O oceano que me afundou e me forçou a aprender a nadar
Depressão é como um mar agressivo, um oceano dentro do peito, onde a maré se revolta, onde a ansiedade chega em ressaca, onde as ondas da angústia avançam sem pedir passagem.
É o mar que invade a areia da alma, que arrasta memórias, que leva pedaços de silêncio, que afunda aquilo que ninguém vê.
As ondas da depressão e da melancolia quebram com violência, como caixotes lançados pela correnteza, atravessam o peito, tiram o ar, levam o corpo para o fundo, para lugares onde até a própria luz parece aprender a nadar.
Mas o mar também guarda ensinamentos, porque a mesma onda que derruba também ensina a levantar, a mesma correnteza que um dia levou você para longe da margem, um dia ensina o caminho de volta.
Você não volta para o mar sendo a mesma pessoa, porque quem conheceu a força das águas aprende a respeitar a tempestade.
Antes, você era levado pelas ondas, agora você escuta a maré.
Antes, você temia a profundidade, agora você conhece suas águas.
O mar continua sendo mar, a tempestade continua existindo, mas existe uma diferença:
agora você sabe onde está pisando.
Classificação de conteúdo:
Publicado

Comentários
Ual …..