O Mundo Continua do Lado de Fora
Mesmo quando a vontade é parar e me recolher em algum canto, a vida continua. As ruas não se calam, os mercados abrem suas portas, o cheiro do pão ainda atravessa as manhãs, as praias permanecem onde sempre estiveram e o mundo segue seu caminho.
Ele não para por causa das nossas dores.
E talvez haja algo de bonito nisso: saber que, mesmo sem vontade, ainda podemos fazer alguma coisa com o tempo que nos foi dado. Um gesto, uma palavra, um encontro. Ainda podemos colher a delicada beleza de estar vivos.
A linguagem do outro pertence ao outro. A minha pertence a mim. E o que dizem sobre mim, depois de dito, já não me pertence mais.
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