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O oceano que me afundou e me forçou a aprender a nadar

E foi no fundo do mar que eu aprendi a navegar e voltar pra margem

Depressão é como um mar agressivo, um oceano dentro do peito, onde a maré se revolta, onde a ansiedade chega em ressaca, onde as ondas da angústia avançam sem pedir passagem.

É o mar que invade a areia da alma, que arrasta memórias, que leva pedaços de silêncio, que afunda aquilo que ninguém vê.

As ondas da depressão e da melancolia quebram com violência, como caixotes lançados pela correnteza, atravessam o peito, tiram o ar, levam o corpo para o fundo, para lugares onde até a própria luz parece aprender a nadar.

Mas o mar também guarda ensinamentos, porque a mesma onda que derruba também ensina a levantar, a mesma correnteza que um dia levou você para longe da margem, um dia ensina o caminho de volta.

Você não volta para o mar sendo a mesma pessoa, porque quem conheceu a força das águas aprende a respeitar a tempestade.

Antes, você era levado pelas ondas, agora você escuta a maré.

Antes, você temia a profundidade, agora você conhece suas águas.

O mar continua sendo mar, a tempestade continua existindo, mas existe uma diferença:

agora você sabe onde está pisando.

ESCRITO POR Jorge Lannes Junior 23 textos
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Comentários

Jean
Jean

Ual …..


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