornando-as bem comum. Voltemos, portanto, a nossa reflexão. V – Ação; para certo ponto de vista: "dados estatísticos informam que a permanência do aluno do ensino fundamental na escola é de sete, oito anos. Teoricamente são dados animadores. Tal índice reflete porem, a pouca representatividade do ensino e a rejeição do aluno pela escola. Ele freqüenta a escola, mas não evolui de serie!" Pois, bem, e o que o artigo 22. Da nova L D B, capitulo II, da educação Básica, seção I: "a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e nos estudos posteriores". Entende-se aqui claramente que a pedagogia atual, ou tradicional como queira, compreende que desenvolver o educando e sua permanência na escola. É como se eu ouvisse o professor dizer para outro; "A minha parte eu faço! "Ora, assegura-lhe a formação comum indispensável para exercer a cidadania". Como alcançar isso se parece haver rejeição da escola pelo aluno? Ai, você encontra aquele professor vociferando como um louco; "aquele ali, eu largo pra lá, vai ser burro o resto da vida, não adianta"! Então, eu pergunto progredir no trabalho e nos estudos posteriores? Como? Depois, aparece um senhor, como se caísse de paraquedas e diz veemente: "a constituição da educação poderá mudar a face do país". Esta insinuando a tal da promoção continuada. Os alunos do ensino fundamental não serão mais reprovados passando automaticamente de um serie para outra. Segundo ele, evita-se assim, o acumulo de alunos na passagem da primeira para segunda série. Volta o professor; "puxa, até que enfim fizeram algo que preste"! Esse professor pouco se importa se o aluno sabe contar de um a cinco ou se sabe discernir se A e a ou B é b, o que importa para ele, é que o aluno problema foi embora. É assim que se começa um projeto nacional! Não precisamos dessa tal promoção continuada, o que precisamos de fato é profissionais existindo humanamente, e pronunciando o mundo e buscando modificá-lo. A forma como esses objetivos serão alcançados, veremos mais a frente na Composição do sistema. Ao contrario do que ocorre em outras nações que perceberam cedo a relação entre desenvolvimento e educação, o Brasil – por erro de visão – ainda esta gatinhando, procura atacar o problema com medidas emergentes e salvacionistas, como foi o caso de construção daqueles Cips, Ciacs, Cigs etc... Esse "erro de visão" que dizem é na verdade um desleixo imanente da nossa cultura. Ai aparece funcionários públicos, influentes mal preparados para cargos que não lhes convêm e e idealizam essas sigla que na realidade só servem para cabide de empregos em seus benefícios próprios. Lembrei-me da notável Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Junior; em Agricultura de Subsistência, confronta-se o que ocorre na educação agora; planta-se cana, fumo e algodão enquanto que a população da colônia passava fome; agora, planta-se um pé de cana e cepas, outro de Ciacs, outro de Cigs acolá como se isso fosse resolver as necessidades da educação.

Paulo – Quando se tem esse interesse entre desenvolvimento e educação avista uma legislação social menos distante das nossas condições e necessidades.

Nicolau – Interessa o conhecimento, tanto quanto possível exato, das diferenças regionais, antropológicas e psicológicas da população brasileira. A escola atual serve para tudo, menos para ensinar bem o que deve ser ensinado. O país contenta-se com um ano de alfabetização, enquanto outros países só consideram como bem alfabetizado o possuidor de quatro anos de escolaridade. E, como ensinar bem, se o próprio professor não aprendeu bem? Destituído de um saber lúcido sócio-pedagógico, sem sequer arranhar uma intuição sócio-antropológica da cultura, sem nenhuma espécie de vocação humanista, como engendrar técnicas pedagógicas, como redescobrir através delas o processo histórico em que porque se constitui a consciência humana? A propagação da instrução primária só é alcançada com qualidade e não quantidade; conhecer a essência não a existência apenas imaginada, biografar-se, existenciar-se, historicizar-se. Quando se fala em tempo de aprendizagem, devemos necessariamente pressupor um espaço e um conteúdo que preencha as necessidades do espaço e tempo pré-estabelecido. Cumpre-nos, portanto, esclarecer o que um e outro país entendem por alfabetização. Aqui a nossa realidade tem a concepção que alfabetização é algo como propagação da instrução primária, isto é, que instrução primária é apenas aprender a ler.

Paulo – Quer dizer, aprender a ler e escrever?

Nicolau – Ah! Dentro dessa linha pedagógica tradicional existente, imagina-se que o educando que aprende a ler, saiba, de certa forma, escrever! Essa é sem duvida uma das causas que repousa há absoluta quantidade de analfabetismo no país. Nessa perspectiva tradicional ainda, nega-se a presença dos fenômenos físicos, ou seja, que o conhecimento age separadamente, o que consiste em não cartegorizar, mas, em agir para produzir e para reproduzir. Nega-se, ainda o egocentrismo, inteligência e adaptação, isto é, a epistemologia genérica aqui é irrelevante. Mas, sobre as estruturas internas do individuo nos ocuparemos mais detidamente na Composição do sistema. Não é por falta de escolas que o fenômeno acontece, mas existe paralelamente um desperdício permanente; na compra equivocada de material didático – pedagógico, nos currículos inadequados, nos turnos múltiplos, na cultura da repetência. No nosso presente ensaio, não vejo a necessidade de relativizar números de porcentagens, calendário, anos, uma vez que nosso sistema segue o conceito de diacronia e sincronia. Pois, bem, nessa questão observamos claramente, apontadamente o que uma má administração causa no atual sistema de ensino. Esse esbanjamento de dinheiro, tempo, papel é na realidade uma harmonização de um conjunto de indivíduos que desconhecem a natureza da relação do ser social com o ser individual. O que lhes importa apenas são benefícios próprios, desejos onde o homem é puxado em sentidos contrários e não sabe para onde se voltar. As estatísticas mostram o controle administrativo gerencial do sistema, mas omite a quantidade das atividades pedagógicas e sua relação com o desempenho do aluno. Que por sua vez não é direcionado; a um real interesse comum, omitindo-se assim, a quantidade, a alma do homem a si mesma desonra sobre tudo quando se torna, tanto quanto dela depende, um apostema e um como tumor do mundo. O desempenho deixado à mercê da sorte não faz as pessoas capazes de alguma coisa para o bem comum. Os conceitos de alfabetização variam aqui e lá fora, relacionamento com a escolaridade obrigatória ou doutrinas pedagógicas, conforme os objetivos propostos para o individuo, a sociedade, e até a economia. Quando nossos objetivos forem uma base psicológica e fisiológica firme e suficientemente ampla para todas as possibilidades e todos os desenvolvimentos, teremos, então, uma sociedade economicamente democrática, ou seja, perfeita igualdade de oportunidades, em especial na educação, deve dar, mostrar a melhor escola do individuo na sociedade, por outro lado, não devemos tirar a liberdade do homem em escolher se quer alcançara luz do talento ou do gênio. A verdadeira escolaridade obrigatória é aquela em que o individuo adquiri conhecimento sem coação. O Brasil, qualquer que seja o conceito adotado, apresenta uma elevada persistência de analfabetismo, infelizmente, cujas causas remontam a insuficiência do atendimento à pré-escola e à educação básica infantojuvenil; ao crescimento populacional, a urbanização intensa; à entrada tardia no sistema escolar ou à saída precoce desse mesmo sistema. Nas regiões periféricas das grandes cidades o contingente elevado de migrantes é obstáculo o que seja atendida a necessidade de educação com a velocidade devida. (Ao ouvir isto, Paulo parece levado por uma necessidade transformadora que, parecia elevar ainda mais as luzes da razão).

Paulo – Aqui volto a observar como o ser social determina a consciência do individuo. A lei relativa à vida individual é realmente notória quando um país promulga sistemas de legislação. Essa persistência de analfabetismo é a ação irracional dos indivíduos uns sobre os outros, algo que se complica particularmente na espécie humana por causa da ação de cada geração sobre aquela que lhe segue. Mais preocupante é que à geração seguinte – como vemos aqui –, adota sobre as afinidades de uma consistência política educacional à inércia legal ou à incúria governamental.

Nicolau – Devido a isso, estende-se à contradição entre interesse de um individuo ou de uma família particular e os interesses. Para as pessoas de classe media alta, que representam suas vidas através das ideias não existe nenhum desequilíbrio, tá tudo certo; numa entidade autônoma que possui seu próprio sentido e caminha por sua própria conta, está tudo muito bom. Seus filhos estudam em escolas pagas, de modo que, a pré-escola, educação básica até o ensino superior, lhes esta garantido. Bem, para que se preocupar então, se podem usar o homem como seus instrumentos ocasionais. Essa negligencia que o governo promove como vos mesmo disse, agrava-se muito mais ainda com a condescendência que a questão do crescimento populacional vai sendo conduzido. Atualmente não existe em nenhuma cidade do país um projeto de planejamento familiar, que eu conheço, não. O que existe é omissão de um fenômeno social de uma suma importância, que se deseja crescer de fato esse com certeza não é o caminho; essa balburdia familiar arquiteta uma urbanização periférica puramente acidental dando à estética das grandes cidades sua expressão de um poder publico que em nada manifesta uma fundamentação em informações educacionais e culturais. E, não quero entrar aqui em exposições de benefícios que o governo alastra pelo país, isso só iria infectar o nosso ensaio um com viros de ideologias política; portanto, não é essa minha intenção, prossigamos; coloca-se a questão da entrada tardia, ou seja, precoce do educando no sistema de ensino. Mas, não se pergunta o porquê disso! Que tópico usar numa enfermidade quando se desconhece sua origem e nome? A legislação social distante das nossas condições e necessidades coloca a questão como apenas um dos inúmeros problemas da educação nacional, nunca como sugestão de pesquisa numa sondagem antropológica e psicológica, verdadeiramente cientifica, que nos habilite a determinar e diagnosticar o porquê que isso ocorre. O ser humano age segundo necessidade que o meio sócia pré-estabelece à sua condição. Quando a psicologia social é agredida por causas naturais ou pela predisposição do homem ocorre o fenômeno social que conhecemos como migração. Essa migração não é muito diferente das que empregaram os animais em suas viagens periódicas. Não obstante, salvo os animais passem de uma região à outra procurando apenas alimentação ou para procriar que segundo suas naturezas que lhes são pertinentes à suas necessidades naturais. Já o homem, ser humano em geral, mamífero bípede, dotado de inteligência e linguagem articulada, por sua natureza fisiológica e biológica, também se enquadram a essas necessidades inatas, muito embora, sendo um ser racional, e possuidor de deliberante de seus atos quando não consegue adaptar-se ao meio em que vive ou nasceu, censura-o, sob pretexto que sua ação não esta de acordo com principio de seu movimento para agir. Ai ocorre esse aglutinamento periférico das grandes cidades. Nesse âmbito nasce o nome Pedagogia do Oprimido. O sistema educacional nas regiões periféricas das grandes cidades são insuficientes; à maioria das vezes com a própria população local e, o problema da migração torna-se as desculpas apresentadas pelo sistema politicamente decadente. Paradoxalmente, o Brasil atual tem uma economia diversificada que demanda mão-de-obra qualificada e não contempla lugar para os analfabetos e os sub alfabetizados. Aqui encontramos o campo da economia política no país dos necessitados. Devido ao amplo campo geográfico do nosso território e o crescente numero de partidos políticos ocorre uma variação em cuidar da produção, distribuição e consumo das riquezas. Essa diversidade que estão assentadas em nossa condição natural poderia ser muito mais profícua se a ideia não fosse isolada de interesses concretos; quanto mais partidos políticos, mais ideologias não nós leva a lugar algum. A questão da mão-de-obra qualificada é algo que se tem feito, mas exige-se um esforço ainda maior para alcançar as necessidades do mercado de trabalho. Essa falta poderia ser compensada pelos indivíduos analfabetos e, sub analfabetos e pode ser alcançada não em sua totalidade, uma vez que o que o metabolismo social não é homogêneo. Com efeito, o que constitui a anatomia ou base da estrutura social é a consciência adquirida e varia de acordo com a geografia. Esse ponto é de suma importância e, sobre o aspecto do controle estatal da educação falaremos mais pormenorizadamente na parte que se ocupa o Conteúdo. Concorre ainda para a situação deprimente da educação o fato de a escola não ser valorizada como bem cultural em si mesma. A urbanização a torna necessária, mas observa-se que os estados mais ricos são aqueles que apresentam os maiores índices de analfabetismo (excluindo as zonas rurais), favorecendo a pobreza absoluta. Esse mal se tornou inerente já na colonização e se arrasta com um papel considerável entre nós. Não valorizando a educação como um bem cultural a sociedade perde sua identidade, análogo a uma cidade que derruba todos seus casarões antigos.

Paulo – Com considerável exagero se valoriza os edifícios públicos, e, a educação que é particularmente interessante e representa a alma da sociedade, fica a mercê da própria sorte. Não é só construindo um maior numero de escolas que teremos uma qualidade efetiva de ensino. O valor como bem cultural é alcançado à medida que se tem a consciência do mundo, ou melhor, a elaboração humana. Os estados mais ricos apresentam os maiores índices de analfabetismo, seja em setores rurais ou periféricos. Devido, volto a afirmar, à ação irracional dos indivíduos uns sobre os outros. O eixo principal dessa engrenagem desdentada é a própria ação humana, girando dentro de uma caixa trincada que é o poder publico lubrificado por um óleo fino de mais, que tem a marca educação e saúde.

Nicolau – Já tudo que expusemos até aqui, veio-me à lembrança das palavras que li em Raízes do Brasil: "Uma superação da doutrina democrática só será efetivamente possível, entre nós, quando tenha sido vencida a antítese liberalismo-caudilhismo". As palavras e o divino devaneio de Herbert Smith: [...] "uma revolução, dizia, é talvez o que precisa a América do Sul. Não de uma revolução horizontal, simples remoinho de contentas políticas, que servem para atropelar algumas centenas ou milhares de pessoas menos afortunadas. O mundo está farto de tais movimentos. O ideal seria uma boa e honesta revolução, uma revolução vertical e que trouxesse à tona elementos mais vigorosos, destruindo para sempre os velhos e incapazes". O saudoso Sergio Buarque de Holanda responde: "De que maneira se efetuaria essa revolução"? "Espero, responde Smith, que, quando vier, venha placidamente e tenha como remate à amalgamação, não o expurgo das camadas superiores; camadas que, com todas as faltas e os seus defeitos, das camadas superiores, camadas que, com todas as suas faltas e os seus defeitos, ainda contam com homens de bem. Lembrai-vos de que os brasileiros estão hoje expiando os erros dos seus pais, tanto quanto os próprios erros. A sociedade foi mal formada nesta terra desde as suas raízes. Se as classes cultas se acham isoladas do resto da nação, não é por culpa sua, é por desventura. Não ouso afirmar que, como classe, os operários, e tendeiros sejam superiores aos cavaleiros e aos grandes negociantes. A verdade é que são ignorantes sujos e grosseiros, nada mais evidente para qualquer estrangeiro que os visite. Mas o trabalho dá-lhes boa tempera, a pobreza defende-os de algum modo, contra os maus costumes. Fisicamente, não há duvida que são melhores do que a classe mais elevada, e mentalmente também o seriam se lhes fossem favoráveis às oportunidades" [...]. É inevitável pensar que os acontecimentos daqueles últimos decênios em vários países da América Latina, ainda se orientam francamente nesse sentido. Bem prossigamos; O fracasso escolar evidencia na cultura de repetência ou na evasão, pode resultar do preconceito estabelecido de que o carente é incapaz de aprender. É ainda, reforçado por teorias sobre desnutrição, condições cerebrais ou vocabulário restrito. Em primeiro lugar o fracasso escolar evidencia à má formação de professores, que desconhecem nenhum método de cultura popular; esses professores são a concatenação de um método que não conscientiza e politiza, formam os tais "professores da vida"; eu mesmo evidenciei esse quadro deprimente ainda quando fazia estagio; numa escola municipal vi um aluno dentro de sala de aula, diante de seus colegas ser difamado, desacreditado, denegrido, desacatado, desprezado, todo tipo de humilhação, afrontado por uma causa que era nítida ser muito mais um desajuste emocional do professor do que com o aluno. Isso é apenas um exemplo dos milhares que existem. De modo que, o professor incapaz de compreender os fatores de desenvolvimento, diz que o aluno é desnutrido, pobre, retardado e tem um vocabulário péssimo. Sabemos da importância de cada um desses fenômenos sociais, contudo, o que não pode é usá-los como pretexto, e o professor não entender o que é dissociação dos fatos individuais e coletivos do desenvolvimento. É muito triste observarmos que em muitas escolas públicas as crianças e os adolescentes vão mais a escola para comer do que para estudar. Com efeito, como que alguém pode ter vontade de aprender se seu fator biológico está desprovido de alimento? A escola discrimina o aluno desde os passos iniciais, ignorando o contexto social de onde ele é proveniente e a competência lingüística de que é portador. Essa questão é resumida no seguinte: á maior parte dos professores adota o ensino formalista, deixando o interacionismo como algo inalcançável e incapaz de colocá-lo em prática. A própria administração escolar ignora o método construtivista, rejeitando a ideia que o desenvolvimento deve ser encarado como processo maturacional que ocorre antes da aprendizagem, criando condição para que esse se dê. O maior erro dos professores é pensar que o desenvolvimento é algo homogêneo numa classe, essa à causa da aprendizagem não ser alcançada de uma forma mais significativa. Isso é o que Paulo Freire chamava de educação bancária. Com nosso ensaio, caro, colega, espera-se que não apenas se torne uma posição idealista a mais, ou reação sectária. Essa transição democrática que estamos vivendo poderia ser a anuência do nosso projeto, a aprovação de uma consciência da personalidade, o nexo genérico entre liberdade política e liberdade do pensamento. O livre pensamento de ensinar tem um nexo com liberdade prática.

Paulo – Aqui, estimado amigo, chega-se num ponto em que minhas ideias encontram uma encruzilhada; cruzamento este que já observará quando começastes a expor vossas ideias. As afirmações que fizestes fruto de um intelectualismo sempre ancorado - como sempre pude observar de vossa parte - em situações concretas, assim, consciente que vos preparastes algo que considere vossa intenção de continuar com estas observações para retificar ou ratificar, pontos que sempre julguei ser prática. As academias fundadas com dinheiro público ou privadas são instituídas não tanto para cultivar os dons naturais do homem quanto para restringi-los. Quanto o menor controle que o Estado exercer sobre a mente, melhor para o cidadão e para o Estado. Não é isso mesmo nobre colega que vos sempre disse?

Nicolau – É verdade. O que Espinosa dizia; e, á qual sou da mesma opinião que uma comunidade livre, as artes e as ciências serão mais bem cultivadas em sua plenitude se todo aquele que pedir permissão puder ensinar publicamente, por sua própria conta e risco. A questão de associar à nossa mentalidade com a política educacional que ai está é que essa entenda e ponha em prática a libertação, hoje vivemos com mais liberdade, falamos até em estado democrático de direito, é necessário, portanto, que o homem ascenda de fato o nível da conduta ética, a qual representa uma etapa superior inovadora no processo de superação das "dores do mundo". Então, teremos o que disse mais acima, as possibilidades de alicerçar as regras da mais pura excelência moral. E, quando falo de reorganização de ensino da nova administração é aquilo que expressa diretamente a nossa vontade à nossa sistematização, isto é, algo totalmente destituído do dogmatismo, objeto que constitui na intencionalidade da consciência como imposição; hoje vivemos um dogmatismo de ideologias, diferente daquele medieval, mais tão pernicioso como tal. A palavra Devenioverofulgens é acredito o prodígio que venha exaltar o caráter do nosso povo. Uma sociedade avançada que não tenha mais o fantasma teológico como tinha na filosofia. Que a predominância dos dialéticos reine absoluta. E que nossos filhos conheçam os dogmas cristãos apenas como um entusiasmo histórico antropológico, jamais como disposição doutrinarias. Assim, nossos filhos se nutriram com um alimento intelectual superior e se esforçaram para adaptá-lo à revelação bíblica. Portanto, caro colega, à capacidade de ordenação metódica e á habilidade do Devenioverofulgens, que ele alivie a um profundo sentimento de fé cristã.

Paulo – Enquanto falava nobre colega, meu pensamento acompanhava vossas palavras como o ponteiro do relógio que marca os segundos e, que parece alimentar certa desconfiança em relação aos ponteiros maiores que sobre todos os aspectos andam bem lentamente. De modo que, este célere movimento faz-me encontrar mais tendências para contestar suas conclusões do que para conceder-lhe meu assentimento. Vencer um inimigo completamente invisível e desconhecido, os métodos usados para aplacá-los são igualmente incompreensíveis a superstição e o entusiasmo dão o maior desprezo pelas regras estabelecidas da razão, da moral e da prudência.

Nicolau – Tenho plena consciência que o caminho que se abre encontrará pela frente uma grande muralha completamente indiferente para abrir qualquer passagem que leve a felicidade. Mas, tenho convicção que ela se abrirá, seguindo a passagem da evolução ou seguindo as principais máximas que vigoram no mundo. Ficaria muito feliz se pudesse compartilhar a luz lançada sobre o problema vital da política moderna. Bem, continuemos; a competência lingüística não deve ser menosprezada nem ser empecilho a que a criança seja impedida de usufruir as convenções de um padrão mais alto da língua. Cabe a escola estimulá-la. Empecilho maior é o professor desconhecer que o objeto formal da lingüística é a língua em si mesma, a língua como fato social da linguagem. Ao invés dos professores conhecerem os valores de uma língua viva e trabalhada de fatores heterogêneos, assim, se confia os seus próprios desígnios e opiniões na língua A ou B e passa longe de pensar no fenômeno língua, sua estrutura, seu conteúdo, sua essência, seus processos, suas relações com o pensamento com o sentimento, com a vontade, com a sociedade, com a cultura, sua evolução, estabilidade e desagregação, causas da estabilidade e fatores de diferenciação, interação lingüística, etc. Como a escola estimulá-los se lhes falta o novo significado das formas substanciais? A apropriação do saber está hoje não no método, mas na elaboração de um método, que respeite a sensibilidade da criança e na obediência a principio valido, afinados com a nossa perspectiva sociocultural. Elaborar um método eficaz para o educando é antes de tudo ter a concepção clara do desenvolvimento e aprendizagem. Quando falei em educação educando a própria educação é a possibilidade do educador em compreender funções de desenvolvimento que estão a caminho de se completar. No nosso campo sistematizado o educador além da sua formação prática terá o essencial, isto é, uma sustentação teórica no sentido do processo de desenvolvimento, possibilitando a capacidade de conhecer e utilizar tanto para mostrar a forma como a criança organiza a informação, como para verificar o modo como seu pensamento opera. Não há de negar que tal conceito é de extrema importância para um ensino efetivo. O professor se preocupa apenas com o lado pratico de ensinar deixando inconscientemente a apropriação ativa do conhecimento disponível na sociedade em que a criança nasceu. Além de educador o educador será um ser observador. O bom leitor é capaz de tornar-se um cidadão leitor quando o aluno tiver contato direto com a escrita e sua visualização for estimulada para a função de escrever. Um universo de ligações implícitas. Mas o estimulo que papel ocupa nessa epistemologia lógica? Aqui encontramos a autorregulação, ou seja, o funcionamento em círculos e sua tendência intrínseca ao equilíbrio. Esse funcionamento constitutivo de estruturas equivaleria, por exemplo, a dizer que é o estimulo positivo é finalmente regulações e equilíbrios observáveis em todos os níveis de comportamento cognitivos. Quanto às coordenações sujeito x sujeito fica livre os instrumentos a serem usados. A tomar este processo o educador jamais deve subestimar a capacidade de uma criança. Assim, já com as estruturas operacionais formais, o educando tem plena capacidade de ler As Fábulas de La Fontaine como a Odisséia. À Alfabetização e a educação básica só se mostra eficazes quando oriunda de um querer coletivo e quando houver outro enfoque pedagógico; mais importante é saber como se aprende do que como se ensina. As crianças raciocinam e se expressam pela fala e ai está o como da aprendizagem. Esse querer objetivo nada mais é do que os procedimentos ideológicos e, para que se tenha outro enfoque pedagógico é necessário que o senso comum da sociedade conheça que a função principal da ideologia é ocultar e dissimular as divisões sociais e políticas dar-lhes à aparência de indivisão e de diferenças naturais entre os seres humanos. Dominamos e não sermos dominado pela produção ideológica da ilusão social que tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, corretas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos as ideias. Como se aprende, eu diria que mais importante ainda é conhecermos a natureza humana. Veríamos como os seres humanos variam em conseqüências das condições sociais, economicamente, políticas, histórica em que vivem. É importante primeiro antes de se pensar como se aprende conhecer comportamentos, ideias, valores, formas de viver e de agir. Entender o porquê dos seres humanos culturais ou históricos. A fala ou linguagem é sem duvida a base mais profunda da sociedade humana. A palavra divina é criada. Quando o educador compreende que a linguagem não é um simples acompanhamento do pensamento, mas sim um fio profundamente tecido na trama do pensamento, a aprendizagem deixa de ser bancaria, o educador finalmente é o sujeito do processo e os educadores já não são meros objetos. O conceito de modernidade repousa na gratuidade do ensino fundamental e sua universalidade, na permanência do aluno na escola até a última serie do ensino fundamental e no trato prioritário à questão do magistério. Mas, a modernidade seria então só isso? Apenas à gratuidade do ensino fundamental e a permanência do aluno até a última serie, atente demandas de cidadania política, como o sufrágio universal? Ou seria apenas isso que a educação pode oferecer de concreto para o aluno? É inadmissível que o governo se responsabilize em tratar a educação como um meio. E agindo dessa forma acredita estar introduzindo algo de novo. Como podemos abandonar o adolescente na hora que deveríamos oferecer um caminho seguro par à vontade, que, sendo livre, mas fraca, sente-se dividida entre o bem e o mal, e, esse caminho, com certeza não é nenhum tipo de "pé de meia". Nessa questão repousa a base de todo o nosso sistema. O educando que termina o ensino fundamental e como a natureza nos impele a agir por interesse, terá absoluta condição de prosseguir seus estudos num mesmo conjunto até as iniciações acadêmicas. Podemos citar uma exposição do dever para nos tornarmos seres morais. A distinção entre razão pura teórica ou especulativa e razão pura pratica. A razão pura teórica e pratica são universais, isto é, as mesmas para todos os homens em todos os tempos e lugares, podem variar no tempo e no espaço os conteúdos do conhecimento e das ações, mas a formas da atividade racional de conhecimento e da ação são universais. Em outras palavras, o sujeito em ambas é sujeito transcendental. A diferença entre razão teórica e prática encontra-se em seus objetos. A razão teórica ou especulativa tem como matéria ou conteúdo a realidade exterior a nós, um sistema de objetos que opera segundo leis necessárias de causa e efeito, independente de nossa intervenção; a razão prática não contempla uma causalidade externa necessária, mas cria sua própria realidade, na qual se exerce. Essa diferença decorre da distinção entre necessidade, finalidade e liberdade. Esse conceito de modernidade que falam nada mais é de que razão prática e nada tem com a educação libertadora, problematizadora. De onde se segue que essa educação nunca encontrará a relação dialógica, é aquilo que Paulo Freire entendia por ser indispensável à cognoscibilidade do sujeito cognoscente, em torno do mesmo objeto cognoscível. A questão do exercício do cargo de professor deve-se levar em conta a produção e reprodução das relações sociais. Qual interesse que desperta no individuo a vontade de ser professo? Eu diria a necessidade de fazer o mundo cultural surgir. Mas até que ponto esse conceito é ou se torna consciente no sujeito? Não diria que exista bom e mal educador, Com efeito, existe educador e professor. O educador é aquele que conhece a lei humana como imperativo social que organiza toda a vida dos indivíduos de geração a geração, como fundam as instituições sócias (religião, família, formas do trabalho, guerras e paz, distribuição das tarefas formas do poder, etc.), ou seja, a razão prática. O professor é aquele que desconhece os valores antropológicos, isto é, não possuem uma ideia clara em que momento e de que maneira os humanos se afirmam como diferentes de natureza fazendo o mundo cultural surgir; essa é a razão teórica especulativa, a diferença é clara. Mas sobre isso falaremos mais detidamente no Conteúdo, mas, é inegável que nossos educadores, os educadores Devenioverofulgens, tendo conhecimento sobre os campos de estudo das ciências humanas como prática de ensino, a psicologia descritiva, sociologia, lingüística, psicanálise de modo que, nossos educadores serão conhecedores penetrantes em psicologia social.

Paulo – O senso comum, caro amigo, não faz nenhum tipo de distinção entre professor e o educador, enquanto que a ciência da veracidade de nossas certezas, de nossa adesão imediata às coisas da ausência de critica e da falta de curiosidade; o senso comum parece cultivar cada vez mais as características que lhe são próprias. Como, então caro colega, fazer que o senso comum que tem opinião baseada em hábitos, preconceitos, tradições cristalizadas se torne em fatos baseado em pesquisa, investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias sejam inteiramente coerentes e digam a verdade sobre a realidade?

Nicolau – À medida que entendemos que a definição do social é algo essencialmente diferente do psíquico e como não sendo a mera soma de ações individuais, permiti nos conhecer a sociologia como ciência propriamente dita. De modo que, pode-se sair da obscuridade que é o senso comum quando a educação começar a conscientizar e formar as novas estratificações sociais que os fatos humanos assumem a forma da estrutura, isto é, de sistemas que criam seus próprios elementos, dando a estes sentidos pela posição e pela função que ocupam no todo. Ai, a importância fundamental da aplicação do nosso método. Tempo; na medida em que se desenvolve o sistema trará sua regularidade absoluta de forma natural. Até atingirmos uma arquitetura entre o plano psicológico e o social da existência humana. Essa transformação ocorre análoga a causas e efeitos da evolução fonética. Todas as crianças devem ser colocadas na escola e a esta cabe estimular o questionamento, gerar dúvidas e preparar os indivíduos para o exercício de cidadania estimular, assim, o senso critico. Essa questão do dever para não cair na falsa consciência do mundo deve-se levar em conta a concatenação da relação sujeito humano – cultural e historia. Afirmação como esse ponto de vista das relações pessoais é muito frágil. E, sou da mesma opinião que Paulo Freire pensava; gera formas inautênticas de pensar, que reforçam a matriz em que se constituem. Se a vontade objetiva – impessoal, coletiva, social, publica perceber que o verdadeiro compromisso de transformação é conhecer dever como acordo pleno entre nossa vontade subjetiva individual e a totalidade ética ou moralidade, então, estará existindo humanamente. O educador entendendo que conhecimento é vivo e dinâmico, e não como um conjunto de doutrinas a serem meramente transmitidas; estará condicionando o estimulo, questionando o poder gerador que prepara o indivíduo para uma cidadania onde a liberdade é o principio para escolher entre alternativas possíveis, realizando-se como decisão e ato voluntário. Deve-se à atual constituição a inovação do atendimento em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos, sob o nome genérico de educação infantil. Os legisladores se deram conta da importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento do individuo e das conseqüências desfavoráveis em que vive grande parte da população brasileira. Entendo que a inovação do atendimento à pré-escola seja a efetivação do estabelecido elo continuo que tem como objetivo máximo levar os propósitos do conceito de educação à sua unificação. Isto é, uma Pré-Escola Convencionalis. Com o vislumbre de uma direção de um sentido, de uma intenção para a vida humana e a sociedade, com uma ponta de transcendentalidade, que vai além do concreto, do objeto, a palavra creche que em seu sentido próprio quer dizer "asilo para crianças", manjedoura, asilo de exposto, não é isso que queremos; será de fato, substituída pelas siglas P.E.C., ou seja, pré-escola convencionalis; que será, com efeito, o processo que visa levar a criança, concomitantemente a explicitar as suas virtualidades e a encontrar-se com a realidade para nela atuar de maneira consciente, eficiente e responsável, a fim de serem atendidas necessidades e aspirações pessoais e sociais. Os legisladores se deram conta, entretanto, até o presente momento e nada fizeram para organizar um conceito programático eficiente da situação ou ação política. Construir mais creches sem ter a consciência como um ato intencional e sua essência que é a intencionalidade, ou ato de visar às coisas, dando-lhes significado – de forma alguma, alcançaremos o desenvolvimento dos indivíduos nas significações produzidas pela consciência, enquanto um poder universal de doação de sentido ao mundo. Ou seja, não sairemos dessas conseqüências desfavoráveis que vivem a grande parte de nossa população. De modo que, se não construirmos as P.E.C., a população continuara a deixar seus filhos em asilos e manjedouras. Também não foi esquecido o atendimento aos deficientes, propondo-se sua inserção na rede reguladora de ensino, preferencialmente, e, repito será uma obrigatoriedade para todo educador em sua grade curricular. Essa inserção para ser de fato efetivada, num plano real, deve necessariamente sair da legislação aparente, isto é, um conjunto de ideias e explicação que secretários, coordenadores oferece sobre si mesmo. De modo que o atendimento só será preferencial quando houver acesso adequado do deficiente em todas as dependências das escolas. A saber, construções apropriadas como rampas, escadas especiais como todo tipo de aceso que não venha inibir o educando evoluímos bem, já nesse quesito, contudo, vamos melhorar ainda mais. A educação infantil e o ensino fundamental conjugam-se como prioridade dos municípios, beneficiando-se esse conjunto com o percentual obrigatório uma % da receita de cada um deles. Todo valor gasto com educação não pode ser tomado como essência genérica, ou seja, algo gasto em treinamento de professores equipamentos de informática e todo o tipo de melhoramento que esteja essencialmente vinculado à sala de aula. Essas relações são medidas pelas relações que a educação mantém com o educando, posto assim basicamente com o lugar da pratica educacional, isto é, transporte e gastos de manutenção, alimentação, salário dos professores etc; que sentido pode ter uma essência genérica da educação que não esteja diretamente relacionada ao produto de seu próprio existir. Com efeito, os benefícios são algo propriamente dito e não um conjunto percentual em si. De modo que, qual seja o percentual obrigatório o conteúdo em si que deve ser colocado na balança. A ligação entre pré-escola e o fundamental abre caminho para uma forma de correção da discrepância entre os níveis de ensino e o desequilíbrio da pirâmide educacional. O atual sistema de educação reconhece que há discrepância. Logo, há, portanto, desequilíbrio extrínseco e intrinsecamente entre níveis. Esse desajuste reflete diretamente na sociedade, ou seja, extrinsecamente os indivíduos são agentes relativos de fenômenos não associativos. Ora, porque a ligação só entre pré-escola e o fundamental? Não poderia ser pré-escola ao fundamental e fundamental ao médio e do médio ao universitário? Repito que o sistema de ensino unificado trará inúmeras vantagens. A educação deve necessariamente ser governada pela isonomia; por essas raízes cada individuo terá a possibilidade de entrar à universidade por amor em si, ou seja, a ponte que liga o eu individual ao comum, a vontade particular vontade geral. Essa livre associação de seres humanos inteligentes deve ser colocada ao alcança de todos.

Paulo – Imagine caro amigo, uma sociedade formada apenas por intelectuais e indivíduos devidamente instruídos, formados pelo curso superior. Então, vamos considerar qual seria o meio de nossas vidas; uma sociedade justa poderia então organizar racionalmente o social, evitando revoluções, revoltas e desigualdades. Mas, em nossa sociedade avançada quem seria então aqueles que desempenhariam as funções administrativas?

Nicolau – Penso que essa decodificação seja inevitável. Se cada cultura inventar seu modo de relacionar-se com o tempo, de criar sua linguagem de elaborar seus mitos e suas crenças de organizar o trabalho e as relações sociais, de criar as obras de pensamento e de arte, acredito que nessa decorrência de condições e a cultura encontrando dentro de si seus modos de transformação o ensino voltado para o novo milênio, organizara o poder e a autoridade para produzir valores. E, sobre a questão do que é independente de estímulos sensíveis e que são determinados por motivos da razão, fica, portanto, a livre vontade de escolha do individuo, ou como a razão prática chama (arbitrium liberum); implica, assim, uma possibilidade de escolha, que, todavia um sistema de educação bem estruturado como vós apresento, canalizará atitudes e orientação para garantir uma sociedade civilizada, que acima de tudo esteja aparelhada para enfrentar situações novas ou mudanças. Cada indivíduo dessa forma terá a liberdade de escolher sua formação, ou função na sociedade, salvo apenas de tender para fenômenos complexos. Entretanto, não devemos esquecer-nos que os pensamentos são singulares, e a essência do homem é constituída por certos modos do ente eterno; a saber, por modo de pensar muito embora a ideia de uma coisa existente em ato difere cada uma da natureza pensante, isto é, o ser atual da alma humana é ideia de uma coisa singular em ato.

Paulo – Daí se segue que os homens são diferentes uns dos outros na inteligência infinita. A questão dos fenômenos complexos nos dá bem uma ideia do contexto atual; desigualdade econômica e falta de oportunidade educacional fatores essenciais para degenerar uma sociedade.

Nicolau – Exatamente caro, amigo! O tema "dobradiço" de Paulo Freire teria sido muito mais fundamental se a sua dialogicidade introduzisse a ideia que a matéria que é feita a "dobradiça" distinguisse uns dos outros em razão do movimento e do repouso, da rapidez e da lentidão, e não em razão da substancia. Bem, continuemos; a educação infantil tornou-se a base do sistema aliviando a sobrecarga existente no ensino fundamental, obrigava a assumir o que deveria ser da competência da pré-escola, isto é, a receber o aluno sem domínio da técnica da leitura e da escrita. Quando tivermos a nossa pré-escola convencionalis, o aluno chegara na 1° serie com um desenvolvimento alargado da leitura, linguagem, escrita, aritmética e geometria. Nas convencionalis haverá pedagogos, psicólogos e sociólogos devidamente capacitados para acompanhar a adaptação da criança ao ambiente escolar de modo que dará ao educador à faculdade de conhecer, compreender qualidades de atenção e compreensão de cada um de seus alunos e de promover o desenvolvimento dessas qualidades, resultados de grande valor para orientação, canalização a imprimir não só ao ensino, mais, sobretudo, a habilidades inerentes. A formação básica comum é constitucionalmente definida pelos conteúdos mínimos, cabendo aos subsistemas sua completude para imprimir aos currículos uma característica regional. Ocorre que, o subsistema sofre de uma impassibilidade imediata de uma forma determinada de ação ou sua inadequacidade a realidade. Isto é, quando a formação básica injeta os conteúdos mínimos o atalho acaba em características regionais negativas. Volto a afirmar que a educação não pode ser descontinua, mas seguir uma linha continua onde o desenvolvimento seja qualitativo e não quantitativo. A proposição de currículo mínimo básico pressupõe o reconhecimento da necessidade de conteúdo corretos, desenvolvidos e ajustados a realidade, admitindo-se, no entanto, o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. Quando tivermos um sistema adequado às necessidades básicas, ai então se chegara a conteúdos corretos. Não se começa pelo meio, mas, pelo principio. A realidade do ensino para ter qualidade deve se, justapor à objetividade e não à subjetividade. Em um sistema avançado admiti-se pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas desde que se siga o principio racional, isto é, aqueles que encontrem uma razão alargada e fulja do senso comum: eu acho, eu acho.... Eu acho... Quando se deveria dizer: Eu penso! Por sua vez, o ensino médio é o elo natural entre o ensino fundamental e o nível superior. Na graduação prevista na constituição, deduz-se que os objetivos do ensino médio sejam verticalizados, e, uma forma de consolidação e expansão dos conhecimentos trazidos do nível presente. Admite-se essa concatenação, entretanto, a constituição reconhece-a apenas como ideias formalizantes e a organizam e não tal como ela deveria ser em si mesma. Isto é, o ensino deve ser em si e por si mesmo. Significa dizer, por exemplo, que a educação deva seguir como linhas geométricas intercalando-se num pensamento necessário. Para que isso seja devidamente efetivado a atual constituição deve ser reformulada a uma sistematização inexorável. Dessa forma sim teríamos a consolidação e expansão dos conhecimentos de um nível presente. A obrigatoriedade legal está apenas no ensino fundamental, mas o ensino médio apresenta-se com a característica adicional para o trabalho e abrir o caminho para o nível ulterior, se o aluno quiser e tiver capacidade para tanto. Mesmo assim ela não é substancial em qualidade. E, a característica adicional do ensino médio é deformada uma vez que a educando desse estágio surgi numa sociedade moldada por elites opressoras. Havendo então, esta descontinuidade do ensino e uma falta de centros de aprendizagem para o trabalho o caminho para níveis ulteriores é alcançado por muito menos do que deveria ser. A questão do querer e capacidade é algo para ser avaliado e, acompanhado já no ensino fundamental por educadores, pedagogos e psicólogos devidamente qualificados e, não por fenômenos sociais subseqüentes. O preceito constitucional subentende uma educação continuada, comum vertentes, para uma educação de ordem geral, e outra para a profissionalização em nível médio. Essa determinação é aquela que conhecemos com forma curricular de ensino médio. Como seus idealizadores mesmo dizem: etapa final da educação básica. Ora, entendo por educação continuada aquela que alcança o fim e não o meio. A universidade também deveria ser dever do estado, numa perspectiva de aceso para todos aqueles que o desejam, uma progressiva universalização do ensino universitário gratuito. A profissionalização não só em nível médio, mas, necessariamente no ensino superior. Ai, sim se teria uma etapa quase que final, "quase", porque temos que penar nas especializações, de caráter geral que situa o educando como sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo especializado de trabalho. E, ainda dentro da nossa estruturação os cursos e programas de educação superior como a manda a Lei. O homem não pode ficar fechado em si mesmo, mas sempre presente num universo humano. Essa é a transcendência da educação. Na concepção de educação continuada e respeitando o principio de experiências inovadoras, o ensino médio pode abrigar estudos pós-médio, destinados a portadores de certificados de educação geral, em busca de uma profissionalização; porem desejosos de adquirir outras técnicas. Eu também penso que a preocupação com a educação para o trabalho deve ser permanente para os educadores e, dentro de nosso sistema oferecemos programas teórico-práticos sobre os mais diversos aspectos do mundo do trabalho, ou convenio com empresas, organizações e centros de formação profissional e empresarial, para patrocinar á seus alunos uma experiência satisfatória de preparação para o trabalho, como complemento de uma educação geral humanística cientifica e tecnológica. A especialização do ensino pós-médio é uma necessidade real de um mundo globalizado. Na educação moderna o estudante não pode ser apenas objeto de um discurso administrativo. No âmbito da relevância para os métodos do pensamento técnico deve-se considerar com assaz importância aplicações do conhecimento cientifico em contexto de valores e relações humanas. Esses estudos representam a possibilidade de ingresso no mercado de trabalho, ansioso por mão-de-obra qualificada, sem a obrigatoriedade atual de alcançá-la somente em nível superior. Essa etapa deve ser interpretada como um meio e não como um fim.

Paulo – Nesse meio caro colega existe a formação de construtores ativos e conscientes da sociedade, seja ela comunista, democrática ou totalitária.

Nicolau – Acredito que o sentimento é quem impele em determinada direção. Se eu sentir que desejo apenas ter uma mão-de-obra qualificada que seja o bastante para lhe sacrificar todo o resto, meu desejo de ação, meu desejo de limite fico com ela. Se pelo contrario, eu sentir que meu amor pelo saber me eleva a cada dia um degrau, então continuo. O que importa, portanto, é que o valor de um sentimento possa ser alcançado por todos. À medida que o sentimento é construído por nossos atos nós tornamos livres. A nova escola depende não só de textos legais, mas também de novos professores, imbuídos de outra mentalidade e cuja remuneração corresponda à responsabilidade assumida. Entendo por texto legais processos reais históricos enquanto condições da pratica humana em situações determinadas. O novo será na verdade o educador que nascera com o comprimento que a educação é essencialmente um ato de conhecimento e de conscientização com uma mentalidade devidamente transformadora, ai, a sua remuneração terá os valores necessários com sua responsabilidade assumida. Escolas públicas, com turmas prolongadas e não obrigatoriamente de projetos arquitetônicos e assistências, insuficientes em numero para receber toda a população escolarizável. A perspectiva da educação Denenioverofulgens nos trará um programa geral, a elaboração do programa das horas e dias de aulas levando em conta as exigências necessárias para que o, educando encontre um plano, espaço humanístico onde a possibilidade de atuação desperte a busca da verdade. Ai sim estará diante dos alicerces da modernidade. Necessitamos de projetos arquitetônicos eficientes e compatíveis com os nossos anseios. A importância da instalação e o aproveitamento dos canteiros existentes nos tornaram fácil e boa execução da obra. Importante ademais, nessa nova escola é o desenvolvimento o ensino destinado às zonas rurais daquele dirigido às populações urbanas. O nosso método levará a espaciologia a todos os extremos funcionais; e sem atribuir-se a transformação de tempo; o tempo social, o tempo psíquico, o sociocultural e o tempo histórico, toda importância que lhe é devida. Essa questão trás a luz como a importância de projetos arquitetônicos é deveras necessária uma vez que nossa delimitação geográfica é bem ampla. Como atar o ensino dirigido às zonas rurais do ensino dirigido às populações urbanas se não criarmos infra-estrutura necessárias que cheque até as zonas menos desfavorecidas. Dentre estes projetos levaremos métodos psicológicos de identificação de tipos de personalidade condicionados por culturas regionais temporais, como povos originários, quilombolas etc; além de educadores os profissionais estarão hábitos a pesquisa de caráter nacional, ou seja, uma concepção estruturada da importância para denominar a dinâmica psicológica pela qual a criança ou adventício aprende os modos de comportamento da cultura de que se torne plenamente membro e, ao mesmo tempo, conservador e até transmissor, de estilos de vida que incluem, além dos de educação da criança ou de assimilação adventício, a natureza da arquitetura domestica e pública, as crenças religiosas, os mitos e o sistema político.

Paulo – A sombra dessas e de outras alianças da sociologia com a psicologia, vêm lembra-me de Gilberto Freyre. Há de se admitir uma lista de generalizações de suficiente interesse para mostrar o avanço permitido pelo novo método; mas, seria essa mais uma daquelas belas aranhas de todas as épocas, que tecem teias maravilhosas, contudo, permanecem inteiramente alheias à realidade. Os responsáveis pelo bem-estar da população, pelas suas peculiaridades individuais prodigalizam ideias inacabadas, quando muito dirigidas à vida dos cidadãos como um meio e não como um fim. A sombra das ideias parece cobrir a maior parte das pessoas.

Nicolau – O pessimista poderá até deixar-se convencer por este argumento, mas os homens habituados a pensar poderão extrair um argumento mais convincente, ou pelo menos mais geral da própria natureza do problema. Jamais escreveria um ensaio, se este não pudesse na realidade ser praticável. Todavia, para que possa ser colocado em prática necessitamos de mentes que reconheça que o ser humano, sendo essencialmente racional, deve fazer com que a razão ou inteligência (o intelecto) conheça os fins morais, os meios morais e a diferença entre o bem e mal de modo a conduzir a vontade no momento da liberação e da decisão. A vida ética depende do desenvolvimento da inteligência ou razão, sem a qual a vontade não poderá atuar. O ensino agrícola brasileiro sempre se ressentiu de desprestigio, de pouca densidade populacional, do problema da centralização, dos poderes imutáveis, de métodos iguais para todos e da qualidade precária dos professores. Concorrem ainda para a deficiência do ensino agrícola os insumos didáticos inadequados, mal formulados para os fins a que se propõem ou subtilizados pelos professores. Se observarmos essa questão verificaremos que o problema é muito mais político que técnico. A política agrícola do país sempre contou com governos indiferentes para a questão, que se bem administrada ventilaria uniformidade no desenvolvimento de alimentos e divisas na floração mundial. A escola agrícola do país sempre evidenciou as múltiplas virtualidades das nossas terras com relação às culturas economicamente importantes, apoiando-se nos últimos dados de ciências modernas. A Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" é um exemplo vivo de como o estudo das culturas é de suma importância econômica, apoiando-se no conhecimento de várias ciências, abrange as mais variadas especializações e depara, constantemente, com inúmeros progressos do conhecimento humano. De modo que, se tivéssemos mais três escolas iguais a essa o Brasil se tornara soberano na agricultura no mundo. Assim, uma política devidamente definida e explorando racionalmente à nossa ampla área geográfica (tanto marítima como terrestre) e, professores altamente treinados para o ensino, nossas escolas agrícolas se voltariam principalmente para uma agricultura-alta. Devidamente estabelecida uma política de melhoramento a densidade populacional do setor tende a centralizar-se até alcançarmos as universidades aplicadas dentro da nossa filosofia educacional inovadora e justa. O problema da inexistência das escolas funcionais nas zonas rurais tem sido contornado por escolas instaladas em casas de professores, fato esse que se tem mostrado positivo, embora contrariando a teoria pedagógica corrente. Estamos em pleno o século XXI, e aquela liberdade dos portugueses que aqui chegaram parece sobreviver na política educacional, ou seja, a educação numa ampla tomada afeiçoa-se mais a feitorização do que a colonização. Sabemos que a educação para ser democrática não pode ser apenas centralizada. Para isso também contribui o fenômeno social que conhecemos como migração, isto é, o sujeito não encontrando os meios relativamente necessários para a família tendo uma ordenação de passar de uma região à outra. Esse meio esporádico de professores usarem suas próprias casas ou centros comunitários para ensinar é á evidencia clara de como a política educacional acha-se disposta segundo o capricho de uma política que continua sem nenhum rigor para a questão, nenhum método, previdência sempre esse significativo abandono que exprime a palavra "desleixo". Tal tipo de escola merecia apoio oficial, mas, considerações política particular inibem que esse recurso concorra para expansão da rede escolar. No Tratado Teológico Político, Capitulo XIII, Espinosa nos diz: [...] "O defeito da democracia é a sua tendência de colocar a mediocridade no poder; e não há como evitar isso, a não ser limitando os cargos a homens de capacidade diplomada" [...]. Ainda mais como uma democracia meia-boca como a nossa, essas considerações políticas partidárias é a precisão de demagogos pouco vividos, que arruínam o que seria a luz para o país crescer forte e soberano. Além da expansão da rede escolar necessitamos da adequação à realidade, e, transformar intenções em ações, execução que atenda o grande continente de jovens. No nordeste se concentra a maior taxa de analfabetos, acumula-se outros pecados pedagógicos como a seriação imposta a todas as crianças, as defasagens idade/série, evasão, e outros fenômenos. Onde se concentra também a maior taxa de corrupção do país esfera que a política alcança às mais alta taxas de desvio de verbas públicas e, parlamentar. O analfabetismo é o efeito dessa causa desastrosa. E, é sem dúvida um dos principais problemas da nossa época. A questão de moralizarmos a sociedade deve ser o anseio de cada cidadão, de cada político, de cada governante, só assim a reforma intelectual e social se desenvolvera no sentido da formulação significativa para uma humanidade digna. Sabemos, entretanto, que lutamos contra uma ideologia capitalista cultural, uma ilusão social que tem como finalidade fazer com que todas às classes aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais corretas, justas, o destino. Quanto à seriação, defasagem de idade repetência e evasão só serão excluídos do nosso ensino quando tivermos à tão esperada revolução cultural, isto é, um método de ensino que desenvolva a sociedade como ser- para- si. Estamos convencidos de que, tal método jamais se desenvolvera no atual sistema, uma vez que este, opera por inversão, ou seja, coloca os efeitos no lugar das causas e transforma esses últimos em efeitos. Apesar da possibilidade legal de adaptação do calendário escolar, nas regiões rurais, o problema consiste também na dificuldade de fazer o aluno retornar a escola. Essa evasão nada mais é do que à constante do espírito humano em buscar o que o conhecimento julga necessário e cuja mera contemplação nos dá prazer. Esse fenômeno ocorre justamente e com mais freqüência na época de plantio e safra. O aluno, abordando agora de maneira direta o adolescente, e famílias com acentuada deficiências fisiológicas sofre essa dependência dos fenômenos correspondentes. A experiência ensina suficientemente e superabundantemente que se troca um bem menor por um bem maior. Como acabar com esse problema? É dando dinheiro para as famílias manterem seus filhos na escola? É muito preferível para um governo dar um bem aparente do que o bem em si. O movimento no campo por sua vez tem pretensões justas a respeito da questão educacional, além de sua luta ambientalista. Indígenas e seringalistas querem escolas diferentes quanto a currículos e quanto à formação dos educadores. Esses grupos desejam passar da tradição oral para a escrita. O Ibama têm mostrado interesse em projetos econômicos, ambientais e sociais com a participação da Embrapa, INPA e Imazon, falta, portanto, uma adequação social antropológica abrangente que busque o bem comum. E, não é com milícias divididas nem com sedições que se alcançam os problemas práticos do homem, a realidade deve-se articular como um todo sistemático e não se esgotar em si mesma. Ai, então a vida na floresta terá um sentido para o índio para o seringueiro que encontrara na escola sua unidade bem definida no quadro do reino animal. É também de assaz importância que os educadores dessas escolas sejam indivíduos criados com as mesmas características biológicas da espécie e a estrutura demográfica resultante, ou seja, aquele que a cultura define em cada caso como o mais adequado. Os currículos e à formação dos educadores terão a formação concreta em cada caso será o resultado da necessidade entre numerosos fatores acumulados ao longo da história de cada grupo. De modo que, nos permitira retirar conseqüências praticas e aplicáveis ao que difunde e homogeneíza as formas de vida nessas áreas. Em alguns estados os "sem terra" rejeitam a escola filantrópica; desejam-na articulada com a produção. Observa-se claramente o determinismo mecanicista nesse MST; estabelecido entre tendência e aversão a leis federais. Em suma esse determinismo tem como finalidade dentro da atividade psicológica do homem o desejo universal de autopreservação,isto é, da procura do que é necessário e cômodo à vida. Assim, guiados pelo desejo da terra e havendo disputas, a escola é apenas um arbítrio imparcial e desinteressado, conquanto manifeste sua preferência por terras e não por escolas. Influenciam igualmente na educação rural a marginalização imposta aos chamados "bóias frias", que defrontam com uma mudança nas relações de trabalho no campo. A educação rural merece à nossa total atenção posto que, inserida dentro do conceito de estrutura do sistema essencialmente, ocupa situação de relevo. Identificada como as manifestações populares de cultura, sempre correspondendo a cada região com relação às culturas economicamente importante; oferecemos um panorama inovador diamentralmente oposto do que temos. A ação, ou seja, primeiro ingrediente estrutural serão as células de aprendizagem nas regiões onde há um maior numero de trabalhadores rurais, sejam bóias-frias, seringueiros, madeireiros etc. Os educadores dessa série de células terão a plena consciência de que razão e realidade, ou seja, a carência interna de um pensamento ou de uma teoria e o potencial crítico transformador dos conhecimentos provam que a teoria do racismo é falsa, não é cientifica e irracional. Quando uma sociedade não apresenta nenhum plano de tirar o homem da marginalidade sua posição psicológica demonstra que ás capacidade mentais de todos os grupos e classes sociais são racista. Uma "razão" racista não é razão, mas ignorância, preconceito, violência e irrazão. Portanto, a nossa mudança no campo terá a característica estrutural do sistema, isto é, uma pluralidade de células de ensino colocara o educando as margens da norma ética e dará ao sujeito de conhecimento, se este decidir e deliberar pela necessidade de encontrar fundamentos seguros para o saber. Dessa forma então, o planejamento da educação rural terá outra qualidade de vida. A antropologia social e a antropologia cultural serão ligadas á seus currículos. Em nível superior, é incontestável existir uma crise universitária, também ela parte de uma crise maior, de natureza econômica financeira e social, com a porcentagem atualizada de brasileiros culturalmente marginalizados. A produção ideológica da ilusão social tem na educação seu maior aval. A maioria, porem, acredita que o fato de o ensino privado estabelecer um patamar de matriculas com ensino público e acrescente implantação de novas instituições de ensino particular, julgam-nas naturais, normais, corretas, justas e, boas para o desenvolvimento do país. Estabelecidas essas condições sociais, os mantenedores apresentam pesquisas onde respondem com orgulho seus dados. O próximo FNESP nos mostrara dados mais atualizados de como anda o ensino superior. Vamos ver se o imaginário social ainda – com certeza – continua produzindo. Essa crise econômica financeira infinita dos brasileiros mostra que a existência da educação é produtora e não transformadora de valores. O perfil e, cenário do ensino atual explica o mundo a partir do ponto de vista da classe a que pertencem e que é a classe dominante de sua sociedade. Até quando vamos precisar das ideias imagens, da inversão de causas e efeitos, do silencio para manifestar os interesses da classe dominante e esconde-los como interesse de uma única classe social? A universidade brasileira está longe de representar o instrumento decisivo na política de formação de recursos humanos. Uma enxurrada de normas, leis pareceres, não consegue levar a associação de inovação e competência. A consciência e perspectivas de resultados para formação e, absorção de recursos humanos está no conjunto das relações sociais em que cada pessoa se insere. Vivemos num meio social onde se ignora o desenvolvimento de si próprio a partir de suas condições reais de existência. Ou seja, o estudante se forma na universidade ou faculdade e, é deixado de lado como um objeto que serviu a um sistema de ensino puramente mercenário e hipócrita. Assim. A evasão é cada vez mais, porque mercado de trabalho não garante vagas aos diplomados. É o que esta acontecendo com os estudantes de medicina, a uma saturação nas capitais para os médicos formados, enquanto que no interior e centro norte a uma demanda. É aqui que nasce uma concepção mito particular do homem isolado, tal como vê o pensamento burguês. O ensino privado depois de garantir toda satisfação de suas necessidades abandona o diplomado a Deus dará. Ainda assim, se orgulha que os executivos que se formam em instituições de ensino superior privado ocupam uma boa porcentagem de cargos de direção em suas empresas e demonstram que a faculdades particulares trabalham afinadas com o mercado. Percebes caro amigo como esses senhores afirmam que as coisas são como são porque é natural que assim sejam. As relações sociais passam, portanto, a serem vistas como naturais existentes em si e por si, e não como resultados da ação humana. Nos da o perfil geográfico de estados onde a renda pér capita é a maior do país, onde a atuação do individuo permite que ele pague uma faculdade. De modo que, enquanto não tivermos um perfil demográfico no país que pelo menos se aproxime desse cenário, ficaremos a ver essa naturalização, que é a maneira pela qual as ideias produzem alienação social, isto é, a sociedade surge como uma força natural estranha e poderosa, que faz com que tudo seja necessariamente como é. Senhores por natureza, escravos por natureza, proprietários por natureza, assalariados por natureza, etc. A universidade pública que deveria ser a plataforma para um embarque concreto e objetivo, reconhece existir tal confusão na política educacional e, conseqüentemente não corresponde à necessidade como um todo. Normas, leis, pereceres condicionados e arrastando o processo da vida social; engendrando cada vez mais contradições na vida material. Uma associação inovadora e competente só será alcançada quando deixarmos as enfermidades de uma educação mercenária; incluirei em primeiro lugar às que tem origem numa instituição imperfeita, e se assemelham às doenças de um corpo natural que provém de uma procriação defeituosa. Não é suficiente que a universidade cresça. O fator qualidade de ser-lhe inerente tanto nos cursos de graduação quanto nos de pesquisa e de pós-graduação, com o despertar para a valorização da ciência e da tecnologia. Os festivais LED que vem ocorrendo contribui muito para insuflar a pesquisa. No ensino superior Devenioverofulgens, os profissionais direcionados ao ensino pedagógico serão devidamente selecionados dentro de uma consciência de intencionalidade. Este conceito visa explicitamente caracterizar o individuo que carrega uma unidade positiva, espontânea identidade absoluta que escolheu para seu campo de atuação. Essa "atitude natural", que nos dá a conhecer a região "mundo" (exterior) e a região "consciência" (interior); chamá-la-ei de "amor por aquilo que se faz". Portanto, natural, livremente, o profissional assim identificado será destituído dessa interferência que vemos em qualidade crescente, isto é, intencionalidade polarizada em múltiplas essenciais. Por exemplo, a consciência do individuo levam a escolha da profissão de médico, por ser uma atividade lucrativa e que rege certos conceitos sociais. Outra escolha o caminho das letras, muito embora o estudante possua uma profunda aversão pela leitura. Essas desproporções formam uma antologia regional que o próprio sistema da educação desconhece, ou simplesmente ignora por estabelecer que a essência ou significação do objeto de ensino é construir novos prédios e leis que não visam uma estrutura unitária que fundamente valores morais. E com essa consciência de intencionalidade que revelaremos uma estrutura "majoritária". Para os cursos de graduação quanto nos de pesquisa e de pó-graduação e, que de fato tenha o despertar de valores para a ciência e tecnologia. A excelência do ensino, meta intrínseca ao artigo 2º8, inciso V da Constituição, não pode ser alcançado enquanto o nível superior estiver sujeito ora à retórica, ora ao pragmatismo; ora ao afastamento de sua moderna concepção de difusão do saber para aplicá-lo aos problemas da sociedade, ora a crença de que só ele é capaz de proporcionar formação profissional. Ainda estamos naquele mecanismo de absorção que funciona como uma força de imersão das consciências o tal do bla-bla-bla; a excelência do ensino só será excelência quando aplicarmos à práxis autentica aos problemas da sociedade.

Esses objetivos não podem ser radicalizados, mas deve concentrar-se num tripé como responsabilidade do ensino superior; ensino, pesquisa e extensão. Ação e reflexão. Devem-se concentrar num tripé, não em tripés. A verdadeira responsabilidade do ensino superior deve necessariamente ser aquela que especialize e aperfeiçoe os candidatos diplomados à formação de profissionais qualificados de todos os tipos. Portanto, para termos essa formação de qualidade é mister se ter antes uma causa necessária de uma lente (como a do telescópio espacial, James Webb, que enxergue a forma e efetividade desses corpos), notadamente há exigências das instituições de ensino e, esses são heterogêneos. Para que se tenha uma adequada formação profissional é necessário deliberar sobre critério e não sobre critérios, que se articulando com órgãos degenerativos do ensino, vão deixando de ser uma forma de acesso aos conhecimentos para tornar-se um instrumento de dominação, poder e exploração. A busca da qualidade em cada uma dessas funções apóia-se basicamente na formação dos docentes, eles também empenhados na extensão de uma qualidade individual em escala cada vez mais alta e de formação ininterrupta. O alcance de qualidade só é possível quando o individuo age sem ser forçado nem constrangido por nada ou por ninguém e, portanto, age movido espontaneamente por uma força interna própria. De onde se segue que, a qualidade apóia-se basicamente no amor a aquilo que se faz e, a extensão dessa qualidade tende a ser uma liberdade e possibilidade objetiva. Os critérios para avaliação do padrão de excelência não são absolutos. Neles estão embutidos os aspectos qualitativos, inovações pedagógicas; o modus faciendi da atividade docente e outros itens decorrentes das indagações; qual a universidade que se quer e, para que serve ela? Não é absoluto por haver distinções entre cinco tipos de instituições. A nossa formação acadêmica é como é porque existem quantidades de ensino, quando se deveria ter qualidade. Enquanto que as universidades se distinguem – além da pluridisciplinar de formação dos quadros profissionais, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano, que se caracterizam por produção intelectual institucionalizada, pelo menos, um terço do corpo docente, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado, um terço do corpo docente em regime de tempo integral – já os centros universitários, faculdades, instituto superior se vê essas atribuições sendo apagadas. Em todas as cinco instituições existem aspectos qualitativos quantitativos, entretanto, nas três ultimas esse conceito torna-se mais acentuado, isto é, há uma degeneração de valores em que se pode chamar de eficiência pedagógica, usa-se, contudo, o nome de inovação pedagógica que são na realidade a produção do imaginário social. Essa representação forma um tecido de imagens que tende a se afastar de uma constituição de um saber globalizado, de uma mathesis universalis. Sem querer entrar em detalhes de cursos isolados que se regem por um só regime e sobre uma elaboração sobre a realidade de que se divide o sistema universitário no país – o que se observa como um todo – é uma estrutura com um conjunto de múltiplas series que convergem e se entrecruzam; cada ponto de uma das series é definido, dentro da complexa teia, por seu lugar, sua posição; por conseguinte, o conjunto todo se organiza numa topologia que fomenta o mecanismo de dominação e exploração do social. O modus faciendi da educação funda-se no caráter não-contraditório, que uma coisa só pode ser privilegio de alguns. A universidade que se quer é a de causa eficiente que produz as coisas segundo o principio da razão (não-contradição e suficiência), e serve para uma dinâmica moral e não simplesmente matemática e mecânica. Constitucionalmente, é no padrão de qualidade que se alicerça todo o ensino, sem distinção dos níveis em que seja ministrado. A universidade que se deseja e o para quê nem sempre coincidem na multiplicidade de cursos existente no país. Nessa perspectiva, incorporam-se como diretrizes gerais e, orientadores da proposta curricular as quatro premissas apontadas pela UNESCO como eixos estruturais da educação na sociedade contemporânea: "aprender a conhecer, aprender a ser". Percebe-se aqui o que eu disse mais acima; atitudes mentais, premissas que permanecem apenas no papel; aplicações ilusórias, práticas de mera aparência que não alcança a realidade ou verdade. Dentro dessa estrutura ideológica a sociedade, o ensino terá a qualidade como á bela ninfa Eco tinha apenas de disser a ultima palavra, uma vez que não podendo falar em primeiro lugar tudo foi em vão. A universidade que se deseja e para quê, é aquela que tenha atenção para os fins e a natureza do processo educativo, isto é, capaz de formular os fundamentos positivos da sociedade e desenvolver as atividades técnicas correspondentes à nossa realidade. Sobre a distinção de níveis de curso superior o nosso sistema trabalha com a significante forma de ciência social reflexiva, isto é, uma abordagem teórico-social que empregue métodos de ciência social qualitativas para expor a ideologia responsável por diversas patologias sociais. É nessa simples autocompreensão dos participantes de nosso mundo social que critérios desenvolvimentistas são estritamente coordenados. A melhor maneira de avaliar a quantidade do ensino produzido é o docente ter consciência de uma teoria social preocupante em avaliar seu próprio padrão crítico. Além da sistemática de produzir ensino por níveis, series ou grau, o pluralismo escolar admite sistemas alternativos, como educação a distancia existe no Brasil, mas não nas proporções desejáveis e quando o sistema regular é notoriamente impotente para cobrir o território nacional. Se o ensino formal vai mal das pernas seria eu inconseqüente querer expô-lo a novos perigos e trabalhos por seu pouco amável hospedeiro. Sistemas alternativos para a educação devem ser elaborados com diligencia, critérios e sabedoria dentro dos nossos processos sociais. Temos a educação como fim, significa que buscamos uma polis novus, ou seja, cidades organizadas por leis e instituições. Pois, bem, então devemos pensar não só sobre si mesmo, mas também sobre á polis novus, de modo que esses senhores que admitem e, elaboram sistemas alternativos se referem à ideias, valores, práticas e comportamentos que os cidadãos julgam certos verdadeiros em si mesmo e por si mesmo. Então, eu pergunto: qual a diferença entre uma opinião e um conceito? Qual é a sociedade que temos? Para quê a queremos? Qual é a sociedade ideal para nossa realidade? Quando tivermos respondido essas e outras perguntas ai, talvez, poderíamos admitir como eficaz, sistemas alternativos para o ensino a distancia. Não adianta taparmos o sol com a peneira, o que precisamos é uma educação abrangente nas proporções desejáveis para cobrir todo nosso território. Na palestra aos estudantes de antropologia da Universidade do Distrito Federal, em 4 de outubro de 1935, Gilberto Freyre falou com perspicácia ao afirmar que: "dentro da esfera do social há atividades de interação e comunicação; mas limitada pelo equipamento biológico dos animais (ou seres)". Ensino a distancia naquela época era levar conhecimento de canoa, no lombo de muares, quando muito ou raramente em veículos de quatro rodas equipados com motores a gasolina. Quem avaliou inspecionou professores e técnicos do ensino a distancia? Quais são seus elementos materiais, isto é, instrumentos de trabalho; técnicas ou habilidades especializadas e, seu material, didático, estaria correspondente aos fatos sociais e, os fatos psicológicos representam que nível de analise e avaliação se deseja? Não estaria essa espécie de educação preocupada apenas em certificar rótulos na população do imaginário social? Ou eu sou preconceituoso? Em relação à universidade regular, e apesar do numero de escolas superiores, o contingente universitário brasileiro mantém-se praticamente inalterado, evidenciando que o sistema escolar, considerado globalmente, é precário, incapaz, inconsistente. Nota-se que em nosso sistema de ensino quantidade e qualidade tomem um sentido único, uma singular união que reduz tudo a um signo, isto é, algo que, para alguém, equivale a alguma coisa, sob algum aspecto ou capacidade. Por exemplo; quando penso em uma universidade estadual de medicina, direito ou qualquer outro curso tenho uma ideia predicativa dos elementos desse conjunto. Dentro de uma concepção evolucionista da realidade tenho um índice, isto é, um signo que não se assemelha ao objeto significado, mas indica-o causalmente, é um sintoma dele porque, experimenta-se uma contigüidade entre dois. E, esse causalmente é o que citamos mais acima, ou seja, a classe dominante efervescendo ideias imagens que evidencia o sistema escolar, considerado globalmente, como precário, incapaz, inconsistente. Para termos uma concepção clara do que se chama aspecto distorcido da realidade, evasão, efeito da crise econômica é necessário também examinarmos um fenômeno observável; vontade. Não se pode descarregar toda responsabilidade que é a crise econômica à única responsável pela – não diria evasão – mas, uma tergiversação. A política econômica social tem suas graves responsabilidades como da mesma forma o movimento voluntário do sujeito esbarra na parte essencial da sua causa. Nesse efeito bipolar que devemos trabalhar. O primeiro pólo desafeiçoa o segundo que é associado ora por possível movimento do pensamento, ora por outra circunstancia, que tenha tendência contrária. Essa causa que tende a se constituir como principio geral e determina regras de conduta resulta no efeito tergiversativo que o senso comum diz evasão, Hoje no Brasil, cerca de 20,5% da população adulta (com 25 anos ou mais) possui ensino superior completo. A proporção é baixa por cada mil habitantes está muito aquém do que deveria ser em relação à nossa população. A causa principal da desproporção está diretamente relacionada a dois fenômenos o psicológico e o social. Os fatores determinantes dessas causas. Se tivermos em mente um desenvolvimento continuo como condição indispensável para o crescimento de independência política, podemos pensar, então, que o social condiciona o psicológico. Mas, o social não é um processo psicológico? O que é então a nossa população? Resíduos econômicos? Processo dialético? Quando se responder essas questões teremos não finalizado as conclusões, mas, nascera uma ideia da nossa estrutura social. A nossa intenção não é afastar o individuo da vida cívica e comunitária mais, resgatá-lo já na unidade social que é a família. Alguns estudiosos da educação dizem que estamos passando por um processo de decadência. Diante do chamado compreensivo interpretativo; eu penso que estamos diante de um pensamento mítico sobre a educação, isto é, o educacional-social está reunindo as experiências, as narrativas, os relatos, até compor um mito geral e, com esses materiais heterogêneos produz a explicação sobre o processo de decadência. Se usarmos o pensamento conceitual sobre a questão, observaremos que a educação tende como tudo na natureza para um fim. Processo evolucionista. Ora, se diante de um papel histórico-social, nada mais necessário que recorrências históricas devam ser estudadas dentro da estrutura dos tipos culturais histórico. Se as civilizações são evolucionistas a educação necessariamente também o é. Não importa se reflete tecnicamente ou tecnocraticamente, a reflexão evolucionista nos dá um conceito não uma imagem nem um símbolo, mas uma discrição e uma explicação da essência ou natureza própria. Sé pensa o mito quando se diz que formação desvirtuada do educando é uma realidade, em todos os graus do ensino. Na educação fundamental, as escolas normais passaram por um processo de decadência. A professora de primeiras letras sabia ensinar bem o ABC e as quatro operações. Uma possível ascensão funcional, comprometidas vantagens dela decorrente, levou essa professora a cursos de pedagogia, transformado-a em administradora escolar, supervisora ou orientadora educacional e abandonando a sala de aula. Percebe-se claramente o desenvolvimento evolucionista, mas, uma transformação negativa. A professora que sabia ensinar bem o ABC e as quatro operações, quem nós garante que vai ser uma administradora, supervisora ou orientadora de qualidade? Esses três adjetivos se conquistam por mérito não por indicação ou simpatia, requerem, portanto, que o sujeito submeta-se a procedimentos a métodos, isto é, a regras de verificação e de generalização dos conhecimentos adquiridos. Talvez ela fosse eficiente no ABC e nas quatro operações, mas, administrar, orientar e supervisionar requer necessariamente conhecimento prático e teórico de estrutura social, se ela os tiver muito bem não se questiona a progressão mais, sim a vivência, ou seja, conhecimento adquirido ao longo do tempo pela prática e observação direta de situações cotidianas ou profissionais. Para compreender a realidade a partir da prática educacional é mister termos uma auto-observação. Ensino fundamental, ensino, transmissão de conhecimento, informação ou esclarecimentos úteis ou indispensáveis à educação. Fundamental que serve de fundamento, básico, essencial, necessário. Quando se perde as propriedades de um atributo o ser não está reagindo ante o meio, os preceitos constitucionais falham envolvendo-se algo como um "estado de espírito". É por ai que se diz: "o país está formando cada vez menos para o ensino fundamental e os preceitos constitucionais de destinação orçamentária para a educação pouco resolverão, se o magistério continua na sua progressiva descaracterização, com perdas substanciais do padrão de qualidade Pelo contrario, este deveria ser levado para atender a uma clientela de vários níveis econômicos e sociais". A qualidade de ensino só era alcançada quando deixarmos, abandonarmos as imagens pelas essências, as opiniões pela ideias, as aparências pelas essências, de modo que, a estruturação da carreira do magistério é uma finalidade básica para se pensar em qualidade. A estratégia para alcançarmos o ensino de qualidade é aplicarmos ao desenvolvimento e a educação do individuo uma dinâmica social que tenha o estudo de desenvolvimento em si. Discute-se qual o tipo de formação adequada para as professoras de series iniciais. Pois, bem, a formação adequada para o educador além de uma dedicação sobre o desenvolvimento das crianças nas práticas educativas, deva ter necessariamente conhecimento e noção de egocentrismo, inteligência e adaptação, o nascimento da inteligência, o advento da IA, das funções simbólicas, as operações lógico-formais, epistemologia genérica, problemas de psicologia genérica, a natureza da psicologia educacional, a motivação e suas dividas causas de aprendizagem, natureza e formas de aprendizagem, a permanência da aprendizagem, a transferência de aprendizagem, medida dos objetos formais, hereditariedade e primeiras fases de desenvolvimento, crescimento na infância e na adolescência, desenvolvimento das aptidões, o desenvolvimento de interesse, desenvolvimento emocional, desenvolvimento do caráter e da personalidade, a escola como unidade sociológica, como compreender o educando, orientação e acolhimento, tendências atuais da antropologia social e antropologia social e antropologia cultural e outras áreas, complexidade do Brasil como problema antropológico, problemas de relações de personalidade com o meio, a propósito da política cultural do Brasil na America, antropologia e, reforma do ensino, relações entre raças, inter-relações, aspectos brasileiros da moderna convergência médio-social e antropocultura, o que é sociologia, que é teoria sociológica, como estudá-la, a ciência da sociologia, metodologia, sociologia estática, estática estrutural social, dinâmica evolução e progresso, dinâmica, os fatores do progresso, dinâmica os fatores do progresso, evolucionismo psicológico e organismo, primórdios da sociologia, neopositivismo, ecologia humana, a escola funcional, sociologia sistemática, sociometria e microssociologia, sociologia, filosofia; percebe caro colega, a diferença de ser educador.

Paulo – Confesso caro colega, acabo de sentir estímulos emocionais, como se eu tivesse avistado um grande continente, que no final das contas não afundara; não sei se vou conseguir abordar suas praias; não posso negar estimado Nicolau que vejo em suas palavras os contornos da utopia de todo filosofo. O sonho de todo pensador é de que sua concepção se torne realidade. Se a formação do profissional para o ensino de serie inicias tiver todos esses adornos certamente que adereçara tudo aquilo que tocar. Mas então, lhe pergunto como tornar seu método concreto?

Nicolau – Primeiramente, vontade, esforço e empenho. Depois, aplicá-lo. O que faz qualquer disciplina, se não tentar, por meio de regras; transformar arte de uns poucos em uma ciência que possa ser ensinada a todos? Se realmente se deseja qualidade devemos abrir as asas para estruturar e unificar um propósito para a vida e para a sociedade. Se começar agora termos algumas gerações para o seu amadurecimento. Assim, o papal decisivo e estratégico na educação brasileira á aquele que o educador constrói com valores culturais objetivos práticos, estabelecendo uma ideia de objetividade, isto é, de independência dos fenômenos em relação ao sujeito que conhece e age. É muito simples ser professor mais educador não é, tem muita gente que usa a palavra: educador de forma equivocada e, indevidamente. O ensino médio que deveria ser uma espécie de porta para as universidades nada mais é do que outra célula desgastada. Tivemos alguns avanços como o Enem, contudo, precisamos melhorar ainda mais. Lembro-me das palavras de Max: "não é a consciência dos homens que determina seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência". É evidente que reformas curriculares não representam em si mesma melhoria de qualidade, porque como disse certo M. Berger : "As únicas coisas que conhecemos como verdades imutáveis são as que não compreendemos". "As únicas coisas que compreendemos são mutáveis e nunca inteiramente conhecidas". Concordo que quando se capta os valores, os objetivos e as esperanças os seres humanos enquanto operam eles dentro de uma situação particular, ai se dá conta da realidade histórica social e nossa subjetividade nos leva a decisões cientificas da mais alta importância, ou seja, realizações segmentares onde a população ou massa escolarizável tenha um significado subjetivo. Os cursos superiores voltados para a tecnologia devem ser usados nas múltiplas possibilidades do dinamismo demográfico. Como já falamos o crescimento populacional é algo de assaz importância. Além dos empreendimentos sociais que não garantem o trabalho tanto no plano quantitativo não se tem um programa que evitem investimentos em logo prazo se tornar infinitos e inoperantes. A promoção do bem-estar parece agravar ainda mais os múltiplos setores. Quando se aumenta a media de vida e reduz a mortalidade infantil, temos um resultado populacional desproporcional à nossa realidade social. Isto é, esse avanço quando poderia ser positivo, concorre para proporcionar analfabetismo, doenças, fome, crianças abandonadas, violência rural, urbana, marginalidade, degradação ambiental e, destruição dos recursos naturais renováveis. A minha intenção não é fundar nenhuma teoria socialista, mas, alertar para que se haja equilíbrio, justiça e consciência social, necessariamente devemos ter uma educação democratizada onde suas possibilidades de assegurar o ensino, o planejamento familiar não seja o imaginário. Para que os custos da educação tenham um dividendo positivo deve haver eficiência e eficácia entre o sistema e a administração. Os cursos de pedagogia devem valorizar a ação livre do agente moral e do sujeito político, valorizar o trabalho manual assim como também as técnicas e, tratar com amor as ciências naturais, ciências humanas, às ciências aplicadas e, às ciências matemáticas ou lógica matemática porque, cada uma delas é um bem que o ser humano alcançou na infinita evolução. Concordo com que Jaques Derrida falou certa vez no RIO de Janeiro: "O que interessa é a repolitização, e não um velho conceito de cidadania". E, para responder sua pergunta de forma bem objetiva, não que meu projeto que pareça inatingível na prática seja uma Utopia, ou seja, um "lugar que não existe", ou como muitas vezes aconteceu, essa correção ficar no estágio de simples aspirações ou sonho genérico, resolvendo-se numa espécie de evasão da realidade vivida. Mas, aqui, acredito que pode tornar-se força de transformação da realidade, assumindo corpo e consistência suficientes para transformar-se em autentica vontade inovadora e encontrar os meios de inovação.

Processo de Organização

Passemos agora ao principal processo administrativo, ou seja, a organização. Como já falamos à nossa proposta e principal objetivo é uma efetiva democratização do setor educacional propondo novas formas de ação, novos métodos e novas políticas e, a total unificação educacional do ensino. De modo que, para prosseguir em nosso intento devemos pressupor a total reformulação do Ministério da Educação uma vez que o órgão deliberativo para definir objetivos, atividades e recursos. Não vejo necessidade de justificar as possíveis causas e razão dá modificação, direi apenas que á nossa sociedade atingira uma forma de estado muito mais elevada. O primeiro passo é a distribuição quantitativa dos recursos e áreas de atuação demográfica. O sistema pode ser entendido como colônia educacional. Isto é, um sistema recurso que procura realizar objetivos ou conjunto de objetivos tendo como povoação o Estado e Municípios para organizar, formar partes ou elementos que vão interagir para realizar o objetivo explicito. Paralelamente, teremos o processo de preparação e treinamento dos agentes organizadores. Os aspectos geográficos e demográficos serão levantados e criteriosamente analisados por essas células que apresentara os dados e os principais conceitos para o entendimento de natureza e funcionamento. Por agente organizador entendo o sujeito que coordenara a divisão de trabalhos e os processos de transformação. A atuação desses elementos será junto às secretarias de educação com intuito de implantar e adaptar os recursos, humano, matérias, financeiros e informativos; organização, processo de transformação, divisão de trabalho e coordenação; objetivos, produtos e serviços e resultados. Produto; aqui esta palavra terá o significante apresentado como uma co-ocorrência conforme as várias dimensões (grupos sociais de educadores deliberadamente, orientados para a realização dos objetivos e finalidades). De modo que, o nosso conceito de produto será preparar o processo de transformação e adaptação de professores universitários, alunos de pôs graduação e estagiários em pedagogia, antropologia, sociologia, psicologia, letras e filosofia. Serviços; os nossos primus terão como desempenho das funções a preparação dos profissionais ou produtos que farão a maquina funcionar. Cada primus educador terá uma direção pré-estabelecida seja na assistência teórica e treinamento como na organização dos objetivos e sua realização. Dentro dessa perspectiva cada primus terá um critério de modalidade prática, levando a distinção entre ciência que estudam a práxis (a ação ética, política e econômica, que tem o próprio agente como fim), e as técnicas (à introdução como construção dos megas campus e adaptações das instituições de ensino já existentes para o novo sistema). Assim dentro de critérios começaremos a transformar recursos em produtos e serviços. Isto é, eficiência utilizando corretamente recursos para as ciências, matemáticas ou lógica matemáticas, ciências naturais, ciências humanas e ciências aplicadas ou ciências sociais. Cada grupo de primus terá atribuições especificas que contribuirá para a realização do objetivo. De onde se segue que, os grupos organizadores serão especializados em determinadas tarefas o que permitira superar as limitações individuais por meio de especialização. A interdependência das ocupações combinou e se ligaram como linhas geométricas, uma vez que à nossa coordenação é o processo que procura atender às necessidades de interdependência e convergência das tarefas especializadas, de modo que o conjunto medrado consiga atender a sua finalidade. A dinâmica social, ou seja, o processo de transformação é a estrutura de ação do sistema e, se ajustara a lei de seus progressivos desenvolvimento. E se bem considerarmos à nossa teoria, veremos que ela designatum evolução. São dois os processos que constitui a base da estrutura da nossa pretensa educação à vida prática; produção, Isto é, a transformação de professores em educadores, por meio de uma pedagogia cientifica que seguira rumos precisamente opostos aos que preconizam às atuais e antigos métodos de educação. Administração de recursos humanos, isto é, a transformação de necessidade de mão-de-obra em disponibilidades de pessoas comprometidas em que o método prospere e, assente em bases muito solidas. De onde se segue que qualquer profissional que não esteja comprometido a ajustar-se a novas situações e a novas relações sociais deva impreterivelmente se desligar da organização. O grupo social chamado secundário é que terá a responsabilidade de assegurar a realização dos objetivos uma vez que essa categoria abrange os grupos formais, ou seja, relações regidas por regulamentos explícitos que tem o Estado como o seu maior reduto. De modo que a definição de objetivos, o uso de recursos divisão de trabalho e processo de transformação terá como norma explicita à aplicação da metodologia Devenioverofulgens. Nosso grande desafio será inserir os grupos sociais chamados primários a uma variada e magnífica cultura regida por relações e inspirações humanísticas, Isto é, não separar o homem e natureza, mais considerar o homem um ser natural diferente dos demais, manifestando essa diferença como ser racional e livre; agente ético, político, técnico e artístico. É com essa ideia de civilização avançada que os grupos sociais primários começariam a representar um papel central na formação da mentalidade da sociedade alienada, com pensamentos disciplinados e, consistente. Dentro do conceito Devenioverofulgens à nossa organização formal terá um fim extremamente importante, a saber, o tipo ideal de burocracia. Se uma burocracia tende a apresentar disfunções, que interfere com seu desempenho, o que é então uma burocracia ideal? Para que a formalidade, impessoalidade e profissionalismo assentem numa organização consistente da existência e vida do corpo social, é preciso conhecer seu "movimento e vontade". Isto é, necessitamos de leis comprometidas com a vontade geral e, sempre que necessário sujeita a revisão. Para descobrir as melhores regras de sociedade que convenham a nosso Estado, precisa-se que se plante qualidade excepcional de sementes (ou seja, legisladores). De onde se segue que é utopia pensarmos em tipo ideal de burocracia antes de termos uma clara consciência dos problemas comuns. Quando Hobbes disse que: "a alma do Estado são as leis"; percebemos a importância de uma sistemática bem definida que esteja vinculada intimamente aos problemas práticos do homem. E, que os esforços ou empenhos, faça funcionar a ação moral e política (conatus). A capacidade dos agentes organizadores é uma complexidade que teremos de resolver. Como implantar na impessoalidade uma nova atitude? O que fazer para que o nosso método não caia também num futuro de palavras com a materialidade de sinais gráficos apenas. Como o método de Paulo Freire que tinha a intencionalidade de partir de uma sociedade "fechada" para uma sociedade "aberta". Mas, porque então é que ele permanece apenas no mundo da linguagem como materialidade sonora e gráfica? Minha intenção não é apenas escrever um "livro". Vemos um mundo de significação ali expresso uma linguagem instituinte, expressiva que os cursos de pedagogia estudam e, pesquisam, contudo, parece inalcançável do ponto prático, tornado-se apenas uma alegoria simbólica. O profissional terá um papel importantíssimo na nova organização. Essa célula sairá da postura estática para uma atitude movente e de constante qualificação. A valorização do educador como todo o profissional da organização terá um fim; a conservação e a proporcional a constituição de cada um. Outro fator de suma importância na nossa organização é o mecanismo que o profissional desempenhara. No que diz respeito à outra (espécie de erro), que se refere à educação é o acumulo de horas trabalhada pelo profissional são os causadores da maior parte da perda de qualidade do ensino. Organização publica exigem que professores desempenhem papeis limitados, como o não acumulo de horas trabalhadas. Freqüentemente, esses profissionais trabalham mais de dez horas por dia, conseqüentemente terão resultados desgastantes não só na vida psicológica como dá fisiológicas, seu interesse particular por essa jornada é (dentro da estrutura e dinâmica social) "os pontos materiais". Não é minha intenção aqui falar de cada um desses indivíduos afetados por forças sociais caracterizadas por propriedades constantes ou comuns, mas, considerar como essa inconstância é perniciosa á o ensino. Poderia falar que a derivação seja a má remuneração e os resíduos sejam vicio da natureza humana (quanto mais tenho mais quero), ou quanto mais se ganha mais se gasta. Temos ainda um forte aliado para que nossa organização atinja os recursos os quais desejamos a tecnologia, a habilidade já adquirida com esse fenômeno social nós dará os meios necessários para fins que buscamos. Ainda dentro desses elementos da organização se desenvolvera o conceito sobre as organizações como grupos de pessoas e as abordagens sociotécnicas.

Comunicação

À nossa pretenda sociedade moderna o acesso á informação e à educação, terão um incentivo a mais democratização do processo de administrar. No grande campo que é a sociedade, nossa maior responsabilidade é fazer funcionar o sistema de comunicação da estrutura organizacional, ou seja, que suas partes girem em torno de suas próprias regiões num continuo processo de coordenação. Se a comunicação é o processo de transferir e receber informação o organizador deva ser tudo o que existe em sua circunferência e fora dela; porém, essas partes para que sejam bem sucedidas necessita de uma boa articulação onde suas atividades funcionem como um conjunto tão naturalmente como a Harmonia dos Mundos. Comunicação pessoal; comunicação escrita ou impressa; comunicação por meio de equipamentos eletrônicos serão os três satélites ou meios de comunicação que ficarão em orbita do nosso astro, ou seja, nossa estrutura organizacional. Os tipos de comunicação ficaram a critério de técnicos e especialistas dessa areia.

Departamentalização

O nosso conceito nessa divisão administrativa será o mais objetivo possível, ou seja, sua característica e critério funcional ficarão voltados única e exclusivamente a cada departamento. Significa que; para termos um bom desempenho de cada divisão necessariamente precisamos de uma boa administração dos recursos. Uma organização utilizando uma combinação de critérios para que cada curso cresça e produza as competências gerais da área. Daí parte-se então uma articulação entre as áreas bem definidas que sinaliza para o projeto pedagógico da nossa escola. Cada departamento terá seus recursos repassados de acordo com suas necessidades. O leitor pode dizer: "mas isso já não ocorre"? Sim, ocorre, de forma aleatória. Uma organização funcional eficiente e progressiva não encontra resposta positiva em fatos e conceitos eventual, fortuito ou incerto. A organização funcional unilateral em que se encerra o ensino no país tem economicamente uma finalidade; formar bases de sustentação quantitativas, isto é, tem-se em priorizar que é mais lucrativo do que educativo. É evidente que estamos diante de uma situação puramente ideológica. Ocorre hoje no ensino superior muito mais no ensino privado o que chamo de alienação funcional, ou seja, contribui-se para a sustentação de departamentos que incorporado pelo senso comum tem maior sustentação econômica e unicamente à entidade (escola, faculdade ou universidade). Assim, essa imaginação reprodutora vai arrastando os pré-candidatos ao ensino superior. Bem, mas, voltemos à nossa organização funcional; o objetivo e critério funcional serão então em primeiro lugar abolir esse mecanismo ideológico que um curso é mais importante que outro e, que dessa forma mereça mais atenção econômica que aquele que tem menos procura menos relativismo na estrutura da sociedade. Criaremos assim uma sustentação administrativa capaz de realizar uma emancipação que segundo seu critério caminhe com suas próprias pernas, ou seja, um departamento que não dependa desde ou daquele para suas finalidades. Uma boa organização reflete uma boa administração, isto é, um sujeito que comanda o conjunto todo e, mantém as peças funcionando em acordo, como uma empresa para prosperar necessita de um excelente contador. Aplicação do método funcional não se voltara apenas para o objeto interior, mas, se desdobrara para a realidade exterior da onde o modelo funcional terá uma objetividade, isto é, uma atitude imparcial que alcance as coisas tais como são verdadeiramente. Assim, cada departamento terá um critério funcional progressivo aplicado à organização total para que o recurso se encaixe a sociedade e os degraus da evolução. Isso quer dizer que devemos priorizar os cursos já existentes e, engendrar alguns outros. A estrutura funcional de cada departamento deve necessariamente ter sua característica voltada para o organismo sociológico do nosso país, ou seja, uma estrutura funcionando não isoladamente, mas, como um sistema, um organismo em equilíbrio com as necessidades reais do mercado. Entendo por função de departamento um agente altamente capacitado e que tenha uma concepção da sociedade em equilíbrio. Nosso critério de organização funcional terá um vinculo necessário com uma característica principal que tradicionalmente se conhece como um departamento da filosofia, a ética. Um conselho de ética interagindo em cada unidade ou conjunto singulares de responsabilidades. Não essa ética que anda na boca desses políticos corruptos. Em princípios gerais nos auxiliará além de determinar regras de conduta a dar ênfase no desempenho e a realização de objetivos departamentais buscando, assim, altos níveis de especialização.

Disciplina

Cada unidade terá responsabilidade sobre sua disciplina, projetos, pesquisas e programas. Ou seja, unidade disciplinar para cada estrutura funcional. O âmbito territorial é um fator a ser devidamente conhecido dentro das características principais. De modo que, cada unidade ficara com responsabilidade sobre áreas demográficas e geográficas a fim de se estruturar um programa funcional eficiente para demanda e oferta de mercado. A organização territorial é um dos critérios de assaz importância dentro da nossa estrutura funcional. Dentro do conceito dos fatos observáveis nos permite que se preveja de que modo reagirá o conjunto no caso de notificação dos elementos. Estamos conscientes da discrepância que paira no ar, ou seja, existe uma distribuição centralizada do ensino no país que corresponde a um valor igualitário. As disposições necessárias á realizações do nosso projeto terá uma aplicação concreta no âmbito territorial do país. Temos uma grande área territorial de modo que, operar numa área extensa é necessário além de vontade política, termos disponível certo, volume de recursos ou certa autonomia. A legislação será à base da agregação de recursos para os Estados, de acordo com a extensão territorial e demográfica, ou seja, uma condição possível para a distribuição dos canteiros. Entretanto, o nosso projeto encontra-se diante de uma enorme montanha. Esse monte elevado e de base extensa e íngreme é constituído de orçamento, formado por uma vegetação emaranhada por pedras que tem como objetivo o crescimento através da arrecadação ou regação de uma chuva bem fina que se chama "receita da união". Quando digo que a legislação á base do nosso projeto é porque temos consciência que o artigo 212 da constituição determina que a união aplique por ano pelo menos 18% da receita e os municípios 25% esse percentual já faz tempo que está em vigor para a manutenção e desenvolvimento do ensino, imagine só o quanto esse calculo já deva estar devassado. A vinculação, porém, não levam em consideração em sua base de calculo as contribuições sociais recebidas pela união nem a parcela de arrecadação transferida ao Estado e Município. Também é excluído o valor da DRU (Desvinculação Receita da União), o que acarreta, ou melhor, acarretava diminuição de 20% na base de calculo. O orçamento da educação tem outras fontes, além da vinculação automática. O ministério também recebe recursos da legalidade social e do e do próprio tesouro. Percebemos que já na base a um abalo sísmico que justifica a evolução dos recursos. E, o pouco que a educação recebe sofre com um mal administrar até desvio de recursos. Não quero me estender em exemplos em projeções oficiais nem em valores ou orçamentos do MEC; o que importa, no entanto, e termos coerência aos objetivos sociais do país. Agora, e mais do que nunca devemos rever os valores para crescermos e ser um país competitivo uma geração muito mais afinada com a heterogeneidade e a incerteza do que as que vimos até agora. O impulso modernista para a educação é comunicativo, ou seja, o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental deve-se radicalizar nos imperativos de uma continuidade até a universidade. Entendo por fundamental um fenômeno (por exemplo, essência posta como totalidade, à razão da necessidade de uma coisa. Quando a educação fala que o ensino fundamental é um direito e dever do educando estamos diante de um conceito o de apenas pensar o emprego de uma palavra, isto é, pratica-se o nominalismo de modo que, fundamental passa a designar uma conexão falha de necessidade. Se fundamental para o nosso ensino fosse à permanência do educando uma conexão ou concatenação do ensino até a universidade, ai sim teríamos uma conexão absolutamente necessária e fundamental para uma sociedade do possível). O nosso critério geográfico de organização; como temos um grau elevado de dispersão geográfica; o primeiro passo, para se alcançar um nível eficiente não é dobrar as costas com a educação mais, amplificar os recursos investidos na área. Quando lemos nos noticiários que o ministério da educação pede mais verba para a área com o intuito de investir em novos projetos de educação eu me pergunto: será que o desígnio que eles se têm em mente é realmente criar um novo estilo de vida, que dê a cada homem novo valor e nova significação em suas atividades cotidianas? Se a política econômica do país pretende ter uma envergadura no plano social o investir em novos projetos para a educação devem necessariamente estar inserido no orçamento de cada Estado e Município. Não entendo porque o bolo saia de casa e depois retorna apenas como uma "fatia"; ai então se procura as coisas nas palavras. Depois que se leva a maior parte da receita fala-se "não existe margem de manobrar para obter novos recursos". Uma administração geral concreta tem pleno contorno do desempenho, necessidades em cada unidade regional e no conjunto. Se considerar acima de tudo as normas que a razão propõe é possível individualizar e visualizar os recursos esperando para a organização como um todo, região por região. De modo que, administradores de cada extensão podem ser responsabilizados e cobrados individualmente. Portanto, a educação para permanecer senhora de si mesma, deve manter as causas de si mesma, deve manter as causas valorativas e da adaptação progressiva do homem às suas condições de vida, sob pena de não ser mais uma educação onde se atribuem determinados bens concretos. Os administradores e funcionários de cada região tornar-se-ão especialistas em seus respectivos territórios na medida em que pode usar retamente a razão, donde se segue que a organização como um todo pode operar eficazmente em território distintos uns dos outros com características culturais diversificadas mais, todas voltadas unicamente da ação o administrador principal ou ministério da educação pode tornar-se um generalista eficaz, com domínio das especificidades de todas as regiões; aqui assenta muito bem as palavras do penetrante Espinosa: "Se duas pessoas concordam entre si e unem as suas forças, terão mais poder conjuntamente e, conseqüentemente, um direito sobre a natureza que cada uma delas não possui sozinha e, quando mais número forem os homens tenham posto as suas forças em comum, mais direto terão eles". Em uma sociedade grande como à nossa um conceito como esse corresponde a uma perspectiva bastante positiva. A estrutura territorial oferece grande potencial para desenvolver-se um concreto approach da sociologia, destacando o estudo da estrutura e operação da sociedade dando-nos assim uma visão do aspecto da vida social em diferentes culturas regionais e, nesse fenômeno social é que repousa uma organização social. Antes de passarmos da estrutura ao Conteúdo do sistema, penso que vale notar aqui uma breve analise sobre uma matéria que li na Folha de São Paulo á alguns anos atrás; "Como será a Educação da Próxima Geração". Por outras palavras eu diria, tentou-se recortar a situação de forma especifica. Ou seja, prever o futuro da escola é impossível. O que seria então para esses senhores tentar entender a teoria da aceleração do universo? O universo evolui a partir de um estado mais denso e mais quente? O universo expande-se conforme prevê a teoria da relatividade? Ou o universo desenvolveu-se a partir da inflação? Se os senhores convidados á escrever sobre o futuro da educação ficaram confusos, com todas às teorias dadas à estreiteza e limitação de vossos próprios espíritos, somos, contudo, capazes de abarcar com nosso entendimento uma exígua dessa ampla variedade que é a natureza. A maioria desses senhores concorda que o futuro é desenhado pelas ações do presente. Quando falamos de presente e futuro se deve ter uma concepção fundamental do que se chama tempo. A rigor, essa percepção que o futuro é desenhado pelo presente é uma intuição do devir e conseqüentemente trás em seu bojo a redução de tempo à consciência. Por isso aquela frase: "não perca tempo o que se pode fazer hoje não se deixa para amanhã". Eu prefiro falar de tempo como estrutura da possibilidade, isto é, numa ordem de movimento é que a totalidade presente acontece e pressupõe a simultaneidade de suas partes numa projeção concreta. De modo que se pensarmos as ações do presente simplesmente será uma arquitetura do futuro, assim, estaremos diante do tempo inautêntico, ou seja, da existência banal, como a sucessão infinita de instantes que na especulação formal apresenta-se com palavras: "puxa o que eu poderia ter feito, etc, etc," A perspectiva para o futuro é aquilo que já passou. Dessa forma, podemos refletir sobre mudanças necessárias na educação (o que não fizemos). E a escola de hoje é fruto e espelho da sociedade? Se estivermos diante de uma regra de comportamento geral eu diria que a educação esta em maus lençóis. Eu pelo menos acredito que sociedade seja algo como uma comunidade de seres racionais onde legisladores, juízes, desembargadores, políticos e governantes busquem o bem comum, ou seja, tenham como atinência a doutrina ética e suscetível de avaliação moral, especialmente de avaliação moral positiva. É só lermos jornais ou observarmos na mídia, para se constatar como há uma discordância de uma ação em relação à lei moral. O que então as escolas de hoje estão formando? O que devemos mudar primeiro à sociedade ou a educação? Nas palavras de certos educadores parece haver mais extensão do conceito que expressa o significado. Por exemplo: "não será possível uma escola que promova a realização da pessoa humana numa sociedade baseada em valores que sejam o seu oposto"; "a escola não consegue produzir sozinha a igualdade quando a sociedade é desigual". Na primeira frase a palavra valor conota elementos subjetivos ou variáveis segundo o contexto de modo que, o significado não reside naquilo que esse senhor denota, mas maquilo que ele conota. Na segunda frase a palavra igualdade também não encontra o postulado essencial na significação dessa unidade. Aqui o elemento subjetivo é ainda mais variável. A que produção de igualdade esse senhor se refere? Da sociedade? A igualdade de liberdade? Da onde viria então o socorro para igualdade se os homens são afetados de diversas maneiras por um só e mesmo objeto e nesta mesma medida diferem em natureza? Na medida em que vivesse sob a direção da razão. Tem um senhor ainda que, apresenta um problema mais que de forma alguma designa as alternativas teóricas a seguir para uma possível solução. Eu me lembro ainda que, assinalei bem acima de seu texto as palavras: "a reflexão é boa só faltou sistematizar-la com a nossa realidade". Ele ainda diz: [...] "os alunos devem deixar a apatia e assumir-se como protagonista, e que boa parte da sua educação dependerá cada vez mais do seu próprio interesse aliado a sua capacidade de atualização e aprendizado" [...]. Como esse senhor não nos fala qual às possíveis causas do interesse do educando ele de fato considera o interesse como algo contingente, isto é, como o que pode ser ou não alcançado. Se considerarmos dessa maneira, estaremos assumindo um defeito do nosso conhecimento. A posição de Herbart é clara: "o interesse está no meio, entre ser espectador dos fatos e neles intervir". A participação ativa ou engajada no processo dialógico, ou seja, uma conversa, uma discussão, um perguntar e responder entre pessoas unidas pelo interesse comum da busca. Assim, cabe ao educador semear por capacidade, atualização e aprendizado; aqui reforça mais seu conceito de algo "não determinado", isto é, de livre e imprevisível a capacidade se pensarmos ela como inata à natureza humana, utilizaremos, ela com a infinidade de relações das ideias, algo de positivo na liberdade com o homem em relação ao mundo, agora, atualização e aprendizagem é o meio o agente determinante em correlação os fatores biológicos. Não posso abrir o portão da escola e dizer: "se virem, vão aprender"; se o educando não encontrar motivações, condições favoráveis como lhe cobrar habilidade lingüística e lógica? Caro senhor, quando pensarmos nas dimensões co-constitutivas do ser humano não se deve esquecer, do Calculo Hedonístico.Tem-se especulado muito sobre valores. Esse conceito comumente se estende, pende mais para um elemento do contexto que controle o comportamento coletivo, entendendo-se o termo crença como algo valorativo aplicado em qualquer circunstancia em qualquer lugar. Busca-se assim, valores exteriores quando de fato se deveria encontrá-los interiormente, ou seja, aqui! Dessa forma dizem que a Sudbury Valley School, nos EUA, é um dos modelos mundiais de escola democrática. Mas adverte-se "indiferentes às diferenças o fracasso escolar persistira". O que se entende por escola democrática? Qual é a causa do fracasso escolar? Acredito que escola democrática seja aquela que não faz distinção de classes e, tenha como principal objetivo ensinar e não só lucrar que em sua ampliação do programa nas etapas sucessíveis busque aquilo que se insere em seu critério de realidade. Quanto ao fracasso escolar se encontra na condição subjetiva do pensar. Por ordem crescente dou um influxo para cada tema da educação da próxima geração. "Compreender ao invés de imaginar". "O que é incentivo". "Sonhando com o absurdo"; e o que devemos fazer então? "Só a vontade constrói". Faltou muito a dizer. "Discorreu muito e não apresentou nada de concreto". "O que interessa é nossa realidade". "Compreender, compreender". Olhe para o presente". "De onde é que ele veio mesmo? "Mas e os meios". Saindo desse âmbito especulativo encontrei certa vez algo de concreto na proposta de autonomia para cada universidade sob o alvitre do Fórum de Política Pública, sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP. A questão foi diagnosticada pela professora de filosofia da USP; Marilena Chauí, à qual admiro. O Grupo de Chauí identifica o mal gasto de recursos nas universidades e a depreciação de sua produção técnica e intelectual devem-se na verdade autonomia que as instituições têm. O projeto que o grupo defendia era o fator que evidenciava como o MEC estava equivocado em sua política educacional. Buscava os meios e, não os fins, isto é, discutia-se sobre recursos enquanto que a base que é capacidade intelectual e acadêmica das universidades parecia não ter muita importância.

Capitulo II

[Conteúdo]

Entendo por conteúdo a fase abstrata da mensagem, isto é, o seu aspecto conceitual, o assunto da mensagem. No primeiro capitulo tratamos a mensagem como expressão entre dois aspectos complementares; a Forma (estrutura) e como substancia. A estrutura do Conteúdo recorda a situação de forma especifica. De onde se segue que conteúdo e retificação da substancia que espelha uma expressão pensada do próprio processo revolucionário, isto é, uma mudança profunda e radical da atual situação política educacional. Antes de percorrermos a estrutura do conteúdo considero de assaz importância verificar uma unidade ou uma seqüencia de unidades na qual repousa os fenômenos sociais, ou seja, o ambiente. Concordo com Kurt Goldstein, quando diz: "o ambiente de um organismo não é algo acabado, mas vai-se formando continuamente, à medida que o organismo vive e age". Essa tal "consciência de classes" enraizou à nossa educação como um esquema mecânico, isto é, uma relação de determinismo causal absoluto. Estagnou-se assim um sistema de retificação onde prevalece à subjetividade da sociedade burguesa. Devemos estar atentos entre o vinculo entre o método e transformação do mundo. Só se implanta um sistema concreto quando se conhece a causa determinante de todos os fenômenos propriamente humano, assim, quando falo de unidade ou seqüencia de unidades deve-se ter em mente a relatividade do nosso amplo aspecto geográfico uma vez que o ambiente, biológico e social determina necessariamente todos os valores humanos, bastando para explicá-los. É com base nesses princípios que os Parâmetros Curriculares Nacionais devem organizar projetar a reforma do Estado no país. O contexto social no dá claramente um quadro degenerante. O que se quer para um país em desenvolvimento é no mínimo uma aproximação aos índices de escolarização e de nível de conhecimento que apresentam os países desenvolvidos. O conjunto de condições sociais que podem ser levados em consideração para se modelar o ensino é particularmente à formação do educando e se encontrar dentro do comportamento social. Assim, a substância determinante trás o conteúdo ou compreensão da educação do modo concreto onde assumi um caráter denotativo e extensivo. É exatamente aqui que nos separamos do ensino propriamente dito, onde a conotação ou intenção estabelece uma organização de leis e artigos que não se aplica corretamente numa educação coerentemente pensável, se entendem todas as coisas cuja asserção da existência não implique, explicita ou implicitamente, uma contradição. A nacionalização do processo educativo deve necessariamente ter um sentido cultural, ou seja, a soma de atividades de estilos de vida, de materiais elaborados por um grupo humano desenvolvendo a ação física do individuo e a inserção regional e social, moldando o ensino às particularidades da região e do ambiente no qual está inserido. Não só o ensino médio deve ser planejado em consonância com as características sociais culturais e cognitivas do sujeito humano, mas, todo o ensino referencial desde a primeira etapa. Não é a escola que deve retratar-se a si mesma dos sujeitos que fazem vivas e do meio social em que se insere, mas, o próprio sistema como um todo. Quando digo que leis e artigos não têm adequação à nossa realidade estou me referindo a aquilo que se insere em seu critério de realidade. Por exemplo, no artigo 3 da lei de Diretrizes e Bases, princípios VIII, IX e XI; por ai se vai. A congruência, fundamental do nosso sistema repito é aquilo ou vinculação da composição dos níveis escolares, ou seja, educação básica formada pela educação infantil ou ensino fundamental, ensino médio e educação superior. Havendo assim essa sobreposição ao mesmo plano teremos uma educação nacional dentro do critério consessus gentium. Um conteúdo onde a produção e comportamento dos homens serão capazes de satisfazer suas necessidades proteger-se contra a hostilidade do ambiente físico e biológico e trabalhar em conjunto de modo ordenado e pacifico. Além da adequação e coerência a lei de Diretrizes e bases do sistema Devenioverofulgens segue a linearidade que tem como propriedades fundamentais de ensino. Digamos que a educação infantil como primeira etapa do ensino fundamental são os primeiros enunciados da seqüencia de elementos discretos ordenados de forma linear. Ou seja, ensino médio e ensino superior são como se fossem morfemas. Uma vez que cada morfema é uma seqüencia de fonemas, cada frase é uma seqüencias de morfemas, cada discurso uma seqüencia de frases. Sem esse vinculo não há equidade na educação. As palavras de Aristóteles são bem aplicadas na LDB: "a própria natureza da educação é a retificação da lei no que esta se revele insuficiente pelo seu caráter universal". Os princípios e fins da Educação Nacional, desse modo estarão voltados para uma adequação das necessidades onde a sociedade sempre cultivará a liberdade de expressão os dons naturais do homem e não restringindo. Com efeito, temos hoje a contemporaneidade que a experiência supõe que é bom para amenizar ou irradiar as grandes diferenças. Não é minha intenção prescrever novas leis de Diretrizes e Bases, seria deveras entediante uma vez que às existentes são aplicadas de modo aleatório, mas, fundamentar as existentes a uma representação processual geral graças ao qual a imaginação ofereça sua imagem a um conceito concreto. Outro elemento a ser aplicado; na entidade do conteúdo, a possível "ciência de caráter nacional". Considerar o Ethos com suas propriedades lógicas é condição essencial na espaçologia educacional; o tempo social, o tempo psíquico, o sociocultural, o tempo histórico terão toda importância que lhes é divida. Assim, teremos um Òrganon para reedificar o sentido histórico antropológico que se faz necessário para corrigir excessos de pura espaçologia despreocupada de tempo em qualquer de seus aspectos. Outra importância é a retificação do sócio cultural puro pelo seu esclarecimento por técnicas psicológicas de estudo das culturas em suas relações com os tipos de personalidades ou caráter que se torna representativos deles e expressivos de suas normalidades. Dentro desses elementos que a propedêutica e a normativa caracteriza podemos afirmar que o erro de muitos sobre a educação foi pensar que a mudança se realiza sob forma de contradições, isto é, que as coisas se transformam nos seus opostos, quando a mudança ou transformação é a maneira pela qual as coisas realizam todas as potencialidades contidas em sua essência e esta não é contraditória, mas uma identidade que o os simples pensamento conhece. (Esse foi o erro de Heráclito). Nesse aspecto repito, a educação é definida não do ponto de vista da sociedade, mas do ponto de vista do individuo. De modo que, a formação torna-se o fim da educação. Logo, a base de uma sociedade é a forma ou totalidade das determinações que o individuo recebe, E, não só se opõe a matéria, mas a pressupõe. O Conteúdo ou compreensão á a parte que denota a essência do método apresentado até agora. O principal atributo que inclui às nossas universidades é a instituição de um Governo livre para desenvolver a ciência e as artes e, como dizia Espinoza: "dar a cada um, licença para ensinar à sua custa e com o perigo da sua reputação". Parece arcaico esse conceito, mas, não o é, só penetrarmos nos departamentos editoriais do país e veremos como essa ideia está viva e, como fazer isso diante das universidades fundadas à custa do Estado? Concordo com as palavras Lewis Mumford, quando ele diz: "O primeiro passo a dar é de ordem pessoal; mudança na direção do interesse, fazendo com que ele se volte para a pessoa". Ai através de um processo sincrônico, isto é, o eixo da simultaneidade se implanta o sistema ou estrutura do modo que, a dimensão diacrônica forma o conjunto de variações sofridas até alcançarmos a atividade própria de uma comunidade educacional livre. Onde a dialética seja ensinada em todas as suas dimensões. Não é assim que se passa nos fenômenos sociais, ou seja, uma estruturação dos fenômenos psicológicos dominantes ou processo hierárquico do organismo ativo que na ordem seqüencial operam excutam. De onde se segue que nosso método para se tornar concreto deva necessariamente seguir a ordem das cadeias causais. É isso que entendo por ação racional e transformadora onde a satisfação integra o plano da criação conceptual ou imaginário. O que a educação nos mostrou até agora foi uma antitética do ponto de vista funcional, isto é, algo que está sendo aplicado sem atingir o direito predominante ao assentimento totalitário. É no conteúdo que se encontra alguns principais reculativos. Com efeito, a antropologia é o filtro mágico, bem como o substrato biológico humano, o elixir do amor do educador é através desses conjuntos de obrigações que se tem uma educação eficiente, pragmática e preponderante. É através do conhecimento que se tem a respeito do homem que edificaremos uma educação, um processo de lapidação social. Refletir só não basta, correríamos o risco de ficar no caminho, ou seja, na ilusão social. Interagir, assim, se promove à inclusão do homem ao meio social numa situação de condições igualitárias diante de uma operação concreta. Ação, fazer, assim que o objeto é alcançado. O individuo considerado, estudado, desenvolvido para produzir os resultados mais essenciais para nossa sociedade, a fim de aprimorar cada vez mais o sistema como inteligência bem elevada que partindo de sua aquisição primeira encadeada segundo sua ordem nos trará os mais significativos resultados. Conhecendo a antropologia fisiológica a antropologia pragmática, saberemos lidar com as perspectivas biogenéticas e compreender que os valores também evoluem. Teremos uma bioética sem hífen. O nosso grande desafio não é assumir o controle de si mesmo, que modifica nossa autocompreensão, genérico ética, que pode perturbar as condições necessárias de um modo de vida autônomo e um entendimento universal da moral, mas como lidar com ele. Não medo da própria noção de liberdade e responsabilidade. Os valores que a L.D.B deve considerar como princípios e fins da educação nacional são os meios para se alcançar o clássico apelo à justiça voltada à correção em que a justiça se exprime. Uma vez que a lei tem necessariamente caráter geral, por isso às vezes sua aplicação é imperfeita ou difícil, como é o nosso caso. Como dizia Kant: "considere o tribunal da consciência". É de se esperar, portanto, que com os princípios fundamentais teremos uma mudança de mentalidade, ou direção como condição transformadora da sociedade. Isso não é simplesmente acreditar em inventar uma nova sociedade, mas, aprimorarmos a já existente.

Espaço Temo Como Causa Social

Um dos meios necessários para que nossa articulação se torne uma hierarquia em cujo ápice se situe uma sociedade no avanço no caminho da sabedoria e filosofia é ter consciência, isto é, uma relação da alma consigo mesma é algo intrínseco ao homem interior ou espiritual, pela qual ele pode conhecer-se de modo imediato e privilegiado e por isso julgar-se de forma segura e infalível. "Conhece-te a ti mesmo"; organiza as práticas da filosofia. Trata-se de mostrar as técnicas, os procedimentos e as finalidades históricas segundo as quais, em uma relação consigo determina, um sujeito ético se constitui. Esses estudos foram às aulas do professor Michel Foucault o curso dado no Collège de France. Dentro do nosso Conteúdo esse é um dos valores essenciais para que o método assuma forma concreta. Espaço Tempo como Causa Social nos dá uma ideia clara como as estruturas físicas seguem uma evolução necessária indeterminada. A inteligência superior é continuara sendo uma característica exclusiva que se desenvolve na espécie humana. Portanto, devemos seguir os degraus da evolução conscientes que suas linhas e traçados nos conduzira a formação de uma consciência realmente humana, aberta em todas as direções, por meio da consciência histórica critica da tradição cultural. A consciência da naturalidade do homem, do fato ser o homem um ser natural, para o qual o conhecimento da natureza não é uma distração imperdoável ou um pecado, mas um elemento indispensável de vida e sucesso. O ser humano nasce para a agregação dos homens e para a sociedade e a comunidade do gênero humano é mister, portanto, que o ensino médio não seja a etapa final da educação básica, mas, a continuidade e acesso direto ao ensino superior. Ai sim terá uma educação de caráter geral que situara à educação, como sujeito produtor de conhecimento. A progressividade, ou participação do mundo do trabalho é o que se projeta os componentes internos para que se coloque em ordem ou organize os elementos materiais e imateriais. Espaço Temo como Causa Necessária faz com que se pense no interesse de uma geração pela geração subseqüente se julga assim, a sociedade os valores significativos com exatidão e o sujeito assume de forma concreta sua participação no mundo do trabalho. É essa realidade que se faz transformadora. Reflexão, ação, e transformação. A articulação do sistema é algo que tornara afastada a ideia de um instrumento acabado, isto é, o sistema é realização de potencialidade na medida em que o fenômeno social se desenvolve e o principio regedor avança o sistema segue ou se move simultaneamente e, tem todas as propriedades ou denominações intrínsecas aos valores em questão ou novos anseios da sociedade. Entendo por anseio social o movimento das sociedades simples para vários níveis das sociedades compostas. Pela agregação das subjetividades ou consciência humana se faz diferentes perspectivas, impulsos que nos dá a clareza da atuação de um agente sobre o outro. A realidade psicossocial conhecida em todos os seus ângulos nos mostrará não só como educar um jovem presidente, mas, cidadãos que será a base econômica e política do país. Aqui vale lembrar a expressiva concepção expressa por Tomaz Jefferson em seu Relatório sobre a Educação apresentada à assembléia legislativa da Virginia [...] "deve elevar a ciência e o bem estar da humanidade, não infinitamente, como alguns tem dito, mas indefinidamente, e até a um limite que ninguém pode fixar nem prever" [...]. E Mumford em Condição de Homem vai na mesma linha: [...] "a distinção que ele faz entre infinitamente e indefinitamente é uma ideia magistral" [...]. O desenvolvimento progressivo é a ação necessária que tem como base o espaço e tempo como causa e reflexo de uma consciência ativa onde o eu, pessoa, cidadão e sujeito passam a ter a consciência intencional, isto é, o desenvolvimento autentico do ímpeto ontológico de criar e, transformar. Percebe-se claramente um dos aspectos complementares como forma ou estrutura, ou seja, a substância que estabelece a relação entre o contexto e a constituição das unidades ou seqüencias da unidade que precedem e sequem um conceito de operacionismo. Logo, é no conteúdo que os valores começam a buscar a plenitude. Esse processo sincrônico e diacrônico além de formar o conjunto de variações positivas na educação traria o fim da sociedade bipolar, então, começaríamos á pensar que a economia de mercado é criativa modernizadora e, único horizonte histórico do século vinte um. Portanto, devemos aceitar os valores sociais pelo que eles representam para a sociedade. E, segue Lewis Mumford: "não basta que estejamos preparados a modificar instituições para o bem de outros homens, mas é também preciso que estejamos prontos a alterar a forma e o conteúdo e os fins de nossa própria vida". Ambas as coisas já não nos serão difícil se aplicar o método já em seus fundamentos, ou seja, uma aprendizagem comportamental ligada ao padrão de ação fixa nos dará excelentes resultados na organização das estruturas sociais e políticas. Para isso, o ser humano deve ter um cinzelar dentro de uma linha de valorização. É sem duvida que essa ordem começa como com a abordagem cognitiva. Hereditariedade e primeiras fases de desenvolvimento nos dão a entender como tudo acontece conforme suas leis certas, de môo a produzir por leis certas seus efeitos certos com uma concatenação irrefutável; segue-se daí que não podemos compreender o homem sem primeiro entender a criança. Se a intuição é uma fonte de informação valida quanto mais favorável for o ambiente, mais será o anseio de reforma intelectual e social. Nosso grande desafio não é só prescrever ensaios ou coordenadas metodológicas, mas, efetivar a captação da relação humana a uma personalidade equilibrada. Essa interação dinâmica vai de encontro á estabilidade e essa se torna incrustada na rotina e hostil a toda modificação e, como então essa alteração deva ser um ajustamento e não uma causa profunda de desajustamento? Através de umas competências funcionais, baseadas, por sua vez, em regras racionalmente criadas. Entendo por personalidade equilibrada a aplicação da linguagem como manifestação da A.N.P.D.F.M. Ou na concepção primitiva, logos. A síntese de três palavras ou ideia; fala/ palavra, pensamento/ ideia e realidade/ ser. Tem como substância a A.N.P.D.F.M, ou seja, Atividade Neurotransmissora Propulsora dos Fatores Múltiplos. Aplicada nos domínios da adequação social emergente visa atingir uma forma particular de ação, um desenvolvimento normativamente ideal, isto é, um curso de ação objetivamente possível. É dessa forma que se encontra o domínio singular, e conseqüentemente o ajustamento até se aprimorar a multiplicidade de relação que constitui a personalidade. Fazendo assim predomina a qualidade media importante para que um tipo se perpetue. (É a pura aplicação de espaço tempo como causa necessária). E, como costuma dizer os antropólogos: "é o filtro mágico". O lugar do homem no cosmos, como determinação daquilo que o homem deve ser em face do que é. Espaço Tempo como Causa necessária nos dá as características que derivam de suas relações e evolução social. É esse principio ativo que mostrará o ponto de partida para ação racional em relação a valores, ação efetiva e ação tradicional. De modo que, os domínios singulares podem tornar-se tão bem explorados e articulados por um individuo ou por um pequeno grupo que se torna acessível a outros indivíduos assim indefinidamente. Estamos assim diante de um todo continuo (que é a A.N.P.D.F.M.) Ou seja, o progresso em um domínio não dependente inteiramente das ações de indivíduos solitários dentro de seu mundo. Ao contrario, grande parte da informação sobre um domínio é mais pensada como contido dentro da própria cultura, pois á a cultura que define as etapas e estabelece limites da conquista. E, o todo descontinuo, é o foco de atenção no progresso de um individuo. Ou um fascinante amálgama das mais elevadas quantidades de propensão natural com as maiores quantidades de estimulo, liga e estrutura conforme, são fornecidas por sua própria sociedade. Pode-se chamá-lo o todo por si. Nosso conceito da Atividade Neurotransmissora Propulsora dos Fatores Múltiplos, da um exemplo da abordagem pluralística da cognição e, de como seguirmos as causas necessárias da evolução (E.T.C.C.N.); veja o que Plotino afirma: "o logos que age na matéria é um principio ativo natural; não é pensamento nem visão, mas potencial que não conhece, mas age como o selo que imprime sua forma ou como o objeto que produz o seu reflexo na água; assim como o circulo vem do centro, também á potencia vegetativa ou geradora recebe de outro lugar sua potencia produtiva, isto é, a principal da alma, a qual geradora que reside no todo". Dentro dessas considerações, percebe-se claramente que os domínios simbólicos específicos deva ser um fato inato na espécie humana. A princípio articulação do sistema é manter a personalidade estável e duradora no educando. Esse desenvolvimento progressivo nos dará dentro do conceito de Espaço Tempo a explicação estrutural dos fenômenos, e, por outro, à perspectiva que vê os fenômenos como entidades qualitativas diferentes. E para as singularidades uma notável aplicação da flexibilidade do desenvolvimento humano. A nossa forma particular de ação social é adaptar ao meio o individuo com desenvolvimento normativamente ideal, isto é, um curso de ação "objetivamente possível". Não estaríamos assim diante do eu profundo. Portanto, a formação do educando – além de visar à aquisição de conhecimento básico, à preparação cientifica e à capacidade para usar as diferentes tecnologias relativas às áreas de atuação – deve-se necessariamente conhecer a relação entre o nível psicossocial e o mundo real, e as informações obtidas, de estudos pormenorizados dos fundamentos biológicos da inteligência. É essa espécie de esteriotipação que chamo de substância do conteúdo. De onde se segue que, ao tornar estável essa relação, teremos um equilíbrio concreto, ou seja, a formação da pessoa. De maneira a desenvolver valores e competências necessárias à integração de eu projeto individual ao projeto da sociedade em que se situa; o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; a preparação e orientação básica para a sua integração ao mundo de trabalho, com competências que garantam seu aprimoramento profissional e permitam acompanhar as mudanças que caracterizam a produção no nosso tempo; o desenvolvimento das competências para continuar aprendendo de forma autônoma e crítica em níveis mais complexos de estudos.

≡Ꝋ Mentalidade Como Metalinguagem

O curso de ação objetivamente possível é indicar, disposições e comportamentos institucionalizados num sistema particular para verificação dos sistemas simbólicos, ou seja, as duas concepções fundamentais da ética; fim, meios para atingir tal fim e, o móvel da conduta humana. Para que tal conceito não se torne apenas denominações de um discurso explicativo, devemos pensar o objetivamente possível como signos, isto é, sua relação com os signos que o cercam, ou seja, por meio de relações representacionais. Se a palavra ascese significa propriamente exercício, na aplicação da vida moral nada mais justo do que tratá-la com um sistema arbitrium liberum. Aplicar os preceitos morais como códigos é torná-los concreto, isto é, aquilo que se insere em seu critério de realidade. Se a ética é uma antologia universal, uma lógica e uma antropologia, nada mais justo do que adotar uma concepção histórica cultural simplesmente tomando por certa uma lista de sistemas simbólicos ou domínios particulares que uma cultura escolheu explorar para propósitos educacionais ou de comunicação. Os mestres das nossas escolas terão uma aquisição de ampla gama de aprendizado ou aprendizagem e em cada janela do funcionamento simbólico, assumira uma abordagem determinante liberal no que se segue. A ética para mim nada tem haver com os deveres uma vez que quem age por dever não é autônomo, não é livre, age por mandamento. Portanto, faremos todo um esforço para que esses primeiros mestres entendam que ética é a definição (ou apresentação genética) do ser do homem tal como ele é, e demonstrando por que o homem é tal como é. É assim que todo o nosso esforço procede para chegar a uma descrição ideal de educação, ou seja, conhecer o homem como causa de sua ação e desejo. A flexibilidade do desenvolvimento humano e identidade, ou natureza das capacidades intelectuais que os seres humanos podem desenvolver são necessário, meios para conseguir o nosso fim, as palavras de um racionalista absoluto, a saber: "conferir isso com a natureza e a potencia do homem. Assim, aparecerá facilmente a sua perfeição a que o homem pode chegar". Penso que, se a lei de Diretrizes e Bases usasse símbolos ao invés de artigos estabeleceria mais objetividade às bases da educação nacional. Ao analisarmos a palavra artigo percebemos que ela possui unidade gramatical. Logo, a palavra gramática tem varias acepções. De modo que, quando mais concreta for à lei do pensamento,mais especificas e funcional será sua aplicação. Dentro do componente semântico a palavra artigo, a meu ver é mais adequada – ainda que não totalmente – no conceito de direito penal, direito processual penal, direito processual civil, direito constitucional e direito administrativo e, por fim normas da corregedoria geral da justiça. Não totalmente pelo fato que é nos direitos constitucionais que repousa as bases legais da educação nacional. Reciprocamente, as demonstrações puramente formais devem ser sancionadas por uma realização precisa. Concordo quanto às palavras de Gaston Bachelard: "a psicanálise, peca na medida em que tenta geralmente traduzir as imagens materiais, não levando em conta a autonomia do simbolismo". Vou dar um exemplo sobre o conteúdo emocional da palavra, inserida na nossa cultura como artigo da educação e base do sentido conotativo; da educação art. 1°§ a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a pratica social. Num primeiro exame, notar-se-á que estamos diante de um dever intermediário, ou seja, que são comum á todos e muitas vezes realizados, graças apenas á boa índole e a certa instrução. Num segundo exame, notar-se-á que certos contextos ou artigos da L.D.B, não condiz com a realidade. Ou seja, não é uma verdade de fato. Percebe-se; claramente como as palavras são partes da imaginação, isto é, vincula-se ao mundo do trabalho e á pratica social um fenômeno pelo qual os homens criam ou produzem alguma coisa, dão independência a essa criatura como se ela existisse por si mesma. Acrescente-se que são formadas de acordo com o arbítrio e a compreensão do povo, de modo que não são senão sinais das coisas como se acham na imaginação, mas não como são de fato. Assim, a alienação carrega consigo somente os signos lingüísticos e, isso nos demonstra abundantemente que a leis e artigos da Educação Nacional não acontece na natureza das coisas. Artigo contradiz então uma conotação de vinculo (quando vinculo conota "segmento ao mercado de trabalho"). Os signos designam conceitos e dão possibilidade aos meios de reprodução. Entretanto, para certos processos subjetivos expressar-se de modo simbólico tem poucos conceitos intelectuais, assim, para não se cair nessa expressividade é necessário termos cada símbolo seguindo de sua representação analógica. Alguns exemplos estarão expostos no final desse capitulo. Na realidade em que pretendo inserir a educação nada há de contingente. Penso que em educação não se especula, mas se torna algo que indique qualquer atividade ou conjunto de atividades ideias em pragma concreto. Lembro-me da proposição: "quanto mais realidade ou ser uma coisa tem, tanto mais atributos lhe são próprios". Portanto, acredito que o simbolismo é muito mais fácil e, eficiente de apreensão pelo intelecto, já o artigo designa o ato de assentimento, ou seja, aquilo que se julga a seu respeito, isto é, afirmar ou negar uma vez que julgamos inteligir o que imaginamos. A questão não é saber qual ensino superior que está inserido mais no mercado de trabalho, mas entender que a quantidade de formandos que consegue uma atuação profissional está muito distante de uma atividade econômica reguladora as necessidades reais do perfil do profissional. É como se gastasse muito mais do que se recebe. Ou seja, o cenário do ensino superior é um dilema exatamente igual ao "do crocodilo". Assim, simbolismo lógico e cientifico é a meu ver o meio seguro de alcançarmos uma efetividade no processo educacional, isto é, uma força que garanta a realização de regra. É sem duvida na educação que se deve analisar a noção de lei natural. A relação constante entre fenômeno não pode ter como base a arbitrariedade. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional necessariamente deve estar organizada com vista a um fim, de modo que a explicação de qualquer evento na educação consiste em aduzir o fim para qual esse evento se dirige. Assim, o desenvolvimento pessoal tem que descobrir qual é sua melhor maneira de existir, modificar-se ou agir. Temos necessidade que as palavras que e dispõe nos artigos e leis da Educação não sejam apenas uma seqüencia suscetível de uma transcrição escrita (idiogramática, silabaria ou alfabética) compreendida entre dois espaços em branco; de certa maneira a L.D.B. se apresenta como pura convenção e não tem necessidade, isto é, algo que consiste em admitir que as coisas, não acontecem com vista a seu melhor resultado, mas que, às vezes, o resultado melhor é o efeito acidental da necessidade não era exatamente isso que dizia Aristóteles. Wittgenstein disse acertadamente: "a linguagem engendra superstições das quais é preciso desfazer-se"; e a filosofia educacional deve ter como tarefa primordial o esclarecimento que permita neutralizar os efeitos enfeitiçadores da linguagem sobre o pensamento. Portanto, o que nos interessa de fato são as funções praticas das palavras. Aptidão para o desenvolvimento da educação e, uma lógica dos predicados e lógica das relações vigorando na constituição. Existe toda uma dimensão a ser adequada a ser vencida. A conscientização da equipe econômica de qualquer governo já é um bom começo para se ter educação concreta de qualidade. Propostas mais abrangentes como alcance, a atual Fundef diz: "apenas o ensino médio"; ai vem o MEC e sugere que para o Fundeb "é suficiente a educação infantil, ensino fundamental e médio". Depois disso o educando fica a Deus dará. Senhores, a inclusão social não é um problema isolado de repetência e de dificuldade de aprendizagem, mas, uma condição que faça do homem o cânone e o fundamento do real e de seu conhecimento. O nosso "objetivamente possível" tem como primado não só combater o analfabetismo, mas, sobretudo, acabar com ele. Remediar a insuficiência do sistema escolar e as perturbações sociais não é um meio de congruência para se estabelecer principio de política social. O estágio final da nossa educação é reversibilidade, isto é, extinguir o analfabetismo. Combater a educação liberal dos adultos, extinguir é alcançar a amplitude desejada. Educação de qualidade para todos os jovens. A política brasileira para o setor enquanto não estiver realmente comprometida com sua realidade dificilmente encontrara o caminho para o desenvolvimento. Educação de qualidade não seria, pois, entidades irredutíveis, mas construções lógicas a partir de entidades como (economia, governo, jurisprudência etc.). E, essa parte teórica das ciências sociais como funções proporcionais. Só assim teremos o valor da função. Entendo por conscientização não apenas os dados dos sentidos ou paráfrases, mas uma maneira de dizer algo a respeito de dados dos sentidos, sem que deva haver necessariamente paralelismo entre a estrutura da paráfrase e da proposição parafraseada. De onde se segue que, educação de qualidade só é possível na sociedade brasileira com concatenação do ensino fundamental ao ensino superior, além disso, a posse de um simbolismo adequado permitira a especificação de um conjunto bem determinado de regras. Entendo também por educação de qualidade não entidades isoladas, dissociadas das estruturas mais necessitadas da sociedade, mas, a consciência de uma educação em si como membro de uma sociedade, de um povo, de um partido, ou seja, a materialização técnica e espacial de uma boa ideia, de uma família, ou de uma corporação. Educação de qualidade que se ouve por ai é uma espécie de interpretação baseada em concepções de funções não-proporcionais. Existe de fato universidades e, faculdades boas, mas, em nada elas nos dão operação de medir grandezas concretas. Educação classista de qualidade só interessa a países que uma só certa classe, a classe das que tem m elementos. O que se espera, portanto, é uma educação exclusiva, como p.ex. "ou é noite ou é dia". Aproximar as classes ou considerar uma equivalente não basta, devemos aproximar os opostos da cognição humana o mais possível. Ou seja, quando pudermos especificar determinados limites, de toda atividades cognitivas estaremos construindo uma "inteligência arquitetônica e pratica", construir inteligência artificial é fácil. Voltemos nossa atenção agora para um momento de assaz importância: "a socialização das inteligências humanas". O que de fato é uma qualidade essencial para a aprendizagem comportamental. No significado corrente, um complexo de relações entre o mundo natural e ser vivo, que influem na vida e no comportamento do mesmo ser vivo, isto é, ambiente. Mesmo que a maturação não é exigida qualquer treinamento, especifico e, a conduta emergindo por si, basta, portanto, que o meio ambiente esteja dentro dos limites favoráveis. Assim, quando os padrões de ação fixa encontram condições favoráveis o surgimento da competência simbólica agradece. Durante a primeira infância, a criança adquire determinados entendimentos básicos. Ai eu pergunto no inicio da infância onde permanece a maior parte das nossas crianças? Em asilos ou manjedouras que recebem o nome de creches. O fio desse tecido de imagem prescreve para a ação social que creches representam algo útil para cada cidade e municípios. Dessa forma o senso comum social afirma que as creches são muito boas porque, as mães podem trabalhar e tem onde deixar seus filhos. É muito fácil percebermos quando estamos diante de um fenômeno ideológico. Na consciência social estamos reconhecendo os trabalhadores (mães) e seus filhos (futuros produtos de trabalho), Ou seja, condição e condicionado, que conseqüentemente leva a produção de imagens e ideias que pretendem representar a realidade como algo bom. Certa classe é a grande interessada em manter as creches, portanto, de servir á defesa dos interesses que prevalecem em cada fase desta relação. É muito mais vantajoso que o filho da empregada domestica fique numa creche ao invés da casa da patroa. Bem, num país industrializado como o nosso quanto mais creches melhor para se persuadir, dirigir a ação. Nossa critica não é contra determinados lugares para se deixar ás crianças, mas, que as propriedades, as relações, as conseqüências substanciais seja, favoráveis, essenciais para o treinamento precoce e aproveitamento das crianças que conseqüentemente exercera controle decisivo de sua trajetória de desenvolvimento. E, que os indivíduos, possuem domínios de competência intelectual potencial que estão em posição de desenvolver; educadores que estimulem adequadamente e estejam as disposições. É crucial que nesta primeira fase educativa as crianças encontrem um ambiente adequado. Ao refletir sobre o local – para não cairmos no uso puramente ideológico – devemos ter a questão como algo não desvinculado do substantivo correspondente. Para então, substituir as creches se propõe como já mencionei mais acima ás P.E.C., ou seja, a pré-escola convencionali, a essência posta como totalidade de toda estrutura Denevioverofulgens. De onde se segue que, a conexão de todo o sistema só será capaz de possibilitar à justificação, através da concatenação dos principais aspectos ou meios de educação. A minha principal responsabilidade pelo desenvolvimento de outros indivíduos é exercer uma confiança sabia de forma produtiva, mas enquanto pensarmos que creches é uma boa solução, a sociedade não vai atingir alguma meta maior, estaremos agindo pobremente e contraproducente. Nosso primeiro grande desafio – que não são poucos – é formar um maior numero possível de educadores para intervir nas pré-escolas convencionalis, profissionais, antes de tudo comprometidos com a transição, ou seja, num ritmo que leve a sociedade buscar novos temas, ou mesmo uma "objetivação". Educadores trabalhando dentro de amplos parâmetros, buscando exemplos genéticos primários com um indicativo de negociar as etapas posteriores com sucesso, planejando as etapas seguintes conscientes para que a criança possa progredir satisfatoriamente até o exemplo genético primário seguinte. Ainda dentro da fase abstrata da mensagem, antes que passemos para a Composição compre-nos analisar o conceito que se tem de motivação de aprendizagem. Um ponto estratégico e essencial para quem pretende praticar o desenvolvimento de outros indivíduos. Quem deve estar primeiramente motivado o educando ou educador? Falemos primeiro da motivação; não se tem aprendizagem sem motivação. Logo, não se aprende se o educando não estiver motivado. Quanto ao educador terá mesmo o pressuposto implícito que informação, conhecimentos e fatos constituem por si mesmo automotivação? Acredito que seja positivo quando o educador tem consciência dos fatos, em si mesmo, ai então, ele deixa de ser um agente passivo e a experimentabilidade não significa possibilita lógica, vazia, mas possibilidade motivadora pela conexão da experiência. Conseqüentemente como dizia Husserl: "Esta é uma cadeia continua de motivação que assume sempre novas motivações e transforma as já formadas". Dessa forma é necessária além de uma pré-disposição a motivação consciente do educador de modo que, estabelecida a essa relação, os derivados são motivados com relação à base. O que mais se encontra hoje em educação são professores desmotivados. Devem-se distinguir aqui a alteração de professor para educador, este parece estar sempre motivado, quanto ao primeiro por uma gama de razões que rege seu mundo exterior e, conseqüentemente designa as operações de comutação com o interior, infelizmente, está pré-destinado ao fracasso. Dentro desse conjunto dos fatores conscientes o educador estabelece uma relação positiva com o educando semiconsciente. De onde os motivos orgânicos e biológicos serão muito bem trabalhados. A motivação dirigida á aquela que falamos no nosso raciocínio dedutivo, onde se o educando não estiver motivado não aprende. A motivação não pode ser entendida como promessa formal, mas, como um sentimento comum que cada um encontra em seu consciente. Se os motivos constituem o aspecto dinâmico do processo educacional não se deve, entende-los como puro convencionalismo nem tão pouco estudados os motivos que se relacionam com o conhecimento, é necessário antes de tudo ao educador um esclarecimento a perfeita arbitrariedade das convenções lingüísticas. O conceito de motivação será largamente desenvolvido na formação dos nossos educadores de modo que, a causalidade da causa, causalidade da razão e causalidade de ser devam obedecer a critérios limitativos, cujo objetivo é garantir à possibilidade de repropor à escolha com vista ao desenvolvimento dedutivo. E, ainda nessa determinação das regras de dedução, operações e procedimentos também estão sujeito a uma escolha limitada, sempre com vista à possibilidade de propor tais regras, isto é, um método de analise ou operação. De onde concluímos que se deve falar em motivação não numa espécie de acordo ou contrato implícito, não formulado, inconsciente mesmo, sobre qual repousa o código, mas, objetivamente, o campo de investigação comum em que os pesquisadores podem mover-se subjetivamente, o compromisso dos pesquisadores. Ai então, não se ouvirá mais a tautologia que se houve tanto por ai: "devemos motivar o aluno". Quem sabe assim, também sairemos da lanterna no índice de desenvolvimento educacional. Não basta apenas pedir mais investimentos em educação, necessita, repito, é fixar-se o conjunto de condições sociais que possibilite um modelo de formação e que faça o educando encontrar-se dentro do seu mundo.

Papel do Conselho Nacional de Educação

Da Educação ҈Ჾ

Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

֍ꓰꓡ = Formar o cidadão para uma ética absoluta de uma sociedade aberta onde se de continuidade e faça o progredir o esforço criador da vida.

Do Direito a Educação e do Dever de Educar

Ϣ Д = Ensino funda, médio e superior gratuito, e todos seus atributos respectivos, ou seja, as qualidades são inerentes ao sistema.

Capitulo III

Composição

Para que nossa ação educativa se estabeleça e se insira e nosso critério de realidade é necessário considerarmos o objeto que condicionara a enteléquia que está em potencia. O conjunto de indivíduos de qualquer espécie que tem ascendência comum e apresentam caracteres biológicos significativos, ou seja, a etnia é um dos fundamentos para se progredir em nossa articulação. E o que esta em potencia aqui para nós é a possibilidade ou necessidade do sujeito cognoscível. Para que tenhamos uma harmonia entre a vocação ontológica do ser situado e temporalizado e suas condições especiais desta temporalidade e desta situaciolidade é necessário que o ser observado seja conduzido pelo ser observador e, este tenha uma noção de transcendência na analise da relação do homem com o mundo. Isto é, a própria essência de sua subjetividade. De modo que, cada ser observador ou sociológico tenha que ser um especialista em etnia e línguas. Esse ser observador tendo uma atitude reflexiva, ou seja, uma atitude que volta para si mesmo ou sobre si vai percebendo que a etnologia regionalista é aquela fase de um sistema de significados que, em dado tempo, sofre uma retificação de direção, uma transformação transitiva. Essa analise existencial da à possibilidade de interagir na formação do individuo, não do ponto de vista da sociedade, mas em conotações do ponto de vista da pluralidade, de criticidade, de conseqüência e de temporalidade. Entendo por processo formativo um método que considere os elementos às suas considerações. O ser observador ou educador é o componente primeiro de um composto desejado, ou seja, o principio que impele um ser vivo à ação; assim, tendo nos garantido o padrão de qualidade do nosso educador nos ocuparemos agora nas aplicações que contribuam para nossa pratica educacional. O que foi apresentado na forma e no conteúdo como um procedimento de investigação na composição se entende como algo organizado, repetível e autocorrigível, que garanta, portanto, a obtenção de resultados validos. A nossa harmonia preestabelecida sustente não um educador idealizado em hipóteses acerca da natureza da educação, mas, num idealismo gnosiológico. Esse nosso objetivo já foi exposto de modo substancia no começo do nosso tratado. De modo que, a organização dos canteiros já pressupõe toda a essência da composição. Aqui talvez se admire alguém de que, o meu intento seja apresentar uma educação que tenha como base uma sociedade imaginaria e que formar um educador de qualidade suprema deva ser qualquer ideal de realização difícil ou impossível. Contudo, garanto que nada se torna uma utopia quando se busca um fim para qual procuramos dirigir todos os nossos pensamentos. Quando se tem a melhor percepção de qual meio auxilio para atingir uma perfeição, resta, contudo, vencermos a faculdade de afirmar ou negar, ou seja, o fenômeno da vontade. Esse meio é o educador como mediação na função de relacionar dois termos ou dois objetos em real. O primeiro desses termos seria sua capacidade formativa que consta dos seguintes atributos: primeiramente os nossos educadores terão um novo conceito de inteligência, isto é, que a multiplicidade de faculdades de entender, pensar, raciocinar e interpretar não se limita a uma propriedade da mente. E, que juntamente esses educadores, projetem sua mente – igual à do telescópio James Webb – amplamente sobre o nosso mundo e pense em todos os papeis ou atividade humana; ou estados finais privilegiadas por culturas pelas diversas era. Considere, por exemplo, a aliança que há entre a psicologia de origem descritiva com a sociologia genética ou antropologia social e cultural. De onde se segue que, compreender a estrutura da mente é alcançar e delimitar espaços marcados pela presença, não de simples culturas mais de tipos de personalidades. O segundo termo fica por conta do campo de aplicação, ou seja, tendo o educador o domínio de atividades didáticas cabe a ele ainda estabelecer a dimensão de suas aplicações. É aqui que começa sair de uma conscientização ideológica para um plano concreto. Uma vez determinada, com a previsibilidade; o sovoir pour prévoir enquanto critério de mudança se estará dando passos importantes para uma ação profunda positivista sobre a personalidade humana. Essas novas células que estarão sobre tudo, à finalidade de possibilitar o que nos interessa; o fato atômico, ou seja, a racionalidade geral das leis e o modo pelo qual se pode extrair delas conseqüências fundadas e concretas para os casos singulares, assim como pensava Lukács: "O ser social elevado a uma conexão racional acabada, tanto na sua totalidade quanto nos seus detalhes". Esse é de fato o ponto mais complexo do nosso sistema. É aqui novamente que nos encontramos diante do eixo das sucessões [diacrônico], ou seja, o estado de coisas que procuramos o actus que emana dos nossos educadores ou componentes primeiros. É dessa realidade que se realiza e vai se realizando o ser que alcançou ou está alcançando a sua forma plena e final. Observa-se a importância das células geradoras que agem como integradora de todos os subsídios, para que as novas células se estruturem e estabeleçam uma hierarquia de valores. E, é a partir desse conceito que começaremos a edificar uma "sociedade civil" onde o metabolismo social ou relações materiais de vida sejam os menos antagônicos possíveis. Não é meu intento aprofundar-se nos princípios ontológicos fundamentais de Max nem tão pouco se ocupar em apresentar uma nova critica da economia política, cumpre-me, apenas, trilhar um caminho, a saber, na qualidade do objeto de educação ao qual aderimos. O actus que emana dos novos educadores nada mais é do que o objeto da consciência, que alias, é a própria consciência em sua clareza e vivacidade, a previsão e o anuncio da direção em que a mudança e a readaptação são possíveis. E por hierarquia dos valores entendo uma perfeição lógica do conhecimento e sua aplicabilidade na fisiologia da razão pura. Esta é, pois, a ideia geral de um educador. Inicialmente dele se espera uma célula gerativa explicita no sentido de que os fenômenos sociais observáveis permitam a sua formalização e lhe de condição de estudar a ação dos indivíduos uns sobre os outros. A idiossincrasia é um conceito fundamental em educação eleva o educador a entender que consciência não é coisas, mas, representações, concepções, imagens das coisas; e estas podem coincidir ou não com as coisas, isto é, ser verdadeira ou falsas. Para se progredir no desenvolvimento e na educação da criança é necessário considerarmos um ponto fundamental por excelência: processo temporal. Essa concatenação exprime tanto o ritmo biológico como o social ou interacionista. Independente das funções fisiológicas do ser humano ou da experiência sensível como tal. É através desse processo temporal que o ser observador conhecera e terá a capacidade de fazer distinções entre indivíduos e, em particular, entre seus graus de inteligência. Diante desse procedimento, estaremos adotando uma forma psicológica de orientação mais positiva, mais aberta às possibilidades de mudanças e crescimento, ou seja, estaremos progredindo. Dentro dessa ordem de tempo, ou esquema de tempo que o ser observador aplicara sua didática moral e métodos e técnicas de ensino. O progresso na educação se faz aos meus olhos como algo que se desenvolva em sentido desejável e não como crença de que, os acontecimentos históricos se de mais no sentido desejável realizando um aperfeiçoamento crescente. A problemática encontra-se no segundo sentido visto permanecer por muito tempo no plano ideológico da questão. Acredito, portanto, que a esperança ou empenho moral para o futuro começa na chamada revolução intelectual da criança, ou seja, o período que abrange as idades de dois a cinco anos. Essa ação didática começa nas bases da nossa estrutura, ou seja, na P.E.C., ou pré-escola convencionalis. De onde se segue todo o progresso da nossa objetivação ou "principio da continuidade". Consideremos, portanto, o aspecto psicossocial e o desenvolvimento espontâneo que se chama psicológico. Entre essas duas questões não pode haver imprecisão quando consideramos outro ponto que dá segmentação aos outros dois. É a linha que chamamos de tempo, onde os elementos, psicossocial e, psicológico tem certa unidade ou semelhança entre as varias fases. Essa relação que o ser observador examinara terá, portanto, as conexões necessárias para se progredir. Assim, quando uma mãe chega para deixar seu filho na pré-escola convencionalis passara por uma examinadora onde se colhera o maior numero de dados de ligação entre mãe e filho. Certos componentes serão indispensáveis para que o apego e crescimento normal se estabeleçam num processo continuo, onde a origem do conhecimento pessoal possa ser o quanto mais identificável. Quanto à maior noção de vinculo que ligam a criança aos pais, maior será a antecipação, ou seja, uma espécie particular e privilegiada de conhecimento para o progresso social da criança diante da sistemática da examinadora. Diante desse ideal regulador de investigação que o ser observador vai formando à sua percepção transcendente tendo a noção dos primeiros intercâmbios sociais que vão do objeto ao sujeito. Considerar a noção uma classe especial de atos e operações cognitivas que dê ao ser observador um significado mais geral ou uma noção nuclear onde se terá uma espécie particular e privilegiada de conhecimento. De onde se segue os ícones necessários para trabalhar o desenvolvimento pessoal das bases biológicas da pessoalidade o significado de sujeito como o eu, a consciência ou capacidade de iniciativa geral. Existe no mundo inorgânico uma coisa que eu a chamo de relação Condizente dos Corpos Físicos, e na vida orgânica o que isso implica? Toda a natureza da percepção. A relação só não é condizente quando passa pelo filtro do subjetivismo, ou seja, representações e relações entre as coisas e nós, onde a coisa pensada sai de forma deformada. Se a percepção é um processo cognitivo, isto é, uma forma de conhecer o mundo é, portanto, relação, ou seja, algo com respeito a algo. No mundo orgânico – que nos interessa agora –, tal referencia é entendida como objeto do mundo. E o que nos interessa dá realidade é que a educação seja uma relação com a realidade presuntiva. Essa realidade absoluta, necessária da consciência é assumida pelo ser observador diante de uma receptiva, ou seja, a capacidade da criança de considerar a realidade externa e os objetos como diferentes de si mesma e de um ponto de vista diverso do seu. Seja ele denominado como egocentrismos, pensamento pré-lógico, pré-causal, mágico, animista ou artificialista; o raciocínio infantil não é nem dedutivo nem indutivo e nem tão pouco transdutivo, mas, relações subjetivas de algo com algo. Se afirmarmos que raciocínio infantil é transdutivo conclui-se que sua inferência se culmina na escolha, isto é, na deliberação, o que é absurdo. Nesse relativismo insensível ao mundo dos outros indivíduos encontramos a alma humana no seu mais alto grau de purismo. À relação condizente nos fenômenos fisiológicos toda vez que o ato ou função cognitiva à qual se apresenta um objeto real. Logo. À relação condizente nos corpos físicos, num modo de ser representativo (subjetivo), e ordem. Cabe, portanto, ao ser observador, avaliar no educando as noções especificas, ou seja, o seria; o total e grau ou nível. Por esse prisma o educador considera o nível sensório-motor e até o das operações formais. Até, por fim, alcançar o conceito de ordem de grau e nível, isto é, a estrutura do conhecimento e formação do intelecto. Como se tratando de habito racional especifico é, portanto, continuo. A relação do homem com o mundo deve ser a mais condizente possível como se fosse sintetizada na famosa equação de Einstein E=mc² . Mas, sabemos, por larga experiência que no domínio do subjetivismos essa compatibilidade carece de razões universais. Contudo, com facilidade podemos aproximar a espécie humana dessa relação. P.ex. quando nossos esforços á laboriosas conquistas intelectual verdadeira, que se realiza na luta contra os obstáculos e na atividade criadora do espírito livre de pressões; quando damos igualdade de oportunidades para aqueles que desejam cursar universidades publicas e federais; não estudar a natureza humana para simplesmente saber falar dela, mas, para conhecerem-se a si mesmo; quando há adaptação à vida pratica; onde a criança adquire progressivamente a individualidade etc. No ser observador encontramos o conjunto dos atos necessários para compreender que o individuo e sua cultura forma uma determinada seqüencia de etapas para o desenvolvimento e esse estender reside na própria cultura antes de tudo. Pressupomos o educador como uma estrela de grande massa colapsando no tempo, assim, os seus feixes de luz que não conseguem escapar são os atos necessários para compreender o individuo, de modo que, esses feixes ficam girando a uma distancia do centro que é o conhecimento. Entendendo, assim, a formação coletiva e anônima de um grupo social nas instituições que o definem; qual é a ferramenta indispensável para isso? Ferdinand de Saussure nos responde: "a língua"; ou seja, a articulação das palavras. O ato do intelecto e o ato moral nos darão ou dará ao educador a existência da palavra. Conhecer a manifestação lingüística do individuo é conhecê-lo como sujeito pensante da consciência ou autoconsciência que determina e condiciona toda atividade cognitiva. Compreender o mecanismo do signo no individuo é algo indispensável tanto como às relações inter-humanas, ou seja, as bases biológicas, bases psicológicas, bases sociais, bases metodológicas cientificas e bases filosóficas. A motivação da aprendizagem semiológica, uma aproximação do funcionamento do aparelho vocal, um conhecer pormenorizado da hipótese de Sapir-Whorf como todo o Dictiónarium de Linguistique. O que é mister considerarmos é que o educador ou ser observador que estiver mais bem preparado para aplicar a inteligência e linguagem em seu plano de aula saíra do papel da simples percepção, pois freqüentemente a imagem percebida não corresponde à realidade do objeto. Cabe, portanto, ao nosso educador formular as ideias em relação com o percebido. Nota-se como estamos diante de um exemplo preeminente da inteligência humana. Entendo por mais bem preparado aquele educador que faz do jogo da linguagem um uso adequado. E, para se ter um desenvolvimento positivo nas habilidades simbólicas da educação é mister o educador conhecer e interpretar a arbitrariedade do signo e a dualidade língua/fala. No que se segue, fica claro o conceito de duração real de interdisciplinaridade, ou seja, um vôo para além da mera justaposição de disciplinas. É esse dialogo permanente com outros conhecimentos que dá uma pratica pedagógica e didática adequada aos objetos de ensino. É importante enfatizarmos que a interdisciplinaridade que nos referimos não é aquela que fica apenas idealizada nos parâmetros curriculares nacionais como simples fraseogramas, mas, aqui, tratamos essa palavra como cataléptica. De modo que esse eixo integrador, não é que "pode ser", mas é o objeto de conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção concreto. Outra noção nuclear a considerar é focalizar novas unidades culturais que se formam nas periferias das cidades, como os guetos na Itália. Existe uma espécie de etnologia urbana, relações sociais pouco ou quase nada relevantes para os parâmetros curriculares nacionais. A nossa abrangência dos fenômenos sociais é de assaz importância para uma educação reformista. Era isso que Herbert Spencer chamava de agregação de toda ordem, inorgânicos e orgânicos. Ao invés do educador tomar uma atitude classista, ele reconhece nas sociedades uma diferenciação progressista de funções que acompanha a diferenciação progressiva de estruturas, ou seja, só há um organismo com órgãos complexos, cada órgão realiza uma função especifica; se há uma sociedade subdividida em muitas organizações diferentes, estas exercem funções diferentes. Assim, interdisciplinaridade é ter-se noção de coexistência, ou seja, o progresso de coexistir no tempo. E, conhecer que a sociedade é estar junto de homens que se encontram ligados, pela dependência mutua, procurar uma nova compreensão da vida social para se não acabarmos, aos menos, amenizar as diferenças de classes; compreender que todo individuo transcende seus limites naturais. E nesse âmbito social que se desenvolve em maior grau as faculdades humanas em suas contradições (alienação etc.). Destarte, junto a essas unidades vejo o sistema das necessidades aflorarem para linhas continuas das relações materiais de existência, ou seja, se implantarmos escolas P.E.C. em cada bairro em cada vila encontrar-se-á assim, a forma de melhorar a anatomia da sociedade. É de assaz importância que a célula geradora se torne em estado latente na consciência de cada educador, isto é, uma definição analítica bem desenvolvida, uma proposição que inclui todas as características necessárias de qualquer relação objetal que seja uma referencia ao símbolo uma sociedade concreta. Os fenômenos sociais não podem ser objetos de conhecimento de apenas uma parte, mas, do todo. Assim, interdisciplinaridade é conhecer também a síntese dos opostos. À representação que falava Fichte (Wissenschaftslebre). Pensemos num sistema de irrigação: o motor bombeando a água para todos os ângulos necessários do terreno. O resultado é eficaz quando a água alcança toda a área a ser cultivada, neste caso, com efeito, resultados aceitáveis e em contradição flagrante com os fatos. Todavia, não á preocupação com a educação que temos hoje de se irrigar as adjacências do plantio com motores potentes, mais humanamente ativos de pensamentos, a água até que chega nesses arredores, mas, tão débil que as plantas em seu desenvolvimento se tornam algo fortuito e repudiado. E, não adianta alguém falar que ações de caridade vão resolver a fluidez dos limites, isto é, para a virtual impossibilidade de se encontrarem ações concretas. Interagir na formação; o protagonismo docente no uso de suas atribuições pedagógicas de qualidade aplicara métodos para despertar a participação pessoal do educando. Essa pratica terá um caractere arbitrum liberum, ou seja, o que implica, assim, uma possibilidade de escolha. Interagir na educação é ter finalidade de dispor interesse no educando; o prazer que associamos à representação da existência de um objeto deve procurar atingir um estagio que um ou dois métodos numa comunidade orgânica faça sobressair com toda a nitidez desejada à interdependência do sistema e do movimento. Esses dois métodos é o que chamo de interfenômeno,isto é, o evento não considerado, não imediatamente inferível pela observação (mas que está lá), que é o despertar do interesse do educando. Onde se uni esse procedimento na forma de interpolação. Notar-se-á que, comumente o "desinteressado" é muitas vezes o professor em não possuir uma intuição apurada do momento em que o educando participa do saber, graças á qual o saber se lhe afigura se apresenta útil. Com efeito, todo aprendizado pressupõe pratica de ação didática onde a motivação seja o objeto principal. O educador deve ser em si objeto de motivação, ou seja, uma espécie de caráter que demonstre que o homem é capaz de fazer de si mesmo. E essa estrutura originaria e congênita pode fazer que o educando se cale ou lhe esclarecera e desenvolva a essência do que descobriu. Educador que desmotiva o educando não é educador, mas, professor. No meu tempo de estudante do ensino médio havia um professor que nos o chamava de professorfalastrão. Esse senhor dava aulas de literatura brasileira; só ele tinha o direito de falar na classe, contava a historia do livro inteira sem interrupção; e, se você ousasse em perguntar algo, ou manifestar o desejo de participar com uma pergunta, instantaneamente ele parava de andar, encarava o aluno com desdém (como uma hiena para numa jaula de andar, quando alguém para pra observá-la); ai encarava o aluno, olho no olho, altivo, empinava o peito para frente, como ao próprio inferno demonstrando votar desprezo; apressadamente o aluno indignado se encolhia como um caramujo. Destarte, esse aluno e, nenhum outro mais demonstrava a intenção de perguntar nada. "Deixe o falastrão que fale a vontade", era o que dizia o olhar de todos. O que esse professor praticava de fato era a literatisse, esse professor com essas atitudes, já mais pensou em despertar a participação dos alunos sobre o conhecimento que o homem efetivamente, dispõe o fim de determinar as condições de sua validade. Perceba, claramente onde está a diferença entre professor e educado. A verdadeira arte de ensinar é interpretar o comportamento do educando diante do processo triádico que se dá entre o signo, seu objeto e seu interprete. Quanto maior a habilidade do educador em especificar determinados limites de todas as atividades cognitivas humanas, melhor será o desenvolvimento e a realidade da compreensão. Quanto melhor o conteúdo a ser dado, o método e técnica de ensino, o meio, os objetivos serão mais profícuos. Com os instrumentos certos nossos ofícios terão uma suscetibilidade de abrirem caminhos para a via real da formação do homem para seu amadurecimento do individuo. Portanto, interagir na formação nos dá um conceito bipolar da lógica educativa, ou seja, considerar-se-ão a capacidade do educador na elaboração das possibilidades projetadas na compreensão. O grande mérito do educador é não se ater apenas à intuição sensível, mas, alcançar a intuição intelectual que é originaria e criativa; conhecer necessariamente e praticar o uso lógico em geral do entendimento. O leitor pode até pensar que estou sendo demasiadamente exigente com o corpo docente, contudo, não conheço outro modo de se alcançar o tão sonhado compromisso do profissional com a sociedade senão por esse caminho, que parece espinhoso, íngreme, mas, se encontra bem à frente plano e concreto, a inevitabilidade de busca de qualidade é perfeitamente realizável, trata-se apenas de prosseguir na faculdade de pensar. Então é possível uma educação pura? Sim, é possível, mas não através da razão instrumental apenas; encontrá-la-emos, com a razão critica, isto é, que analisa e interpreta os limites e os perigos do pensamento instrumental e afirma que as mudanças sociais, políticas e culturais só se realizarão verdadeiramente se tiverem como finalidade a emancipação de gênero humano e não a tal visão do mundo, compreender-se-á então que estamos vivenciando uma crença educacional. Desse modo, entendo por educação pura um conjunto de relações que se interligam, ou seja, um sistema se bem que, se um dos termos modificar o equilíbrio do sistema fica afetado. Como a estrutura de uma língua. De onde se segue que, no interior da pluralidade há um somatório de áreas de conhecimento, o educador – se utilizando o uso lógico do entendimento –, usa conceito valido para muitos e que ainda sob estes muitos conceitos um aparecimento da imagem verbal dada que é então referida imediatamente ao objeto. Assim, por exemplo, na faculdade de avaliar e escolher se fala em cultura, no singular, quando se deveria falar em cultuas, pois a lei, os valores, as crenças, as praticas e instituições variam de formação social para formação social. Com efeito, a excelência de ensino ou educação pura se faz através da operação intelectual do educador, ou seja, uma busca sistemática para enriquecer a personalidade do individuo e sua capacidade de comunicar-se com os outros. Vê-se então que as diligencias feitas para atingir a educação pura caracterizam por ser constituída de elementos independentes do todo. Essas propriedades do conjunto (cultura antropologia) são essenciais para muitos conhecimentos possíveis serem reunidos num só. Pode-se tomar aqui o exemplo dos números inteiros: eles não existem isolados, nem se apresentam numa ordem qualquer. A ação metodológica deve ter o conceito de cultura e antropologia como uma espécie de ensomatose no ensino ativo. Algo organizado. Do frances organiser. A expressão do nosso pensamento em língua francesa nos dá uma utilização mais elaborada para que a realidade objetiva possa ser provada tanto pela razão quanto pela experiência, ou seja, nos auxilia a uma verdade de fato. Destarte, por certos giros do pensamento por raciocínio, dispor, preparar, combinar nos concede conceitos de deliberação ou a concessão ou por desenvolvimento que por sua vez ocorre à ideia de organizar. Uma disposição de alma coerente e concorde como empregavam os estóicos nos auxilia há uma maneira de utilizar uma teoria associativa que os sociólogos pressupõem como mudanças estruturais que geram um novo comportamento social. Essa disposição ou qualidade é uma distinção real que o educador tem como teórica particular de pesquisa. A organização que nos valemos aqui é aquela que o educador vai aplicar em sala de aula. Ação do educador em relação ao educando. Para que a ação geral do educador atinja objetivos positivos e não fiquem resíduos quanto ao senso do dever de um ou de outro o educador deve necessariamente ter posto seu fim ou objetivo, examina-se como e por quais meios se poderá atingi-lo. E como alcançar essa consideração das alternativas possíveis que certa situação oferece à escolha? Conhecendo as leis comuns da natureza humana. Para que eu ensino! Para quem eu ensino! Quando afirmarmos que o educador deva conhecer as regras universais da natureza é o mesmo que dizermos que se devem conhecer as regras do jogo as ferramentas e peças que se vão trabalhar, ou seja, a maneira de viver dos homens. Penso que é dever do educador de qualquer nível de ensino, tornar-se a par das possibilidades de ação do educando; aquele notável postulado nos serve de exemplo: "o corpo humano pode ser afetado de numerosas maneiras pelas quais a sua potencia de agir é aumentada ou diminuída; e, ainda, por outras que não aumentam nem diminuem a sua potencia de agir". Se pretendermos que os homens avancem no caminho da sabedoria é necessário designarmos não só um balanço da historia passada, mas também uma profecia para o futuro. Antes de pensarmos em estabelecer consensos sobre o que e como ensinar se deveria preocupar em o que aprender para poder ensinar. A minha proposta pedagógica no conjunto das matérias do curso comum do ensino médio é inserir uma disciplina que tente apropinquar-se o mais possível das identidades ou tipos de cognição. Assim, quando nossos educadores tiverem o fio condutor sobre os possíveis tipos naturais de inteligência humana estaremos a um passo de desenvolver os potenciais intelectuais e a meio passo de uma sociedade com uma nova organização, mais progressista e sólida. Essa nova disciplina que se chamará E.H., ou seja, existencial humanística terá inicio já no primeiro ano do ensino médio. Para que a radiação esteja em equilíbrio térmico, a matéria deve difundir-se com as ondas que emanam das pré-escolas convencionalis, isto é, deve haver uma relatividade geral de dados onde uma espécie de espectro de distribuição será avaliada em medição e intensidade. Esse conjunto de relação que considero como reformas na área educacional que de fato vão permitir superar o quadro de extrema desvantagem em relação aos índices de escolarização e de nível de conhecimento que apresentam os países desenvolvidos. É nas pré-escolas convencionalis que à flexibilidade do desenvolvimento humano começa a ganhar força particular. Nessa primeira etapa teremos especialistas em psicologia educacional que desenvolverão projetos, se avaliara materiais e procedimentos, programas educacionais onde terão como instrumentos a análise das situações mais comuns ou fundamentais em que o homem vem encontrar-se; o psicólogo social aquele que estuda como as pessoas influenciam-se mutuamente (estudos aprofundados de influenciadores digitais em plataformas de infraestruturas virtuais). Existir significa relacionar-se com o mundo, ou seja, com as coisas e com os outros homens; o psicólogo do desenvolvimento estudando mudanças de comportamentos ao longo do tempo, para o qual as relações entre o ser ai, isto é, o ente que existe, o homem e o mundo circundante que sempre se configuram como transcendência; o psicólogo experimental, ou seja, aquele que conduz pesquisas em unidades empíricas elementares; o psicólogo escolar que além de atuar nas pré-escolas convencionalis terá uma relação necessária com o ensino fundamental e médio, de modo que, estabelecerá programas, consultas, acompanhara jovens problemáticos e fará pesquisa no ambiente escolar e, no final de cada ano letivo apresentar seminários que serão discutidos as atividades principais e os resultados de cada pesquisa. Nas repartições de ensino serão necessário uma superfície ou conjunto que se inteirará com especialistas como: psicólogo cognitivo, psicólogo comunitário; o psicólogo de engenharia; psicólogo de personalidade, fisiologista e psicólogo psicométrico/quantitativo. O que se pretende é uma estrutura unificada, ou seja, uma rede de relações, também denominadas dualidade, conectada com todos os conjuntos de ação que se componham o ensino, isto é, as P.E.C., ensinos fundamentais, médio e superior. Pretende-se, assim, além de trabalharmos a flexibilidade do desenvolvimento humano, se estar examinando a questão da identidade, ou a natureza das capacidades intelectuais, que os seres humanos podem desenvolver. Se estivermos pensando em uma existência educacional de qualidade, deve-se necessariamente considerar sua essência, ou seja, as questões compreendidas nos atributos da causa necessária, uma vez que, sem a existência a essência não pode ser concebida. Essas dimensões de análise que é a essência da disciplina E.H., que por sua vez é a busca por princípios gerais que conduza a natureza e o desenvolvimento das capacidades intelectuais humanas e como ela interagem ao longo de uma vida. Destarte, as pré-escolas convencionalis trabalhando em forma sistemática a plasticidade e flexibilidade do crescimento nos meses iniciais da vida, o educando chegara com informações valorativas e objetivas. De modo que, quando o educando estiver no inicio do ensino fundamental até o médio, as tendências intelectuais terão um valor vital, isto é, uma possibilidade ou modo de ser do homem. Logo, teremos a educação como um bem publico.

Resultados validos. A forma dos fenômenos sociais será no sentido de concretizar cada vez mais as funções, as conexões, etc. do ser social, mas não em bases materialistas. Ei-la, segundo me parece, uma conseqüência de base natural. Resultados validos ou resultados positivos é a composição das ações humanas que temos como finalidade; a saber: o conato (conatus), ou seja, o esforço ou empenho. Uma tendência à ação interagindo para o interesse geral. Evidentemente que essa tendência se encontre nos preceitos da razão. Se pensarmos no ser social, estaremos inferindo um ente acabado, determinado em casa um de seus processos singulares, ou seja, a importância dos fatos, dos dados e das condições. Mas, de modo igualmente nítido pensemos uma ontologia do ser possível, fundamental e originaria de uma ação criadora que busque valores até então nunca alcançados pela consciência ou vontade pessoal. Eis o exame daquele principio que admito não envelhecer: "o modo de agir de cada coisa segue seu modo de ser". Essa máxima é explicita na satisfação das necessidades humanas. Efetivá-lo-ão nos valores, nas n. de materiais; n físicas; n espirituais; n, de disciplina; n. de regras; n. liberdade; n. de afeto; n. de felicidade; n. de ajuda; n. de comunicação; etc. Esse elemento de dependência infere-se facilmente e torna a observação de um observador participante de um fato positivo de uma realidade positiva; utilizando-se assim da capacidade do homem de fazer reproduções mentais de progresso que lhe sugerem as ações de outros homens. Desse modo, à espontaneidade do pensamento ou função será algo operacional por meio da qual uma parte ou um processo do organismo contribui para a conservação do organismo inteiro. É no modo comum de viver que esse fenômeno vai se estratificando. A educação que temos hoje em nosso país é ablativa, isto é, pura e simplesmente prática e não teórica. (Entenda-se que me refiro ao sistema educacional e não as disciplinas em si, a qual, entretanto são aplicadas com teoria e metodologia. Aqui podemos notar como às vezes se faz à distinção entre o sistema como conjunto continuo de partes que têm inter-relações diversas e a estrutura ou organização que nos componentes dele podem assumir em determinado momento. O que é muito digno de ser notado.) Ela por si exprime separação dos preceitos sociais ou cooperação que é básica na vida social. Existe um circunstante independente, cujo sujeito (ideológico), arrasta o predicado. Não podemos nos esquecer que os elementos da cultura são funcionalmente inter-relacionados, ou seja, os itens culturais individuais interagindo em sistemas. Consideremos, pois, agora, o idealismo gnosiológico. A realidade das coisas ou em geral do mundo externo é nos apresentada em sua maior parte de forma arbitraria. A razão de a gnosiologia ter sido substituída pela metodologia. Como escapar desse fenômeno lingüístico e afirmarmos que as leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional não são arbitrarias? A arbitrariedade se caracteriza a relação existente entre o significado e o significante e, a língua ou escrita (que é uma representação da língua falada), não é arbitraria na medida em que é uma convenção implícita entre os membros da sociedade que a usam? Portanto, se a arbitrariedade do signo deve ser posta em relação com seu caráter imotivado a gnosiologia e mais raramente epistemologia, não indicam como muitas vezes se crê ingenuamente, uma disciplina filosófica geral, como a lógica, a ética, mas, um modo de tratar um problema nascido de um pressuposto especifica no âmbito de determinada corrente, que é o idealismo. Mas, toda linguagem não é um jogo, como afirmou Wittgenstein, e, que todos os jogos lingüísticos têm o mesmo valor? A razão de nos esforçarmos aqui, em esclarecer as expressões lingüísticas em seu uso corrente mais especificamente em educação. A importância, dessa, nossa análise é supor que podemos progredir e ficarmos cada vez mais perto das leis que governam uma educação que qualifique com apreço à realidade verdadeira ou suposta, que se deseja privilegiar. O primeiro passo é abandonarmos a educação eclética e tornarmos a dialética como palco dos conflitos. Se, pretende aprimorar a sociedade civil e acabar com o interesse publico absolutamente hegemônico devemos começar a buscar na ideia, ou seja, conhecer a essência necessária da coisa. Não é separando os conjuntos nem privilegiando as partes que se tem uma equidade educacional. A necessidade da genealogia como método de verificação nos dá possibilidades valorativas de assaz importância; individuo livre onde o núcleo de ação moral seja a franqueza e em força para ser, pensar e agir. Esse é um dos caminhos essenciais para desviarmos da educação gnosiológica que ai se encontra, ou seja, um modo de tratar um problema nascido no âmbito de determinada corrente ou suposta doutrina da harmonia preestabelecida. É justificável que o leitor analise o que foi dito mais acima em mentalidade como metalinguagem para sua interpretação ser sustentada no nosso "objetivamente possível". Educador como mediador. O que a UNESCO apresenta como proposta e diretrizes gerais para incorporar como eixos estruturais na sociedade contemporânea deve ser necessariamente um processo de interação que se dispõe em um plano diferente do seu até então. Aprender a conhecer. Essa premissa como outras não se vincula a única e exclusivamente ao educando. Com efeito, as relações de aprender e conhecer se deve a uma proposta codificante, ou seja, se deve promover espontaneamente em todos os indivíduos que interagem no processo educacional. A organização do ensino médio ou fundamental se deve ao bom relacionamento do educador como mediador onde o eixo estrutural (aprender a conhecer, aprender á fazer, aprender a viver e aprender a ser), busque praticas de ações que redundam em transformações do que é real e possível. O educador que pratica a disposição de mediador exerce a virtude educacional, isto é, esta coerente e concorde a uma instrumentação concreta da cidadania. Conseqüentemente se estabelece a conquista da objetividade. A elaboração nova do conhecimento é o educador. Decolar com toda a bagagem epistemológica para um pouso junto e seguro à azenha metodológica. O educador mediador não se atém apenas à lógica prática, busca incansavelmente determinar as condições formais de um sistema completo da razão pura, ou seja, compreende que uma disciplina é um critério, uma arquitetura e que seu fundamento é o modo especial de conhecimento e o prazer no domínio prático. Mediador é o agente de socialização tão importante como família. Assim, cabe ao mediador estabelecer essa regra ao educando para dirigir suas opções, especialmente às que tem importância decisiva em sua vida. A prática educacional é mais eficaz quando o mediador recebe relatórios de propensões dos observadores, intervindo assim em sugestões concretas sobre as atividades. Para continuar a urdir o nosso sistema passemos, portanto, para outra esfera. Novo conceito e inteligência; o holos como tal. Observamos até agora que para se alcançar diretrizes para uma pedagogia de qualidade há de se pensar primeiro numa pedagogia de qualidade concreta. E, esse nosso critério da realidade, repito poderá ser alcançado através de uma estrutura unificada. Uma rede de relações que se conecta com três esferas que, por conseguinte ao conjunto. A primeira tomada é fixá-las e conservá-las no patrimônio intelectual. A característica da primeira esfera como as duas outras segue o conceito de dualidade, isto é, uma relação essencial; I-sociedade e educação; II-pré-escola convencionalis ensino superior; III- educador e educando. É mister considerarmos que, em nenhuma dessas esferas se tem um processo acabado, mas, uma "pauta de contrastação", que permite situar os fenômenos reais em sua relatividade. Em relação aos nossos fins de ação de um novo conceito de inteligência cumpre-nos considerar por hora à esfera, educador educando que, através dela, alcançaremos os valores em questão. Além da perspectiva psicobiológica que o ser observador avalia sobre o potencial humano; trabalharemos um conceito que chamo de ser gerativo, ou seja, à vontade e liberdade do educador. Não se têm valores externos se o objeto de escolha moral não emanar da potencia humana, isto é, do que há de mais intimo e profundo do eu. O ser gerativo encontra-se na esfera sociedade educação. De modo que, o educador filtra da sociedade que o circunda a compreensão ao nível de condição, condicionando e da compreensão ao nível do significado. O educador não pode ignorar que os estados mentais são sociologicamente relevantes para se acender á vela no fogo em que se depara. Coisas que lhes chegam opacas eles as devem fazer radiantes. Nesse nosso conceito de inteligência a teoria unificada da educação entende a palavra pedagogia não apenas como arte de instruir, ensinar ou educar crianças, mas, um estudo teórico ou prático das questões de educação como um todo, ou seja, a lógica do vivente. O modo pedagógico arcaico limita e embota a capacidade do profissional. Porque só poder dar aulas no ensino fundamental? Apenas ser formado em magistério e pedagogia? São processos relativos que deformam e distorce a ação educacional continua. Não se pode curvar o espaço sem envolver também o tempo. O desenvolvimento prático educacional se deve a possibilidade continuas, ou seja, uma organização metodológica onde o educador entenda a sociedade como um fluxo permanente, isto é, um processo dinâmico que se organiza em vista de um fim. E, para esse educador esse fim não é apenas entretenimento, sim educação; educação com tal ordem que cada novo conhecimento adquirido se entrose logicamente em nossa memória e nos dê no fim aquela amplitude de perspectiva que é a fonte e o vértice da compreensão. Eu diria que hoje temos um caráter mais abrangente daquele proposto por Johann Friedrich Herbart, à tradição pedagógica tem como fins haurir da ética, psicologia, sociologia e antropologia a possibilidade da estrutura ocupacional que, vai dar o condicionamento necessário de uma propensão psicologia de ataraxia. Entendo, portanto, que para se pensar em um novo conceito de inteligência deve-se, ter educadores que entendam a transdisciplinaridade como etapa superior da interdisciplinaridade, atitude, método, isto é, a arte de formar e ordenar os caracteres para se alcançar á dimensão essencial, ou seja, uma promissora perspectiva social. Quanto mais se compreende o fenômeno intelectual, mais se tem intervenção adequada em momentos cruciais. Estagio final. O passo importante para a erradicação ao analfabetismo através da construção de uma sociedade educacional. Pode-se entender essa sociedade como uma "arquitetura democrática" que, por conseguinte, pressupõe uma coerência de responsabilidade, ou seja, se elimina aquele fluxo dos políticos que a responsabilidade é da sociedade civil de programas federais específicos ou estaduais; a responsabilidade é de todos quando nos posicionamos no conjunto concreto das possibilidades. Se pensarmos no sucesso na educação de jovens, estaremos combatendo de forma direta para que o contingente de analfabetos não aumente. "O mais importante não é alfabetizar adultos, mas, fazer com que eles não se tornem analfabetos". A conversão para uma atmosfera pedagógica favorável se da, sobretudo no principio da educação de jovens, se considera como parte primordial todos os nascidos em território nacional o dever, ou obrigação moral. Para isso se dar, devemos exceder-nos sobre o fenômeno das possibilidades. É largamente conhecido que é muito mais dispendioso combater um mal que se alastrou do que preveni-lo. A construção de uma sociedade educacional começa com a implantação do nosso sistema, isto é, uma visão homogênea entre governo e sociedade. Um chamado à ação é se buscar todos os meios de informação para a sociedade interpretar as conclusões envolvidas para o estagio de reversibilidade. Quando isso acontece, superamos o tradicionalismo substituindo o processo de tomada de decisões hierárquicas pelo que de fato socializa o processo decisório, ai, se tem de fato a possibilidade de ação. A metodologia que denomina "planejamento socializado ascendente", só predominara dentro de uma noção de constituição ontológica existencial, ou seja, um projeto.

Estrutura da mente. É deveras assaz a busca do senhor Howard Gardner em transpor-se à noção comum de inteligência, mas, o que importa de fato – como deixa transparecer o autor de Estrutura da Mente é que suas teorias não caiam no inconveniente que se assemelha a pintura como dizia Sócrates no dialogo com Fedro: [...] "uma vez escrito, um discurso sai a vagar por toda parte, e nunca se pode dizer para quem serve e para quem não servem" [...]. Tenho convicção que todos que se preocupam de fato com á educação busque métodos para que uma ideia não se torne apenas simulacros. Com efeito, ao mesmo tempo em que à Estrutura da Mente nos direcionam a teorias construtivas ela demonstra como a aparência é tomada por realidade. Um exemplo disso é refletirmos sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais. E, ai vem à questão de que modo há relacionamento entre pensamento e mundo? Quando se busca uma pedagogia de qualidade o que se deve valorizar uma escrita nascente ou os textos orais preexistentes? Qual o grau de aplicabilidade da escrita do P.C.N. em evidencias pragmáticas na educação? Parece existir muito boa vontade, quando se deveria ter funcionalidade de fato. Ao falarmos em estrutura da mente pressupõe-se que os educadores busquem novos conceitos educacionais. Para se ter uma visão das competências intelectuais humanas se deve antes de tudo ter noções dos termos Erlebnis und Erfabrang, ou seja, á vivencia ou experiência psíquica mais aquilo que o homem faz como ser livre e, em sua estrutura somática em suas relações com o ambiente. Considerar as alterações no âmbito da prática é um instrumento capaz de alcançar o crivo da "assertividade garantida" ou como dizia John Dewey (Warranted Assertibility). Pensemos da seguinte forma: as condições contextuais que permite ou não a "assertibilidade garantida" é o enunciado que cada educador deva ter na memória. O primeiro indicativo é a ideia fundamental de que o ser condiciona os fenômenos, e não vice-versa. Ser deve proceder ao agir – agere sequitur esse. Esse é o selo essencial para avaliar de fato estruturas da mente e, conseqüentemente a prática democrática da educação. Entendo por prática educacional a eficaz atuação do educador como criador de um caráter na qual a civilização seja mais continuada que qualquer outra. A extensão é sem duvida o grande desafio para o profissional na área, abranger esse limite é pensar em indivíduos de maior desenvolvimento no futuro. De modo que, a ordem social de um país que pensa em desenvolvimento deve necessariamente estar mais perto dessa ideia. É através desse atributo fundamental (extensão), que o educador acerta no ponto capital, ou seja, não se produz só conhecimento, mas, sobretudo se inspira compreensão pessoal, desenvolve eficiência e cria a elevação. Essa razão de muito críticos sem critério falar que o texto, desse ou daquele autor é muito teórico. Esse conceito cognitivo é uma forma de demonstrar o caminho e, a ação funcional será obtida através da observação consideração da experiência de cada educador. É nesse sentido que o pragmatismo forma um pluralismo sociológico. De modo que, essas categorias são intuídas como agregados ou multiplicidade de partes dadas previamente. O dialogo, a troca de informação de cada educador seria a questão central para se encontrar o lugar das melhores experiências. E, conseqüentemente quais seriam as melhores experiências a serem consideradas? Devemos então conceber estrutura da mente não algo como práticas de cognição, mas, uma entidade movente que implica na formação do ser social, isto é, um compromisso ontológico do educador. Ou mesmo falando em os elementos que compõem a alma disposta hierarquicamente segundo a ordem da natureza. Pode se pensar nossos educadores como aquele legislador que Platão idealizava, ou seja, o organizador de almas, onde se busca produzir um sistema legal capaz de criar e de manter o excelente caráter dos cidadãos. Na medida, que discorre o tempo a ação funcional do educador vai-se cristalizando e engendrando novos educadores livre da imposição conservadora ou teoria persuasiva. De onde se segue que, para termos a teoria das noções sensíveis amplificada, se deve necessariamente se desprender desse entrave que controla todo o comportamento coletivo. Foi exatamente isso que Maurice Merleau-Ponty estudou e nos apresentou no livro "L'Institution, La passivité", o estudo entre vários tipos de instituições pessoais ou impessoais, aqui o que vale notar desse excelente trabalho é as relações sociais.

Estilos Cognitivos. Não é minha intenção desviar ou deformar o que evidentemente é inato ao ser humano seria se eu desejasse modificar ou interferir na suprema divindade da natura naturans; cumpre-nos apenas trilhar por atalhos ou recessos procurando o pábulo que dá aos nossos sentidos as mais refinadas apreensões e, onde predomine as qualidades medianas importantes uma vez que, para o educador consiste em recolher o múltiplo de representações de tal modo que dele surja "a unidade da intuição". Não pensemos em um educador perfect, mas, aquele que como um bom artifex tem na reminiscência a melhor ferramentum para cada peça; uma mentalidade aberta com profundidade é o que espero para mudar a estrutura da educação. Pois, bem, penso que os movimentos expressivos têm importância em todos os períodos de aprendizagem, ou seja, o tempo decorrido entre a pré-escola convencionalis até o ensino superior. Sem esses segmentos não se pode ter um sistema representativo de fato da estrutura psicológica de um individuo. A concepção evolucionaria de qualquer espécie não pode ser fragmentada. Em aprendizagem não se faz analise clinica, nem se joga dados; mais, todos os níveis de desenvolvimento continuam desde a fase da célula única.Percebe-se, que na primeira fase da infância à pré-escola convencionalis considera dois fatores de assaz importância, podemos entendê-lo da seguinte forma: unívoco e equivoco. O primeiro relaciona-se ao sentido de ensinar que, por conseguinte se dá a subjetividade do educador. O segundo se correlaciona tanto com o educador como o educando encontrando nesse último os aspectos motivacionais do primeiro. Diante do educando o educador deve ter a concepção clara que "tudo parece ser compreendido, apreendido e expresso com pureza, e, no entanto não o é; ou então não parece, mas é. Destarte, a condição primordial para o processo de mudança social se inicia na pré-escola convencionalis como composição e resolução atômica, isto é, algo elementar, não redutível a partes constitutivas mais simples. Fato A, A, A, A, A, A.

Os elementos que constituem esse núcleo fundamental serão unidades de analise para os educadores receptíveis de forma que, receberão os critérios tipológicos de cada célula tais como: estímulos subjetivos manifestos; os traços mais latentes para se apropinquar da personalidade; avaliação da personalidade dominante; toda gama de aprendizagem associativa estimulo reação; fenomenologia e personalidade; a motivação em aspectos aplicativos; a maturação fisiológica em todos os aspectos. Todo esse perfil de dados a meu ver servirá a epistemologia ampliando o paradigma da ciência moderna e entre outros aspectos a estudantes e pesquisadores que se atenham à pedagogia estruturalista, dinâmica e evolutiva da personalidade social. A pedagogia estruturalista não se desprende – como a pedagogia formal – da concepção de sociedade como um todo indivisível. Enfim, modelo teórico em questão é o aperfeiçoamento da estrutura social e seu aprimoramento e, em geral, da organização econômica ou política em relação às atitudes individuais. Por organização entendo a estrutura se aplicando ao processo. De modo que, Municípios, Estados e União formem uma concomitância necessária. É isso que também entendo por prática social como elemento estável, isto é, denotativa. Passemos, agora, a analisar o campo de aplicação. A instituição educacional funda-se nos traços das relações sociais em que a nossa concepção particular repousa e, lidar com o sujeito instituinte ou instituído constitui dar formar à propriedade. É esse atributo que se pretende aglutinar na consciência de cada célula geradora, ou seja, tem-se ainda de dar conta tanto da sua própria identidade, como da identidade do outro e de como este outro identifica. No campo de aplicação o sujeito instituinte (célula geradora), deve pensar diacriticamente, ou seja, onde os fatos considerados elementos ou fatores de um sistema em curso de evolução sejam aproveitados ou descartados. A nossa atitude recorrente é a construção de um conjunto de normas que equilibre a ação educacional a um principio regulador que mantenham as propriedades invariáveis originarias do corpo gerador. Isso se produz na consciência da célula geradora como tal e, desse modo à norma vai dando traços ou conjunto de traços que permiti não só distinguir um elemento todos os outros elementos como modelo de cada imagem. Um exemplo claro de como a ação educacional não está em equilíbrio é observarmos a tal de cotas. Cotas para negros, pardos, amarelos, verdes, azuis etc. É como se uma nobre benevolência considera o esforço e não o mérito. E o estatuto de igualdade racial? O que tudo isso significa de fato? Significa que as coisas de fato, tomam por admitido o que é duvidoso. Nenhuma, a meu ver, dessas medidas podem ser consideradas como modelo uma vez que abnegação não é resolução. Um tumor não desaparece com fundamentos altruístas. Mas, com analise intencional direcionada, incisão para conhecermos sua natureza e massa circunscrita; a partir daí utilizaremos os meios necessários, comuns a todos; então expugnar o que diz respeito a um princípio ou constitui um princípio. Quando se estabelece arbitrariedade a um bem comum se tem uma envergadura para a ideologia democrática. Ao se pensar apenas nas partes a arbitrariedade do sujeito é posta em relação com seu caráter imotivado. De onde se conclui, que não se busca instituir direito: como capacidade e mérito. Poder-se-ia, com efeito, fazer esta objeção: bolsa para todos (Proune), mesmo que seja feito com base na prova do Enem parece não ajudar muito; suprime o autoritarismo social? A realidade demonstra clarissimamente que não e, ainda as dificuldades com excesso de formalidades que o estudante encontra pelo caminho, se não suficiente para que desista, precedentemente o será sua possibilidade de se tornar endividado. É preciso notá-lo ainda, o sistema de ensino o qual me refiro como instituído como fim de fazer reinar a concórdia deva ser entendido como instituído por uma população que promova a igualdade de oportunidades, e não como estabelecida por direito de classes dominante por uma população vencida. Destarte, o papel do Conselho nacional de Educação, os princípios os fins da educação nacional e o direito a educação e do dever de educar não seriam meras relações associativas de linguagem. Mas, relações internas onde se possam escolher os que valem e aqueles que não valem. Estabelecer a dimensão de aplicação é um dos desafios do educador. Essa célula elementar é onde repousa grande parte do processo de mudança. É exatamente aqui que temos a eclosão do ser social para os fins e características concretas que nos propusemos. É também a possibilidade de avançarmos substancialmente na trajetória das linhas da harmonia social. Percebe, deveras, a importância da capacidade de refletires sobre ti mesmo.

Plano concreto. Ao nos retirarmos do plano ideológico da questão, começamos a progredir na educação como um todo. Por plano concreto, entendo, a adaptação da educação como algo que se desenvolva em sentido desejável para o bem comum, a conseqüência direta das inovações revolucionaria como algo calculável e salutar. Na fase da unidade receptiva a inter-relação entre a família e escola é de assaz importância. Este cuidado traz o espírito desperto do educador, tornando-o mais capaz de agir. Essa interdependência necessária tem como característica comum, o principio da estrutura, ou seja, a aquisição e a conservação de tudo o que é essencial a uma educação louvável. Compreender melhor a dinâmica da sociedade em que vive o aluno poderá perceber-se como elemento ativo, com capacidade até mesmo de viabilizar um modelo de sociedade mais justo e solidaria. Mas, porque isso fica apenas impresso nas bases legais da educação? Admito, portanto, que se têm boas ideias o que falta de fato é ação individual sobre o processo social. E, esse processo no principio da estrutura esta dentro da área de controle do educador, bem como na dinâmica social o todo deva receber a influencia determinante que o fator seletivo independente, cujo conhecimento necessário à compreensão do andamento concreto da ação se efetive de fato. O algo que se desenvolve em sentido desejável é além do nível ou ordem um plano que se relaciona entre o significante, ou plano da expressão, e significado, ou plano do conteúdo. Essa relação se dá da seguinte forma: significante, ou plano da expressão, se encontra intimamente ligado ao sentido que o ser predicativo, individuo, assumiu no significado, ou plano do conteúdo, sociedade. A partir desse ponto se considera o plano concreto. De modo que se consideramos a ação individual e os processos sociais como nível ou ordem, eles formam uma aglutinação no plano ideológico que conseqüentemente evidencia a dinâmica social que nos norteia. E o que devemos fazer, ao invés de apenas falar dela? Fazendo que a segmentação não se torne decodificada. O plano concreto traz em si a substancia codificante e, se constrói a cidadania do educando, evidenciando, assim, a importância que há então, transferência de forma, não de sentido. Para podermos nós a perceber como elemento ativo de fato a forma codificada deve ser identificada pelo receptor decodificador. E, para que esse circuito de comunicação não falhe se deve a perfeita ordem dos compostos derivados como unidade comum. Essa nossa resolução de segmentação não trás o ser predicativo para uma rede de relações sociais cada vez mais complexa e densa resulta sim num constante fluxo partindo do simples para o complexo. Disso mesmo se conclui que ao invés de se reduzir à possibilidade de autonomia do individuo é sempre, pois, fortalecida com o plano de expressão, reforçando o papel do individuo na explicação dos fenômenos sociais. Pode-se, pois, considerar que o papel da pedagogia estruturalista não é tratar o educando como meio de mudança social, mas como fim, fazendo que se sinta parte do processo da manutenção de ordem. O plano da expressão é um caminho seguro para atingirmos a possibilidade de uma educação libertadora, transformista. De modo que, a questão da mudança e, o caráter de dependência da educação em relação à sociedade só poderá ser concretamente efetivado quando a comunicação ou linguagem assumir um valor final. Daí resulta, portanto, a importância do plano da expressão como signo. Não devemos esquecer que se chamamos Pe signo, é somente porque exprime o conceito de "plano da expressão", de tal maneira que a ideia da parte sensorial implica a do todo. Tomo aqui o eficaz conceito de Tomas de Aquino: "representar algo significa conter a semelhança da coisa".

Eixo das sucessões. Passamos agora a examinar conjunto dos atos necessários para que o sistema se torne funcional. Pensemos na realidade circundante onde exista em eixo que consiste o valor para uma vida concreta. Concebo esse eixo como algo essencialmente "aberto" e em constante movimento. Aberto porque, muito embora tenhamos a ideia reguladora o eixo repousa sobre as relações com uma coisa diferenciável (uma ideia) suscetível de ser "intercambiada" por uma ideia, e relação com uma coisa similar, suscetível de ser comparada a um conceito (outro conceito). Podemos conceber essa tese como pensamento dialético, ou seja, algo progressista que absolutamente caminha para um conhecimento mais amplo do seu objeto. A implicação para que o comportamento incluindo a consciência tome um sentido concreto partimos, então, da periferia em direção ao centro. Dentro das linhas gerais desse nosso contorno está o campus gerador onde repousa o eixo já pré-determinado as circunstancias, buscando assim atingirmos o centro (o Congresso Nacional). Tendo, pois, a deliberação do Poder Legislativo para que possamos funcionar em busca de um efetivo democrático para a educação; resta-nos, portanto, fazer com que o eixo regulador se torne lei, isto é, delinear em linhas assaz nítidas até termos a reunião de todas as forças individuais. Assim, instituindo uma boa legislação é papel decisivo para uma sociedade que pretende desenvolver-se. E o que é uma boa legislação? Para que serve? Dependemos dela como autoconservação? Temos uma promissora perspectiva quando as leis alcançam o bem comum, quando o político for um engenheiro social, não apenas improvisador de soluções ou de providencias ou iniciativas. Quando desenvolvermos a engenharia humana, do ponto de vista funcional estaríamos diante de uma boa oportunidade para que os sociólogos falem a mesma língua e, portanto, compartilhem o verdadeiro universo do discurso. A liberdade como possibilidade ou escolha dá à população a impressão, ou melhor, a representação que a constituição vigente satisfaça os ideais, que de fato construímos uma estrutura social concreta com objetivo do aperfeiçoamento de formas de convivência social. Deve-se notar que, muito embora digam que possam realizar a melhor forma de governo a ordem e a conduta comum da nossa realidade demonstra claramente que a constituição é mais apta a satisfazer as ideias da maioria por carecer dos meios necessários para conseguir nosso fim. Um dos fatores do eixo é ajustar as formas de vivencia, de convivências e desenvolvimento, ou seja, um complexo cultural transmitido de uma sociedade a outra os valores sociais, instituindo o todo com base de uma sociedade avançada. Quer de desenvolvimento global, quer de desenvolvimento especifico. De modo geral, podemos conceber o nosso eixo girando entre um conjunto de engrenagens divididas em três, a saber; a peça física, a humana e a social. A capacidade humana em estudar as propriedades gerais da matéria e as leis que tendem a modificar-lhe o estado ou movimento, sem alterar sua natureza é a maior prova da condição do progresso humano. Isso no meu entender é engenharia humana em si, que, conseqüentemente faz da engenharia social a reflexão desses dois fenômenos. Assim, tendo demonstrado o constitutivo do eixo resta-nos, portanto, esclarecer sua amplificação no campo de aplicação, ou seja, o desenvolvimento desigual tratado metodologicamente. Destarte, instituir a nossa estrutura no processo educacional é uma propriedade que se caracteriza da seguinte forma: pensemos nas relações sociais como movimento sincrônico, isto é, todas as células se deslocando ao mesmo tempo, de forma sincronizada cada pequeno som se sobrepõem aos outros de forma coerente, gerando um efeito. O desenvolvimento desigual; a problematicidade consiste da formulação de sons heterogêneos. Instituir, interagir nos atos individuais é a principal função do eixo gerador. A possibilidade de termos resultados satisfatórios quando partimos da célula geradora é muito maior do que as células pós-estabelecidas, uma vez, que as ações dos homens dão resultados diversos daqueles subjetivamente esperados. Então, para conseguirmos reproduzir os sons de forma homogênea pensemos nas camadas sociais como se fossem dunas de areia; mesmo que uma duna cante, nem todos os deslizamentos emitem som. É claro que há algo de peculiar nesse fenômeno. Isso reflete essencialmente nas regulamentações do relacionamento econômico, político, social, etc, dos homens entre si. Por isso no campo do eixo regulador haverá a interação da pré-escola convencionalis até a universidade em ruptura que possa comprometer a orientação da vida social com sentido e dignidade. O eixo gerador captura em sua orbita não só uma classe detentora de poder econômico ou privilegio político, mas uma noção cujos superiores recursos de inteligência potencialmente existente nas mais diversas camadas. É essa ressonância que não ocorre em toda a duna, mas apenas na espessura da camada em movimento. Encontrar e fazer com que todas as dunas que se movimentem produza som é o nosso objetivo e grande desafio. E, mais importante ainda, fazer que os valores que formam a quantidade de vida como um conjunto ideal, ou já existencial não percam a qualidade e sejam resguardados de progressos tecnológicos, econômico e mesmo político. Nesse nosso processo de modificação e tentativa de ruptura com a naturalização e produção da alienação social, considero a necessidade de uma implantação por etapas ou localização. Não obstante, não haver regiões pré-estabelecidas ou privilegiadas, porém, deve-se considerar a importância indispensável de locais apropriados. Importa, portanto, considerar o que é de fato universidade para todos. Havendo um coletivismo entre as empresas da região determinada, o precursor das novas células e um ajustamento profissional será alcançado. Incluímos também a oportunidade de estarmos diante da noção Erfabrung. A experiência ou experimento de um povo sendo de fato colocado em prática. A vida coletiva, semeado novas sementes escolhidas de plantas que nos deixaram a necessidade e novas formas de aprendizado. Devido nossa extensão geográfica justifica-se a pretensão de implantarmos o sistema Devenioverofungis por etapas. Tal colonização educacional terá que se sobrepor como já demonstramos acima, aos vários influxos externos, não raro, que, os compare as estreitas veredas e atalhos durante os primórdios para a região de Piratininga. Vejamos por exemplo o que prescrevem a igualdade entre os méritos e as vantagens ou entre as vantagens e as desvantagens de cada um; no ensino superior mais da metade de alunos com condições financeiras favoráveis estudam em universidades públicas, e o restante pagam para estudarem em faculdades particulares. A causa disso será apenas que a qualidade do ensino médio é péssima? Ou será que a instituição social simplesmente age com negligencia diante desse fato? Se, pretende um instrumento de reivindicação e libertação para a educação esse com certeza não tornar o desenvolvimento eficaz para ascensão de uma constituição civil perfeitamente justa. Boa parte da sociedade percebe essa discrepância e, a maior parte não encontra solução para desmanchar esse nó. Se não pensarmos num ensino unificado para promovermos a igualdade de oportunidades, inevitavelmente ficaremos andando em círculos. Promover uma equação financeira decodificada nos dá o elemento necessário para o processo educacional. E, esse elemento essencial é unidimensional. Repito que a experiência de outros países só nos pode ser apresentada como exemplos, nunca como modelo uma vez que temos o nosso próprio modo especifico de ser. Se pretendermos implantar experiências de outros países é o mesmo que pressupor antes de tudo o sujeito como mundo, ou seja, não consciente de seu mundo, que a meu ver é muito mais profícuo, portanto, seria começar por fundar a segurança de seu mundo. Pode-se, assim, examinar que a função central do eixo é acabar com a distorção e, dar uma integração justa à educação.

Forma plena e final. Quando as propriedades invariáveis do corpo gerador começar a sinalizar para além do horizonte de eventos, estaremos formando o que denomino singularidade. A célula geradora assumindo a constante relação que recebeu do eixo gerador. Daí, então, esse percurso crítico da formação terá uma superfície denominada horizonte de eventos que separa a região do espaço tempo (célula geradora, célula gerada), da qual a formação passou daquela e se sedimentou nesta. Assim, a invariante dessa equação instituirá à forma plena e final, ou seja, o conjunto de relações que tem realidade objetiva de comportamentos em torno de certo número de coisas (forma psicológica e a fisiognomia de orientação, sociedade concreta, estrutura unificada; a pré-escola convencionalis como causa necessária do ensino precedente, o abandono da forma ablativa de educação, melhor forma de vida, o desprender-se da cultura histórica, fazer que a educação levante questões sobre a existência, o Estado interagindo na cultura e na organização social, preparar o educando para pensar e viver filosoficamente, educação filosófica e não prova de filosofia; instituições de ensino voltadas para a cultura, o que é real e possível na educação). A educação que temos não é muito diferente do que foi a escolástica, onde o saber era origem divina, ou seja, privilegio de poucos. Para o homem uma revelação ou um dom. Hoje cada vez mais evidente que o saber é uma conquista ou uma produção do homem. E que aquela democrática igualdade de oportunidades pela qual a humanidade crescentemente aspira – como já entoava o saudoso Gilberto Freyre em Homens, Engenharia e Rumos Sociais –, esta agora muito mais para a realidade do que em épocas que tanto se falou de direito humanos, onde as ideias de homens ilustres foram superadas, abafadas por uma Gemeinschaft ou sociedade tradicionalista que deixou a educação estagnada e gerou atitudes etnocêntricas tão nocivas para a democracia.

Objeto da consciência. Repousa, no determinismo do educador ou célula geradora em institucionalizar algo essencialmente ligado as questões sociais. Entende-se que há um conjunto de procedimento que garanta o desenvolvimento de determinada atividade. A hermenêutica do sujeito: o confronto interpretativo com á historia da educação, a atitude violentadora de interpretação, faz do educador uma nova abertura para as possibilidades rumo a um novo pensamento com nova tarefa. O educador assume uma atividade diante do educando, uma disposição de corresponder "a voz do apelo" como dizia Heidegger. É notório que está abertura antecede o conhecer e o querer e, é condição de possibilidade de qualquer se orientar para próprios da intencionalidade. Significa, pois, o educador dispor interesse no educando; educador como objeto de motivação; interpretar o comportamento do educando; conhecer o próprio poder do que se deseja; objetivar aquilo que ainda não é; conhecer o eu e o mundo como inseparáveis; ter o pensamento dialético e viver de acordo com nossas afirmações. Objeto da consciência é fazer que o educando veja a vida como uma obra de arte, é consciência com intencionalidade; consciência de; uma atividade constituída por atos que faz o educador perceber as diferentes matrizes da razão prática e que esse significado – técnicas capitalistas de produção dos objetos; as técnicas dos sistemas de signos que estabelecem a comunicação; as técnicas de poder, que determinam a conduta dos indivíduos, os submetem a certos fins ou a dominação, tornando-os objetos de poder e de saber, na modernidade; as técnicas de si, que permitem aos indivíduos efetuar com ajuda dos outros certos números de operações sobre seu corpo e sua alma, seus pensamentos, suas condutas, se modo de ser, de se projetar a fim de alcançar certo grau de felicidade, de absoluto, de sabedoria, de perfeição do intelecto – seja uma relação de dependência recíproca com o educando. Educar com consciência enquanto intencionalidade é próprio do educador e, educar uma atividade constituída por atos é próprio da família. Entretanto, o que quer dizer? Nenhuma das duas condições é isolada, são, pois, modalidades ou funções proporcionais que se devem alinhar a todos aqueles processos, institucionalizados ou não que visam transmitir ao educando determinados conhecimentos e padrões de comportamento. Muito embora, o âmbito familiar cause não raro, atos do sujeito constituinte e, a idealidade ou significação tende a retardar uma liberdade que de fato representamos as condições primarias e obrigatórias de qualquer adaptação à vida prática. Dessa forma pretendemos dirigir para visar alguma coisa, e essa alguma coisa é a relação condizente entre escola e família, isto é, objeto da consciência num plano transcendental de objetividades que constituem as próprias significações ideais.

Mudança e readaptação. No sentido central do nosso sistema de educação as palavras mudança e readaptação tomam além do mecanismo de criação léxica ou unidade lexicológica, o sentido que de fato nos leva ao objetivo; o eu, o espírito ou consciência, como principio determinante do modo de conhecimento. Entendo ser mais indicado usarmos a palavra readaptação por possuir um semântismo mais especifico, visto ser nossa intenção acomodar uma unidade de significação já existente.

O sujeito. A resistência ou causa que se opõem é um dos fatores inclusivos em qualquer mudança de valores. O ritmo social conservador exerce uma função básica em todos os aspectos sociais, na educação, podemos observar com nitidez sua auto-afirmação. Para termos uma perspectiva sócio-transformista devemos ir além do sentido central dos nomes. Ademais, é necessário lembrarmos que a transformação comporta dois aspectos principais: o primeiro é de análise estrutural e o segundo o de transformação estrutural. É, sobretudo, no primeiro caso que repousa a condição necessária para transcendermos para o segundo. Então, devemos perceber se à de fato relação de instituição entre sujeito, nome e objeto. De modo que, a relação entre sujeito e objeto deve assumir atitude suficientemente recorrente no campo das relações intersubjetivas. A observação dos fenômenos educacionais nos indica como muitas ideias de assaz importância não chegam a se tornarem concretas, isto é, se inserir em seu critério de realidade. Isentar a noção de causa das suas implicações é a meu ver, meio caminho percorrido para demonstrarmos onde se acha, ou melhor, onde se dissolve a condição necessária para se alcançar uma educação concreta. Entendo, portanto, que a obstrução se encontra na região de manifestações lingüísticas do individuo. Critério de realidade é a concepção que o signo simples não é composto de outro signo. A problemática não se encontra apenas no sistema de noção das proposições ela se instalou e manifesta-se, sobretudo, no ser social. Isto ocorre por sua vez, no âmbito da transformação estrutural. Se seguirmos o rigor do nosso quer, á análise estrutural nos demonstra a possibilidade à aplicação de uma transformação definida. Temos evidencias concretas, não aro, como esses fenômenos assumiram apenas entidade de elementos lingüísticos significativos compostos de um ou mais fonemas; suscetível de uma transcrição escrita (ideogramática, silabaria ou alfabética), compreendida entre dois espaços em brancos. Assim, sua essência, isto é, seu acontecer, imperar revela-se, a manifestação de fato, raramente alcança seu aspecto funcional concreto. Na análise estrutural repousa a unidade do discurso, que por sua vez constitui uma seqüência que forma uma mensagem com um começo, um meio e fim. Se o sujeito vai ou não atingir o objeto da mensagem é evidente que e certeza não está nem no enunciado nem no discurso. Podemos perceber essa co-referencia nos escritos de Paulo Freire. Suas ideias foram ou ainda são um principio supremo para a educação? Como se trata de uma transformação estrutural o objetivo pragmático sofre resistência conservadora da sociedade. Entretanto, essa resistência tende a ser minimizada pela diacronia social; como são problemas complexos, se constata primeiro as possíveis mudanças localizando-as no tempo; só então, é possível fazer nesse domínio, tentativas de se por à sociedade de hoje a maneira de obter mais benefícios que a sociedade de ontem. Desta maneira, educação e mudança é questionável, tanto no seu modo de ser proposto como no conteúdo por ele posto, caso a essência do seu fundamento fosse questionada além de uma representação ou postura realista (ingênua ou critica), a possibilidade de uma educação fundamental na essência do próprio ser, encontraria a transcendência necessária que a educação deve procurar a fonte de relação entre significante e o significado dentro das próprias coisas. De modo que, para se poder conceber nosso conceito de relativismo na educação é necessário evidenciar as relações e conexões que bases implicam. Entendo, que essa relações se apóiam aos princípios constitutivos fundamentais, que expressam definitivamente a essência das coisas, quando não assumem uma entidade concreta, tornam-se princípios reguladores, que são apenas elementos de uma seqüencia de abreviaturas para o progresso do conhecimento, por exemplo, quando ainda era estudante do ensino médio, me lembro, que, andando pela manhã por uma calçada parei diante de uma banca de jornais; atraído por um folhetim escrito por algum tipo simpodial; a seção trazia estampada a foto de Paulo Freire, e as palavras: "após anos de sua morte, Paulo Freire é ainda motivo de referencia". Aquela imagem evidenciou ainda mais em mim a maneira de proceder do pensamento para se apropriar do concreto para reproduzir-lo como concreto pensado. As palavras assumem o fundamento da possível conformidade, isto é, todo o seu legado, dentro do aberto, para algo que nele se manifesta e que vincula toda apresentação, tão-só uma referencia, ou seja, narração, alusão, menção, insinuação e mais nada. Bem, mas o que nos interessa é a possibilidade de transcendermos esse fenômeno e, nos projetarmos pata além da estéresis (privação), e fazer dessa relação binária não apenas oposição em polinizar o ato de comunicação em diversas outras funções, mas, denotarmos o conjunto de objetos definidos e distintos, é o que nos interessa de fato. A análise estrutural nos mostra a união de dois objetos como fundamento para apresentarmos o designarmos de educação concreta. Ação e linguagem, eis, os meios. É lógico percebermos que antes dos efeitos sensíveis da linguagem exista algo que denota qualquer operação; a isto chamo ação. Podemos usar como exemplo as palavras: "o que está escrito e seu comprimento". Não é nossa intenção nos estendermos em conceitos teóricos da questão, uma vez quê, o que nos interessa de fato é o interagir dois fenômenos no mundo subjetivo da educação. É nesse âmbito que mudança e readaptação devem ser pensadas. O que buscamos? O que queremos? A onde se pretende chegar? Os problemas comuns são ainda mais suscetíveis de erros de compreensão da linguagem do que são os filosóficos. A nossa intenção até aqui, portanto, é estabelecermos a função entre os elementos precedentes e, apontarmos onde a ação deixa de estar ligada unicamente nele ou na atividade dele (vontade) e seu principio. Nesse ponto é que passamos da análise para a transformação. Se analisarmos o código de comunicação de segundo grau (escrita), verifica-se que a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional há certa consistência para uma possível aplicação de uma transformação definida. Aqui tomo como exemplo o vocabulário filosófico de Wittegenstein a ser aplicado em vários artigos e seções do P.C.N. "Ter a intenção de"; (Mein); o que nos interessa de fato e (Anwendung); aplicação, e não simplesmente (Äusserung), manifestação. O designar se perde no objeto da vontade e, não no designador, devido à complexidade da ação subjetiva, exauri-se a possibilidade de se consumar circunstancias positiva e, por fim, esgota-se no próprio sujeito, se tornado assim, um comportamento que domina a consciência social. Mudança e readaptação só então quando alcançarmos a essência do próprio ser na esfera educacional.

Percebe, agora, caro colega, como questões éticas e dos valores do pensamento devem transcender para além da descrição das palavras. A genealogia do homem do desejo estudada por aqueles que pretendem ensinar. Refletirmos quais seriam as vantagens, uma fisionomia política como vem sendo hoje praticada. E não como podia ou devia ser praticada. O melhor aspecto do nosso tempo está em conhecermos os nossos erros para que nossas ações sejam inconscientes. Vamos, caro colega, essa conversa despertou em mim à vontade de tomar um bom café.

ESCRITO POR Josemar luis Camargo 4 K leituras
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